Inadimplência no escritório de advocacia

Como reverter a inadimplência em escritórios de advocacia (em 5 dicas)

Diferentemente de um departamento jurídico, que diante da inadimplência é útil como suporte, o escritório de advocacia trata diretamente do problema.

No caso de advogados autônomos, que possuem uma carta de clientes menor, devido ao volume de trabalho que é capaz de realizar sozinho, é possível conhecer melhor quem é seu cliente e quais são suas verdadeiras condições de pagamento.

Esta aproximação também é necessária para profissionais que trabalham em escritórios de advocacia, mas pela quantidade de clientes fica um pouco mais difícil.

Como, então, enfrentar a inadimplência em escritórios de advocacia?

1) Conheça os inadimplentes

Muitas vezes o escritório sofre com a inadimplência, no entanto, não possui sequer um controle acerca de quem são os clientes inadimplentes e quem são os clientes que honram seus compromissos.

Conhecer bem o seu cliente também significa avaliar sua capacidade financeira para arcar com os custos de um processo ou de uma consultoria jurídica.

Por isso, antes de formalizar uma relação profissional, procure informações junto às entidades de proteção ao crédito. Avaliar o comprometimento da renda do cliente e o padrão de comportamento de seus pagamentos anteriores pode ajudá-lo a estabelecer medidas mais conservadoras na hora de efetuar as cobranças.

2) Defina um percentual almejável

Para atingir um objetivo, é importante saber qual é, afinal, este objetivo. Por isso, alguns parâmetros matemáticos são interessantes para revelar sucessos e insucessos da estratégia de reversão da inadimplência no seu escritório de advocacia.

Antes de tudo, é necessário fazer uma pesquisa de mercado. Qual a porcentagem de inadimplência dos escritórios com a melhor saúde financeira do mercado? Segundo o Censo Jurídico 2017, realizado pela ProJuris, 68% dos escritórios de advocacia do país trabalham com índices de até 10% de inadimplência ao mês.

Portanto, deve-se trabalhar para reduzir o número de inadimplentes até esta proporção, ou superar os indicadores do mercado.

3) Utilize um software jurídico para gestão financeira

O Censo Jurídico 2017 também aponta que 56% dos escritórios de advocacia brasileiro já utilizam um software jurídico para gerenciar finanças. Afinal, uma plataforma pensada focada especificamente no dia a dia do advogado permite uma interface planejada para suas necessidades.

A administração financeira do seu escritório no ProJuris para Escritórios é assim: intuitiva e descomplicada. Nele, você gerencia:

  • Valor total de receitas e despesas;
  • Data de inclusão da custa ou honorário;
  • Status da custa ou honorário (pago ou não pago);
  • Especificação individual de cada custa e honorário, associando o valor à pasta/pessoa correspondente.

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4) Delegue a função a um especialista

Um trabalho bem feito é um trabalho focado. Se possível, delegue esta função a uma pessoa específica na empresa. Um profissional encarregado de muitas tarefas acaba, por consequência, perdendo a qualidade no seu trabalho.

É imprescindível que o trabalho também seja feito por um especialista, por alguém que já tenha experiência ou está se especializando na área financeira. Os resultados poderão ser notados mais rapidamente, além de evitar a frustração do profissional inexperiente na cobrança de clientes inadimplentes.

Leia também: Meu escritório não tem quem cobre clientes inadimplentes: e agora?

5) Aviso amigo

Com o contrato de honorários firmado, com valores e datas estabelecidas, é recomendado avisar o cliente de maneira preventiva sobre o vencimento do seu pagamento.

Vale criar uma cultura de avisos: para este cliente, a cada dia X. E o contato deve ser feito pelo telefone, pois é uma garantia de recíproca por parte do cliente e também demonstra seriedade ao escritório.

Leia também: Como cobrar honorários corretamente?

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