Projuris ADV é um software jurídico de gestão para escritórios, enquadrado como programa de computador nos termos do art. 1º da Lei 9.609/1998. Na prática, suas novidades de segurança, IA e automação ajudam bancas a organizar dados, documentos, prazos e rotinas com mais controle operacional.
As atualizações lançadas no início de 2025 ampliam recursos que afetam diretamente a rotina de advogados, paralegais, controladores de prazos, sócios e equipes administrativas. O foco está em reduzir tarefas manuais, padronizar fluxos internos, reforçar autenticação e melhorar a qualidade das informações usadas em cadastros, documentos e processos.
Em escritórios que lidam com volume relevante de ações, a tecnologia não substitui a análise jurídica, mas cria camadas de conferência e organização. Isso dialoga com deveres profissionais de zelo, confidencialidade e proteção de dados, previstos no Estatuto da Advocacia, Lei 8.906/1994, e na Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018.
Como o Projuris ADV usa IA na criação de documentos?
O Projuris ADV passou a ampliar o uso de inteligência artificial na criação e revisão de documentos, permitindo modelos personalizados além dos documentos pré-configurados. O objetivo prático é acelerar minutas repetitivas, preservar padrões do escritório e liberar o advogado para revisar tese, estratégia, prova, prazo e adequação ao caso concreto.
A novidade permite que a equipe gere documentos com base em modelos internos. Um escritório trabalhista, por exemplo, pode estruturar minutas de contestação, procuração, substabelecimento, relatórios de audiência e comunicações ao cliente. Já uma banca cível pode criar padrões para petições intermediárias, notificações extrajudiciais, termos de acordo e checklists de documentos.
O ganho não está apenas na velocidade. Modelos bem configurados reduzem variações indevidas entre peças da mesma área, evitam campos esquecidos e facilitam a revisão por advogados responsáveis. Mesmo com IA, a decisão final continua humana, especialmente quando há interpretação de fatos, escolha de pedidos e avaliação de risco processual.
Quais cuidados jurídicos a equipe deve adotar ao usar IA?
O uso de IA na advocacia exige atenção à confidencialidade profissional e ao tratamento de dados pessoais. O art. 6º da LGPD, Lei 13.709/2018, prevê princípios como finalidade, adequação, necessidade, segurança e prevenção. Portanto, o escritório deve inserir apenas informações necessárias, revisar o resultado e manter padrões internos de aprovação.
Também convém separar documentos por área, perfil de cliente e tipo de risco. Uma minuta societária não deve seguir a mesma lógica de uma petição consumerista ou previdenciária. A IA pode sugerir estrutura, mas o advogado precisa validar fundamentos legais, pedidos, competência, documentos anexos, jurisprudência aplicável e prazos.
Quais foram as novidades de IA?
- Criação de modelos com IA: a equipe pode gerar documentos com base em modelos personalizados, mantendo linguagem, campos e estrutura usados pelo escritório.
- Padronização documental: a banca reduz retrabalho em documentos recorrentes e preserva consistência em petições, contratos, procurações e relatórios.
- Revisão mais objetiva: advogados conseguem dedicar mais tempo à análise jurídica, pois a primeira versão já segue um padrão definido.
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Como o workflow do Projuris ADV melhora a automação jurídica?
O workflow do Projuris ADV ganhou automação com múltiplas condições de início, prévia personalizável e ajustes pontuais antes da execução. Na prática, o escritório cria fluxos que começam apenas quando critérios específicos aparecem, o que reduz tarefas manuais e evita padronizações rígidas em casos com exceções.
A automação de fluxos serve para transformar rotinas previsíveis em etapas controladas. Um exemplo comum ocorre após a entrada de uma nova intimação. O sistema pode acionar conferência, classificação por matéria, atribuição ao advogado responsável, criação de tarefa de análise e prazo de revisão pelo coordenador.
O CPC, Lei 13.105/2015, torna esse controle sensível. O art. 219 determina a contagem de prazos processuais em dias úteis, enquanto o art. 224 disciplina exclusão do dia do começo e inclusão do dia do vencimento. O art. 272 trata das intimações, que podem iniciar providências decisivas para a estratégia processual.
O que mudou no workflow?
- Múltiplas condições de início automático: a equipe pode criar fluxos que só começam quando combinações específicas de critérios aparecem, como área, fase processual, cliente, tribunal, tipo de atividade ou responsável.
- Prévia de fluxo personalizável: antes de executar um workflow, o usuário visualiza etapas e faz ajustes pontuais sem alterar o template original.
- Adaptação por processo: o escritório pode mudar o responsável por uma tarefa, ajustar prazos internos ou inserir observações apenas em um caso específico.
Imagine uma ação com tutela de urgência, em que o escritório precisa reagir em poucas horas. O fluxo padrão pode prever análise em dois dias, mas a prévia permite reduzir o prazo interno, trocar o responsável e adicionar uma etapa de validação pelo sócio. A automação mantém o padrão sem impedir exceções necessárias.
Quais benefícios a automação traz para prazos e equipes?
- Automação mais precisa: fluxos iniciam quando os critérios definidos pela equipe aparecem, sem depender de triagem manual em todos os casos.
- Economia de tempo: o escritório reduz atividades repetitivas, como distribuição de tarefas, lembretes e criação de etapas internas.
- Adaptação rápida: a equipe ajusta fluxos para casos urgentes, incidentes processuais, audiências remarcadas ou exigências específicas do cliente.
- Rastreabilidade: responsáveis, prazos e etapas ficam mais claros, o que facilita auditoria interna e prestação de contas.
A Súmula 410 do STJ, por exemplo, demonstra como a intimação pessoal pode ser requisito em situações específicas de cumprimento de obrigação. Embora o enunciado trate de multa por descumprimento, ele ilustra a necessidade de fluxos que diferenciem atos processuais, responsáveis e providências, sem tratar todas as intimações como iguais.
Por que o novo login do Projuris ADV reforça a segurança?
O novo login do Projuris ADV adiciona uma camada de proteção com tecnologia Keycloak e o sistema ADV-Auth. O objetivo é fortalecer autenticação, controlar acessos e reduzir riscos de uso indevido, especialmente porque escritórios tratam dados sensíveis, documentos sigilosos e informações estratégicas de clientes.
A segurança no acesso ao software jurídico tem impacto jurídico direto. O art. 46 da LGPD, Lei 13.709/2018, exige medidas técnicas e administrativas aptas a proteger dados pessoais contra acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas. Isso inclui controle de autenticação, gestão de usuários, permissões e monitoramento.
Na prática, a banca deve revisar quem acessa o sistema, quais permissões cada pessoa possui e quando contas de ex-colaboradores são desativadas. Um estagiário pode precisar visualizar tarefas e documentos específicos, mas não necessariamente relatórios financeiros, dados estratégicos de todos os clientes ou configurações administrativas.
Quais procedimentos internos aumentam a segurança do login?
- Mapeie perfis de acesso: defina permissões por função, como sócio, advogado, controller jurídico, financeiro, paralegal e estagiário.
- Revise usuários periodicamente: remova acessos de pessoas desligadas e ajuste permissões quando alguém mudar de função.
- Oriente a equipe: proíba compartilhamento de senhas, registre boas práticas e crie rotina para reporte de incidentes.
- Documente decisões: guarde registros internos de criação, alteração e exclusão de usuários, pois isso ajuda em auditorias e apurações.
O Marco Civil da Internet, Lei 12.965/2014, também reforça a proteção da privacidade e dos dados pessoais no ambiente digital, especialmente em seu art. 7º. Para escritórios, isso significa tratar segurança como processo contínuo, não como configuração isolada feita apenas no momento de contratação do sistema.
Como a captura de dados via CPF reduz erros cadastrais?
A captura de dados via CPF no Projuris ADV automatiza o preenchimento de informações cadastrais, como nome, endereço e telefone, conforme disponibilidade das integrações utilizadas. O recurso reduz digitação manual, diminui inconsistências e acelera a criação de cadastros de clientes, partes, contatos e envolvidos.
Cadastros corretos evitam falhas em procurações, contratos de honorários, notificações, relatórios e petições. Um número incorreto de CPF pode gerar retrabalho, atrasar o protocolo de documentos ou dificultar a identificação de partes em bases externas. Em carteiras massificadas, pequenos erros cadastrais multiplicam custos administrativos.
A LGPD, Lei 13.709/2018, exige base legal para tratamento de dados pessoais. Em escritórios, as hipóteses podem envolver execução de contrato, exercício regular de direitos em processo judicial, cumprimento de obrigação legal ou consentimento, conforme os arts. 7º e 11. A escolha depende do dado, da finalidade e do contexto.
O que mudou na captura de dados?
- Preenchimento automático: o usuário insere o CPF e o sistema completa dados disponíveis, reduzindo digitação manual.
- Integração com bases públicas: a funcionalidade consulta informações disponíveis para apoiar cadastros mais consistentes.
- Conferência operacional: a equipe pode revisar os campos preenchidos antes de usar os dados em documentos ou processos.
Quais cuidados a LGPD exige nesse cadastro?
O escritório deve informar finalidades, limitar dados ao necessário e manter registros internos do tratamento. O princípio da necessidade, previsto no art. 6º, III, da LGPD, impede coleta excessiva. Se uma tarefa exige apenas identificação processual, a equipe não deve adicionar dados irrelevantes ao cadastro.
Também convém validar dados antes de protocolar documentos. Um fluxo seguro pode incluir quatro etapas: inserir CPF, conferir campos automáticos, completar informações faltantes com fonte legítima e revisar a ficha antes de vinculá-la a processos, contratos ou cobranças. Esse método reduz erro sem abrir mão da supervisão humana.
Como a nova Planilha CNJ ajuda na importação e unificação de pastas?
A nova Planilha CNJ do Projuris ADV simplifica a importação de processos e envolvidos, além de permitir unificação automática de capturas de múltiplos tribunais em uma única pasta. O recurso evita duplicidades, melhora a visão do caso e facilita controle centralizado de dados processuais.
O número único de processo segue padrão nacional definido pelo Conselho Nacional de Justiça. Ao importar dados em lote, o escritório precisa preservar esse identificador para evitar pastas duplicadas e inconsistências entre instâncias. A unificação ajuda quando um caso aparece em primeiro grau, tribunal e tribunais superiores.
Um exemplo prático ocorre em recursos. A equipe pode capturar movimentações de uma ação originária e, depois, dados do agravo, apelação ou recurso especial. Sem unificação, advogados podem pesquisar em pastas diferentes e perder histórico. Com vínculo automático, documentos, andamentos e responsáveis ficam concentrados.
O que mudou na Planilha CNJ?
- Importação simplificada: a nova planilha permite cadastrar processos e envolvidos automaticamente, reduzindo cadastros manuais.
- Unificação automática: capturas de múltiplos tribunais podem ficar vinculadas a uma única pasta do sistema.
- Múltiplas instâncias: quando o usuário ativa a opção, capturas advindas de múltiplas instâncias ficam associadas no mesmo contexto operacional.
Quais benefícios aparecem na gestão processual?
- Controle centralizado: a equipe acessa dados do caso em um único local, com menos risco de perder informações relevantes.
- Eficiência operacional: a importação em lote reduz tempo gasto na organização de carteiras processuais.
- Menos duplicidade: a unificação evita que o mesmo processo gere múltiplas pastas sem necessidade.
- Melhor prestação de contas: relatórios ficam mais consistentes quando pastas, andamentos e responsáveis seguem um padrão.
Para carteiras contenciosas, a organização por pasta impacta também o financeiro, a agenda e os relatórios ao cliente. Se uma movimentação fica em pasta duplicada, o escritório pode deixar de lançar atividade, esquecer reembolso ou perder evidência de providência. A planilha reduz esse risco quando usada com validação prévia.
Quais outras melhorias do Projuris ADV impactam a rotina?
Além de IA, workflow, login, CPF e Planilha CNJ, o Projuris ADV recebeu melhorias em ações em lote, filtros de intimações, agenda e documentos. Essas mudanças atendem tarefas diárias que consomem tempo da equipe, como ajustar datas, filtrar publicações, organizar compromissos e localizar arquivos.
Como as ações em lote reduzem retrabalho?
As novas ações em lote permitem alterar datas de atividades, vencimentos do financeiro e assuntos de processos. Esse tipo de recurso ajuda quando uma pauta muda, uma carteira troca de responsável ou o escritório precisa padronizar assuntos para relatórios gerenciais. A mudança em massa deve passar por conferência antes da confirmação.
Como os filtros de intimações ajudam na triagem?
Os filtros por Justiça e por OAB cadastrada tornam a triagem mais direcionada. Em bancas com advogados inscritos em seccionais diferentes, a separação por OAB evita mistura de publicações e facilita distribuição. O art. 272 do CPC, Lei 13.105/2015, reforça a relevância da intimação como ponto de partida para providências.
O que mudou na agenda e no módulo Documentos?
- Agenda: filtros ficam salvos automaticamente, filtros rápidos podem ser guardados na busca avançada, tarefas repetidas podem ser agrupadas e horários detalhados ficam mais visíveis.
- Módulo Documentos: a experiência foi atualizada, com ações em lote para baixar e excluir documentos, seletor de ordenação e busca avançada.
- Rotina integrada: agenda, documentos, processos e financeiro passam a funcionar com menos etapas manuais entre uma atividade e outra.
Essas melhorias ajudam a criar procedimentos internos mais claros. Um escritório pode definir que todo documento recebido seja vinculado à pasta correta, nomeado conforme padrão, classificado por tipo e revisado antes do prazo. Quando a tecnologia apoia o procedimento, a equipe reduz dependência de memória individual.
Perguntas frequentes sobre Projuris ADV
Projuris ADV é um software jurídico para escritórios de advocacia que centraliza processos, prazos, documentos, agenda, financeiro e rotinas administrativas. Como programa de computador, enquadra-se no art. 1º da Lei 9.609/1998. A ferramenta apoia gestão operacional, mas não substitui análise técnica do advogado.
Projuris ADV usa IA para apoiar modelos personalizados de documentos, acelerar minutas e preservar padrões internos. A equipe pode criar estruturas para petições, procurações, relatórios e contratos. O advogado deve revisar fundamentos, pedidos, dados pessoais e adequação ao caso antes de usar qualquer documento.
Projuris ADV ajuda no controle de prazos ao organizar tarefas, responsáveis, agenda e fluxos de trabalho. O CPC, Lei 13.105/2015, prevê regras relevantes nos arts. 219, 224 e 272. A automação reduz esquecimentos, mas a equipe deve validar intimações, termos iniciais e exceções legais.
Projuris ADV pode apoiar cadastros por CPF, mas a conformidade com a LGPD depende do uso feito pelo escritório. A equipe deve definir finalidade, base legal, necessidade dos dados e controle de acesso, conforme os arts. 6º, 7º, 11 e 46 da Lei 13.709/2018.
Projuris ADV usa a Planilha CNJ para facilitar importação de processos e envolvidos, reduzindo cadastros manuais. A unificação de pastas ajuda quando capturas de múltiplas instâncias pertencem ao mesmo caso. Isso evita duplicidades e melhora relatórios, histórico processual e distribuição de tarefas.
Projuris ADV recebeu novo login com tecnologia Keycloak e ADV-Auth para reforçar autenticação e controle de acesso. A medida dialoga com o art. 46 da LGPD, que exige mecanismos técnicos e administrativos de segurança. Escritórios também devem revisar permissões e remover usuários inativos.
Como avaliar as novidades do Projuris ADV no seu escritório?
Para avaliar as novidades do Projuris ADV, comece pelas rotinas com maior volume, maior risco de prazo ou maior incidência de retrabalho. Depois, teste IA, workflow, login, captura por CPF, Planilha CNJ, filtros e documentos com uma carteira controlada antes de expandir para toda a equipe.
Um roteiro simples ajuda na adoção. Primeiro, liste gargalos de cadastros, documentos, intimações e relatórios. Segundo, defina responsáveis por configurar modelos e fluxos. Terceiro, valide permissões de acesso. Quarto, treine a equipe. Quinto, revise resultados após algumas semanas, medindo redução de erros e tempo gasto.
As melhorias não eliminam a necessidade de governança jurídica. Elas funcionam melhor quando o escritório combina tecnologia, procedimento escrito, revisão humana e cultura de registro. Esse conjunto cria mais previsibilidade para clientes, sócios e equipe operacional, principalmente em carteiras com muitos processos e documentos.
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