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O que é seguro-reputação (disgrace insurance)?

ProJuris Christian H. Mendes, Colunistas 0 Comments

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CHRISTIAN H. MENDES É CONSELHEIRO DE REPUTAÇÃO NA OVERSIZE STRATEGIC CONSULTING. ESCREVE PARA O UNIVERSIDADE PROJURIS MENSALMENTE.

Figuras públicas de todos os tipos de mercados correm o risco de um dia fazer algo que possa prejudicar toda a reputação que construíram ao longo de anos. Veja o que algumas celebridades e marcas tem feito para proteger-se.

Pois é, confesso que eu não o conhecia. Mas esse seguro existe. O nome dado a ele pelo Financial Times é “seguro contra desgraça” (disgrace insurance), uma modalidade diferente de seguro que protege marcas e patrocinadores de escândalos. Artistas, atletas e outras figuras públicas precisam preservar sua imagem, já que a do seu patrocinador também está em jogo.

Vejam por exemplo o caso de Maria Sharapova. Recentemente envolvida em caso de doping, perdeu os patrocínios milionários das marcas Nike e Tag Heuer. Só em 2015, a atleta recebeu mais de USD 23 milhões com publicidade. É, sem dúvida, um rombo enorme no orçamento da tenista.

Uma tragédia? Infelizmente, não. Esse caso foi só mais um, entre tantos que acontecem. (Se você não leu ainda, clique aqui e veja a matéria escrita pela Mariana Lajolo, da Folha de São Paulo).

Vivemos em um mundo totalmente transparente, onde cada atitude que tomamos é vista, registrada, editada e compartilhada. Com tantas mídias, canais e aplicativos diferentes somadas, o resultado disso é uma bola de neve midiática. Chega uma hora em que perdemos o controle.

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Quem me conhece sabe que não apoio essa super exposição, pelo contrário, recomendo sempre cautela e cuidado na hora de criar algo para sua rede. Falamos de celebridades, mas será que o mundo corporativo não se encaixa também? Seja você o presidente da empresa falando para a imprensa, o gerente que está ministrando uma palestra, ou o assessor convidado para uma reunião, todos correm riscos e devem ter cuidado.

Nossa responsabilidade agora é do tamanho exato da nossa audiência. Isto é, do número de pessoas que influenciamos e inspiramos com nosso trabalho. E não se esqueça também daquelas com quem falaremos no futuro – pois um vídeo que gravarmos hoje provavelmente estará acessível para sempre. Não há como desfazer. Fingir que nunca aconteceu.

Nada mais é efêmero na internet.

Quem hoje duvida que seu nome tem mais valor do que as cifras da sua conta bancária? Sua imagem é você quem constroi, e os líderes de pensamento tem uma tarefa vital em sua jornada como autoridades: parecer é tão importante quanto ser. Ou seja, esqueça essa falácia de que “fazer bem feito é só o que importa”, pois se você não cuidar da sua reputação, ela ficará desprotegida frente à tempestades.

Se você já tem uma audiência que segue seus passos e lhe acompanha nas mídias sociais, me conte… Qual cuidado você tem tido para não se expor de forma negativa?

Como de costume, eu recomendo nesses casos uma medida planejada, e não esperar que a crise caia no seu colo.

O melhor jeito de assegurar é prevenir.

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É claro que fazer bem feito é importante, mas deixar de fazer mal feito é bem melhor. Não é fácil. Cuidar do nosso nome realmente dá muito trabalho mas, afinal de contas, não é ele o único bem que teremos conosco o resto de nossas vidas? Pergunte a Maria Sharapova.

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