Hábitos de grandes empreendedores na advocacia: 4 práticas para adotar

Hábitos de grandes empreendedores ajudam advogados a organizar caixa, tempo, riscos e crescimento com segurança jurídica.

user Tiago Fachini calendar--v1 23 de setembro de 2015 connection-sync 11 de agosto de 2026

Hábitos de grandes empreendedores são práticas de gestão aplicadas ao escritório de advocacia como sociedade de prestação de serviços jurídicos, nos termos do art. 15 da Lei 8.906/1994. Na prática, eles conectam caixa, qualificação, tempo e risco à conformidade profissional.

Empreender segue como desejo de muitos advogados recém-formados e de profissionais experientes que buscam autonomia, posicionamento técnico ou um modelo de trabalho mais alinhado aos próprios objetivos. Na advocacia, porém, empreender exige mais do que abrir um CNPJ, alugar uma sala ou publicar conteúdo nas redes sociais.

O advogado que decide empreender precisa conciliar gestão empresarial, ética profissional, controle financeiro, atendimento ao cliente, prazos processuais e atualização jurídica constante. Essa combinação diferencia o escritório sustentável daquele que depende apenas de indicações ocasionais ou de esforço individual sem método.

Uma dúvida comum permanece atual: o profissional possui perfil para ser um empreendedor de sucesso? Peter Drucker defendia que o espírito empreendedor não depende apenas de traços inatos. O profissional pode aprender comportamentos, testar rotinas e aprimorar decisões com disciplina.

Na advocacia, essa aprendizagem precisa respeitar o Estatuto da Advocacia, o Código de Ética e Disciplina da OAB, as normas de publicidade profissional e as regras de proteção de dados. Por isso, os quatro hábitos abaixo não tratam de motivação abstrata. Eles formam uma base prática para administrar um escritório com previsibilidade.

Quais hábitos de grandes empreendedores ajudam advogados a crescer com segurança?

Os hábitos de grandes empreendedores que mais ajudam advogados são: contenção financeira, desenvolvimento de habilidades úteis, gestão de tempo e atenção, e otimismo realista. Esses hábitos reduzem decisões impulsivas, protegem o caixa, melhoram a entrega técnica e ajudam o escritório a crescer sem violar limites éticos ou assumir riscos desnecessários.

O empreendedorismo jurídico exige visão de longo prazo. O escritório pode ter meses de alta receita e períodos de baixa entrada, especialmente quando trabalha com honorários de êxito, contratos pontuais ou demandas judiciais longas. Sem rotina financeira, a oscilação compromete salários, tributos, tecnologia e qualidade do atendimento.

Além disso, o advogado lida com obrigações que não admitem improviso. Prazos processuais, sigilo profissional, prestação de contas, guarda de documentos e comunicação com clientes exigem método. O art. 219 do CPC (Lei 13.105/2015), por exemplo, determina a contagem de prazos processuais em dias úteis, regra que afeta diretamente a agenda do escritório.

Também há limites de mercado. O art. 39 do Código de Ética e Disciplina da OAB, aprovado pela Resolução 02/2015, prevê que a publicidade profissional deve ter caráter meramente informativo, primando pela discrição e sobriedade. Logo, crescer não significa copiar práticas comerciais incompatíveis com a advocacia.

Como aplicar contenção financeira no escritório de advocacia?

A contenção financeira consiste em gastar menos do que o escritório arrecada, separar finanças pessoais e profissionais e reinvestir com critério. Para advogados, esse hábito evita retiradas desordenadas, protege o pagamento de tributos e permite manter equipe, tecnologia e estrutura mesmo quando os honorários demoram a entrar.

Como tudo gira em torno do capital, o escritório deve controlar entradas e saídas à risca. O empreendedor iniciante não precisa colocar seu salário em último lugar, mas precisa definir retiradas compatíveis com a realidade do negócio. A ausência de pró-labore claro cria confusão entre patrimônio pessoal e caixa profissional.

“Não devo para bancos e só gasto o que posso investir”, afirmou Antônio Ermírio de Moraes, ex-presidente do Grupo Votorantim.

Na advocacia societária, a organização financeira começa no contrato social. O art. 15 da Lei 8.906/1994 permite que advogados se reúnam em sociedade de prestação de serviços de advocacia. Já o art. 16 da mesma lei impede que a sociedade apresente forma ou características empresariais estranhas à atividade advocatícia.

Esse enquadramento jurídico influencia decisões de gestão. Os sócios que atuam na administração podem receber pró-labore, enquanto sócios que não trabalham na rotina do escritório podem receber apenas distribuição de lucros, conforme regras internas e contábeis. A definição precisa constar em contrato, ata ou política societária para evitar conflitos futuros.

Como definir pró-labore sem prejudicar o caixa?

O primeiro passo consiste em mapear custos fixos: aluguel, sistemas jurídicos, certificado digital, honorários contábeis, folha de pagamento, marketing permitido pela OAB, tributos e ferramentas de segurança da informação. Depois, o escritório deve projetar receita recorrente e receita variável em horizontes de 30, 90 e 180 dias.

Com esses dados, os sócios definem um pró-labore realista e revisável. Um critério prático é vincular a retirada à média de faturamento líquido dos últimos meses, mantendo reserva para despesas operacionais. O art. 22 da Lei 8.906/1994 garante o direito aos honorários convencionados, arbitrados e de sucumbência, mas esse direito não elimina o risco de atraso no recebimento.

Também convém separar contas bancárias, categorias contábeis e centros de custo. O advogado que mistura cartão pessoal com despesas do escritório perde clareza sobre margem, precificação e lucratividade por área. Em sociedades, essa mistura ainda pode gerar discussões sobre abuso de retirada, prestação de contas e descumprimento de deveres contratuais.

Para escritórios optantes por regimes tributários específicos, a análise deve considerar a Lei Complementar 123/2006, atualizada pela Lei Complementar 147/2014, que incluiu atividades advocatícias no Simples Nacional. A decisão tributária exige contador e simulações, porque alíquota efetiva, folha e faturamento alteram o resultado final.

Como desenvolver habilidades úteis para empreender na advocacia?

Desenvolver habilidades úteis significa investir tempo e dinheiro em competências que melhoram a entrega jurídica, a gestão e a experiência do cliente. Para advogados empreendedores, cursos, mentorias e eventos devem gerar aplicação prática em contratos, atendimento, tecnologia, negociação, produção de peças, liderança e prevenção de riscos.

Para empreendedores, as próprias habilidades funcionam como ativos de investimento. Todo curso, palestra ou certificação consome tempo, atenção e dinheiro. Por isso, o advogado deve avaliar se o aprendizado ajudará a conquistar clientes de forma ética, entregar melhor, reduzir erros ou organizar processos internos.

“Não é sábio quem sabe muitas coisas e sim quem sabe coisas úteis”, frase atribuída a Ésquilo, dramaturgo da Grécia Antiga.

Uma habilidade útil para a advocacia empreendedora é a gestão contratual. O advogado precisa redigir contratos de honorários claros, com escopo, forma de pagamento, responsabilidade por custas, hipóteses de rescisão e comunicação com o cliente. Essa prática reduz inadimplência e ajuda a demonstrar transparência caso surjam questionamentos.

Outra habilidade relevante envolve proteção de dados. A Lei 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados, afeta escritórios que coletam documentos pessoais, dados financeiros, informações sensíveis e provas digitais. O art. 46 da LGPD exige medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger dados pessoais contra acessos não autorizados.

Quais habilidades devem entrar no plano anual do advogado empreendedor?

O plano anual pode começar por quatro frentes: técnica jurídica, atendimento consultivo, gestão operacional e tecnologia. Na frente técnica, o advogado acompanha leis, precedentes e teses de sua área. Na frente de atendimento, padroniza reunião inicial, proposta, contrato, atualização de cliente e encerramento do caso.

Na gestão operacional, o escritório documenta fluxos: triagem, cadastro, distribuição de tarefas, revisão de peças, conferência de prazos, cobrança e prestação de contas. Na tecnologia, avalia sistemas de gestão, automação de documentos, armazenamento seguro, assinatura eletrônica e indicadores de produtividade.

O advogado também deve aprender a delegar. Delegar não significa abandonar supervisão técnica. Significa definir responsáveis, prazos, critérios de revisão e padrões mínimos. Quando o escritório cresce sem delegação, o sócio vira gargalo, perde prazos de decisão e compromete a qualidade do atendimento.

A concorrência jurídica continua intensa, mas o diferencial não nasce apenas de títulos acadêmicos. O diferencial surge quando o conhecimento vira procedimento, previsibilidade e entrega consistente. Transforme pontos fracos em planos de desenvolvimento e transforme pontos fortes em rotinas replicáveis.

Como gerenciar tempo e atenção sem perder prazos jurídicos?

Gerenciar tempo e atenção exige agenda centralizada, controle de prazos, priorização de tarefas críticas e redução de interrupções. Na advocacia, esse hábito tem impacto jurídico direto, porque a perda de prazo processual pode gerar prejuízo ao cliente, responsabilidade civil profissional e dano reputacional ao escritório.

Tempo e atenção são recursos finitos. Empreendedores conscientes combatem o desperdício, valorizam organização e evitam dedicar energia a decisões irrelevantes. Mark Zuckerberg, ao explicar o uso frequente de camisetas semelhantes, afirmou que decisões corriqueiras podem consumir energia que deveria servir ao trabalho principal.

O advogado não precisa repetir essa escolha de vestuário. Porém, deve revisar o que consome sua agenda. Reuniões sem pauta, notificações constantes, conferência manual de prazos, retrabalho em peças e busca desorganizada de documentos corroem produtividade e aumentam o risco de falhas.

O CPC (Lei 13.105/2015) torna essa disciplina ainda mais concreta. O art. 219 determina que prazos processuais em dias sejam contados em dias úteis. O art. 224 estabelece que se exclui o dia do começo e se inclui o dia do vencimento. Esses detalhes exigem controle preciso e dupla checagem.

Qual rotina diária reduz falhas de agenda?

Uma rotina segura começa com uma revisão matinal de prazos, audiências, publicações e compromissos. Depois, o advogado separa blocos de concentração para peças complexas, define janelas para respostas a clientes e reserva horário para gestão interna. A agenda deve distinguir urgência processual de urgência criada por desorganização.

O segundo passo consiste em padronizar tarefas repetitivas. Modelos de e-mail, checklists de documentos, roteiros de reunião e fluxos de aprovação reduzem decisões desnecessárias. A padronização também facilita treinamento de equipe e mantém qualidade quando o volume de casos aumenta.

O terceiro passo envolve indicadores. O escritório pode medir prazo médio de resposta ao cliente, número de tarefas reabertas, volume de prazos por responsável, horas dedicadas por tipo de caso e taxa de inadimplência. Esses dados transformam sensação de excesso em diagnóstico gerencial.

Quando a gestão do tempo falha, as consequências ultrapassam desconforto. O cliente pode alegar perda de chance, falha na prestação de serviços ou ausência de informação adequada. Por isso, organização não é luxo administrativo. Ela protege a atuação técnica e a relação de confiança.

Como manter otimismo realista nas decisões do escritório?

Otimismo realista é a capacidade de buscar crescimento sem ignorar riscos financeiros, éticos, operacionais e jurídicos. Para advogados empreendedores, esse hábito permite testar novas áreas, contratar equipe, investir em marketing informativo e aceitar causas estratégicas com critérios objetivos, sem prometer resultados nem comprometer caixa.

Para fazer apostas inteligentes, o empreendedor precisa avaliar probabilidades. Na advocacia, isso inclui chance de êxito jurídico, duração provável do processo, custo de aquisição de clientes, dedicação da equipe, riscos de inadimplência e aderência ética da estratégia de comunicação.

O otimismo dá força para perseguir metas, mas há diferença entre acreditar no sucesso e presumir que ele virá com facilidade. O primeiro comportamento estimula planejamento e persistência. O segundo cria contratações precipitadas, gastos incompatíveis com receita e promessas que o advogado não pode fazer.

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”, frase atribuída a Winston Churchill.

Na publicidade jurídica, o otimismo realista tem limites normativos claros. O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB disciplina a publicidade e a informação na advocacia, permitindo presença digital com caráter informativo e vedando mercantilização, captação indevida de clientela e promessa de resultado.

O art. 39 do Código de Ética e Disciplina da OAB, Resolução 02/2015, reforça a necessidade de discrição e sobriedade. Assim, o advogado pode produzir conteúdo educativo, explicar direitos e apresentar sua atuação, mas não deve transformar marketing jurídico em oferta agressiva ou garantia de vitória.

Como avaliar riscos antes de investir?

Antes de contratar, expandir ou lançar uma frente de atuação, o escritório deve montar uma matriz simples com quatro perguntas: qual custo inicial, qual custo mensal, qual prazo para retorno e qual risco regulatório. Se a resposta depender apenas de expectativa subjetiva, a decisão precisa de mais dados.

Também convém testar em pequena escala. Em vez de contratar grande equipe para uma nova área, o escritório pode validar demanda, mapear fluxo, medir tempo de entrega e só depois ampliar estrutura. Esse método preserva caixa e reduz arrependimentos.

O segredo está em combinar atitude positiva com avaliação precisa dos desafios. O advogado pode acreditar no crescimento, mas deve assumir que o sucesso virá de esforço, planejamento, controle de riscos, consistência técnica e reputação construída dentro dos limites profissionais.

Como implantar hábitos de grandes empreendedores em 30 dias?

Para implantar hábitos de grandes empreendedores em 30 dias, o advogado deve transformar cada hábito em tarefa mensurável. O plano começa pelo diagnóstico financeiro, segue para seleção de habilidades, reorganiza agenda e termina com critérios de risco para decisões comerciais, contratações e investimentos.

No primeiro ciclo semanal, revise finanças. Liste receitas recebidas, honorários a receber, despesas fixas, tributos, investimentos e retiradas dos sócios. Defina pró-labore provisório, reserva mínima e limite para gastos variáveis. Se houver sociedade, registre as regras em documento interno.

No segundo ciclo, escolha duas habilidades prioritárias. Uma deve melhorar a técnica jurídica ou o nicho de atuação. A outra deve melhorar gestão, atendimento, tecnologia ou proteção de dados. Defina curso, livro, mentoria ou treinamento com aplicação prática em até 60 dias.

No terceiro ciclo, redesenhe a agenda. Crie blocos de foco, horários de atendimento, rotina de conferência de prazos e critérios para reuniões. Se o escritório usa sistema jurídico, revise cadastros, responsáveis, alertas e modelos de tarefa. Se não usa, crie planilha temporária com responsáveis e vencimentos.

No quarto ciclo, aplique otimismo realista. Selecione uma oportunidade de crescimento e submeta a decisão à matriz de custo, retorno, prazo e risco. Documente a conclusão. Mesmo decisões pequenas, quando registradas, criam histórico gerencial e melhoram escolhas futuras.

Perguntas frequentes sobre hábitos de grandes empreendedores

Quais são os principais hábitos de grandes empreendedores na advocacia?

Hábitos de grandes empreendedores na advocacia incluem controle financeiro, aprendizado aplicável, gestão de tempo e otimismo realista. Esses comportamentos ajudam o advogado a estruturar caixa, cumprir prazos, investir em competências úteis e tomar decisões de crescimento sem violar regras éticas ou assumir riscos incompatíveis.

Advogado pode empreender sem abrir sociedade de advocacia?

Hábitos de grandes empreendedores podem ser aplicados por advogado autônomo, sociedade unipessoal ou sociedade de advogados. A escolha da estrutura deve observar a Lei 8.906/1994, especialmente o art. 15, além de regras tributárias, contábeis e contratuais adequadas ao volume de clientes e à estratégia profissional.

Como controlar o financeiro de um escritório pequeno?

Hábitos de grandes empreendedores recomendam separar contas pessoais e profissionais, definir pró-labore, registrar despesas, projetar recebíveis e manter reserva operacional. Em escritórios pequenos, uma planilha bem feita ou um software jurídico já permite enxergar custos, inadimplência, margem e capacidade real de investimento.

Quais habilidades um advogado empreendedor deve desenvolver?

Hábitos de grandes empreendedores priorizam habilidades com aplicação direta: negociação, contratos de honorários, gestão de prazos, atendimento consultivo, liderança, proteção de dados e uso de tecnologia. O advogado deve escolher formações que melhorem a entrega jurídica ou a operação do escritório, não apenas acumular certificados.

Como o advogado pode fazer marketing jurídico com segurança?

Hábitos de grandes empreendedores exigem marketing jurídico informativo, sóbrio e compatível com o Provimento 205/2021 da OAB e o art. 39 do Código de Ética. O advogado pode educar o público e demonstrar autoridade, mas não deve prometer resultado, captar clientela indevidamente ou mercantilizar a profissão.

Por que gestão de tempo é tão relevante para advogados?

Hábitos de grandes empreendedores tratam tempo como recurso jurídico e econômico. Na advocacia, atrasos podem afetar prazos processuais contados conforme os arts. 219 e 224 do CPC, gerar retrabalho, prejudicar clientes e comprometer reputação. Agenda centralizada, checklists e revisão diária reduzem esse risco.

Como transformar hábitos de grandes empreendedores em rotina permanente?

Transformar hábitos de grandes empreendedores em rotina permanente exige revisão periódica, métricas simples e compromisso dos sócios. O escritório deve acompanhar caixa, prazos, aprendizagem, satisfação do cliente e riscos éticos. Sem acompanhamento, bons hábitos viram iniciativas isoladas e desaparecem diante da urgência diária.

Empreender na advocacia não significa abandonar a técnica jurídica em favor da gestão. Significa usar gestão para proteger a técnica, melhorar a experiência do cliente e criar sustentabilidade. O advogado empreendedor amadurece quando aprende a decidir com dados, respeitar limites profissionais e investir com paciência.

Comece pelos quatro hábitos apresentados: contenção financeira, desenvolvimento de habilidades, gestão de tempo e otimismo realista. Eles não exigem estrutura complexa, mas exigem constância. Com disciplina, os hábitos de grandes empreendedores deixam de ser inspiração e passam a orientar decisões concretas no escritório.

Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

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