advocacia disruptiva para advogados

Inteligência artificial na advocacia: perguntas e insights

ProJuris Colunistas, Gustavo Rocha 0 Comments

CEO da Consultoria GustavoRocha.com – Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos, escreve à Universidade ProJuris mensalmente

Inteligência artificial é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço e urgência nas discussões do meio jurídico. Não à toa: segundo a pesquisa “Inteligência Artificial e sua aplicação em escritórios de advocacia brasileiros”, 52% dos profissionais do Direito acreditam no potencial da tecnologia para ganhar tempo por meio do apoio da inteligência artificial na análise de grandes volumes de documentos e evidências.

No entanto, antes de tirar quaisquer conclusões, alguns conceitos básicos:

O que é inteligência artificial?

Segundo o Wikipédia:

A inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software.

O principal objetivo dos sistemas de IA, é executar funções que, caso um ser humano fosse executar, seriam consideradas inteligentes. É um conceito amplo, e que recebe tantas definições quanto damos significados diferentes à palavra Inteligência.

Podemos pensar em algumas características básicas desses sistemas, como a capacidade de raciocínio (aplicar regras lógicas a um conjunto de dados disponíveis para chegar a uma conclusão), aprendizagem (aprender com os erros e acertos de forma a no futuro agir de maneira mais eficaz), reconhecer padrões (tanto padrões visuais e sensoriais, como também padrões de comportamento) e inferência (capacidade de conseguir aplicar o raciocínio nas situações do nosso cotidiano)

 

Temos como expoente desta tecnologia o Watson da IBM, que novamente a Wikipedia nos brinda com uma definição:

E outra forma já existente são os chatbots, que podem assim ser definidos:

Chatbot ou Chatterbot é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. O objetivo é responder as perguntas de tal forma que as pessoas tenham a impressão de estar conversando com outra pessoa e não com um programa de computador.

Após o envio de perguntas em linguagem natural, o programa consulta uma base de conhecimento e em seguida fornece uma resposta que tenta imitar o comportamento humano.

E como funciona a inteligência artificial?

O segredo da inteligência artificial está em aprender cognitivamente tudo que chega ao seu conhecimento.

Como assim?

Você primeiro ensina as letras do alfabeto, por exemplo. Depois, você ensina que juntando letras, chega-se a palavras e daí você ensina a escrever, por exemplo a palavra CASA.

A IA aprende como escrever casa, depois pesquisa e descobre quais tipos de casa, quais problemas podem ter um casa, onde se localiza uma casa e por ai vai… Ou seja, ela acumula conhecimento.

E na advocacia, como estamos?

Não temos o Watson, mas o ROSS que tem a mesma capacidade do Watson, que pode processar, em apenas um segundo, 500 gigabytes, o equivalente a um milhão de livros, de acordo com a Wikipédia

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Em Fevereiro de 2017 o primeiro escritório de advocacia do mundo contrata o ROSS para ajudar:

Um grande escritório dos EUA, Baker & Hosteler, anunciou a contratação da inteligência artificial ROSS, da IBM, para trabalhar na pática de falência, que tem, no momento, 50 advogados do escritório no setor.

“Você pergunta em inglês simples, como se fosse um colega, e ROSS lê todo o texto da lei e retorna com leituras de tópicos da legislação, jurisprudência e fontes secundárias muito rapidamente” o site explica. “Além disso, ROSS monitora os arredores da lei para notificá-lo de novas decisões que podem afetar seu caso”.

Ross também minimiza o tempo para listar os resultados de milhares para as poucas respostas mais relevantes; e apresenta a resposta numa linguagem mais inteligível e casual. Ele também mantém atualizado no desenvolvimento do sistema legal, especialmente no que possa afetar os seus casos.

Fonte: https://www.ibm.com/blogs/robertoa/2017/02/primeiro-escritorio-contrata-o-advogado-artificial-ross/

A advocacia irá acabar? Teremos a advocacia controlada por robôs?

Não se preocupe, não iremos precisar do Arnold Schwarzenegger para nos salvar dos robôs malignos…

A inteligência artificial é um tipo de inteligência que compila dados, resultados, aprende com estes resultados e pensa a partir do banco de dados. Diferente do ser humano que aprende com erros e acertos, sentimentos, interação humana e outras características, a máquina só sabe o que o banco de dados permita que ela saiba.

A inteligência artificial poderá ser muito útil a advocacia como fonte de pesquisa,  como um auxiliar para tarefas mecânicas, assim como hoje softwares jurídicos podem fazer petições, contratos de honorários, procurações, etc.

Sem o pensar efetivo, que é tarefa de ser humano, não temos o porque de imaginar o fim da advocacia, mas sim, a mudança da advocacia para o seu real propósito: Atender o cliente.

Lembre-se que a advocacia é feita em prol do direito do cliente e para ele deve ser orientada e dedicada. Processos judiciais são um meio de solucionar o direito do cliente. Advogar é gerenciar expectativas, sonhos, projetos dos clientes. Máquinas não fazem isto.

Acompanhe a evolução da tecnologia para que a sua advocacia esteja sempre preparada para o cliente, pois tecnologia não tem volta, vai desde como se comunica com o judiciário (processo eletrônico), a como organizar melhor o escritório para estruturar para o cliente (software jurídico) e gestão para que tudo isto funcione adequadamente.

Mãos à obra!

Quero saber mais:

No JurisCast #7, conversei com a ProJuris a respeito deste tema tão importante. Caso queira aprofundar seu conhecimento acerca da inteligência artificial para o meio jurídico, aperte o play abaixo:

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