Prognóstico Jurídico é uma análise técnica de risco processual que apoia a estratégia do advogado, nos termos do art. 32 da Lei 8.906/1994. Na prática, o recurso ajuda o escritório a documentar critérios de decisão sem substituir a avaliação jurídica profissional.
O Projuris ADV apresenta novas funcionalidades para escritórios que precisam organizar processos, certificados digitais, contratos de honorários e rotinas de acompanhamento. As principais atualizações incluem Prognóstico Jurídico, Cofre de Certificados Digitais, vinculação de contratos a processos e melhorias operacionais. Experimente agora!
As novidades foram pensadas para reduzir retrabalho, ampliar rastreabilidade e apoiar decisões baseadas em dados. Em um escritório, a tecnologia não elimina a responsabilidade técnica do advogado, mas melhora a forma como informações relevantes chegam à equipe jurídica, financeira e administrativa.
Como o Prognóstico Jurídico oferece mais embasamento e estratégia?
O Prognóstico Jurídico usa inteligência artificial para estimar possíveis desfechos com base em dados de processos semelhantes. O objetivo é apoiar a avaliação de risco, a definição de estratégia e a comunicação com clientes, preservando a decisão técnica do advogado e os limites éticos da advocacia.
A nova funcionalidade reúne indicadores estatísticos diretamente na ficha do processo. Com isso, o profissional visualiza tendências, cenários prováveis e elementos comparáveis antes de definir uma providência, como contestar, recorrer, negociar, propor acordo ou ajustar a tese jurídica.
No contencioso cível, por exemplo, o advogado pode comparar um processo de cobrança com casos semelhantes, observar padrões de desfecho e identificar se a tese exige reforço probatório. Essa leitura dialoga com o art. 373 do CPC, Lei 13.105/2015, que distribui o ônus da prova entre autor e réu.
O Prognóstico Jurídico também auxilia a gestão de carteira. Em vez de analisar centenas de processos apenas por intuição ou urgência aparente, o escritório pode priorizar casos com maior risco financeiro, maior probabilidade de perda ou maior impacto para o cliente. Essa priorização melhora a alocação de tempo da equipe.
Quais cuidados jurídicos existem no uso de inteligência artificial?
A inteligência artificial deve funcionar como instrumento de apoio, não como decisão automática sem revisão humana. O art. 20 da LGPD, Lei 13.709/2018, trata da possibilidade de revisão de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais quando afetarem interesses do titular.
Na prática jurídica, isso exige transparência interna, documentação de critérios e validação por profissional habilitado. O advogado deve avaliar fatos, provas, jurisprudência, cláusulas contratuais e peculiaridades do juízo. O art. 489, §1º, do CPC, Lei 13.105/2015, reforça que decisões judiciais exigem fundamentação concreta.
O uso responsável também evita conclusões absolutas. Uma probabilidade elevada de êxito não garante resultado favorável, pois o processo depende de prova, contraditório, convencimento judicial e eventuais recursos. O art. 5º, LV, da Constituição Federal de 1988 assegura contraditório e ampla defesa.
- Estimativas de desfecho baseadas em processos semelhantes;
- Visualização de dados estatísticos claros, diretamente na ficha do processo;
- Apoio para avaliação de risco e definição de estratégia jurídica;
- Priorização de carteiras com maior exposição financeira ou processual;
- Registro de critérios usados na recomendação ao cliente.
Em reuniões com clientes, o recurso favorece uma comunicação mais objetiva. O escritório pode explicar riscos, alternativas e consequências sem prometer resultado. Essa postura reduz ruídos e atende ao dever de diligência, prudência e responsabilidade profissional previsto no Estatuto da Advocacia, Lei 8.906/1994.
Como o Cofre de Certificados Digitais aumenta autonomia e segurança?
O Cofre de Certificados Digitais permite cadastrar certificados A1 no Projuris ADV e vinculá-los a credenciais específicas. A funcionalidade centraliza o controle de validade, uso e exclusão, reduzindo riscos de perda de acesso, compartilhamento indevido e falhas em protocolos eletrônicos.
O certificado digital viabiliza atos processuais eletrônicos, assinaturas digitais e autenticações em sistemas públicos. A Medida Provisória 2.200-2/2001 instituiu a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, ICP-Brasil, que dá validade jurídica a documentos eletrônicos assinados com certificado emitido no padrão oficial.
Em escritórios com muitos advogados, estagiários e correspondentes, a ausência de controle pode gerar problemas concretos: certificado vencido no dia do protocolo, uso por pessoa não autorizada, dificuldade de identificar responsável por uma assinatura ou atraso no cumprimento de prazo processual.
O art. 224 do CPC, Lei 13.105/2015, disciplina a contagem de prazos processuais, e o art. 219 determina a contagem em dias úteis. Se a equipe perde um prazo por falha operacional, o dano pode atingir o cliente e gerar apuração de responsabilidade civil ou disciplinar.
Como cadastrar e controlar certificados do tipo A1?
O fluxo recomendado começa com a validação da origem do arquivo. O escritório deve confirmar se o certificado A1, geralmente em formato .pfx, pertence ao titular correto, se o PIN foi entregue por canal seguro e se a credencial vinculada corresponde ao usuário autorizado.
- Receba o arquivo .pfx por canal seguro e evite envio por aplicativos sem controle corporativo;
- Cadastre o certificado no Cofre de Certificados Digitais do Projuris ADV;
- Associe o certificado às credenciais corretas, conforme função e autorização;
- Confira CPF, titularidade, data de validade e permissões de uso;
- Registre procedimento interno para renovação antes do vencimento;
- Exclua certificados quando houver desligamento, revogação ou mudança de responsabilidade.
A LGPD também se aplica ao tratamento de dados vinculados ao certificado, como CPF, nome e credenciais. O art. 6º da Lei 13.709/2018 prevê princípios como finalidade, adequação, necessidade, segurança e prevenção. O art. 46 exige medidas técnicas e administrativas aptas a proteger dados pessoais.
- Cadastrar certificados digitais do tipo .pfx com PIN;
- Consultar validade, CPF e credenciais associadas ao certificado;
- Excluir certificados quando houver risco, desligamento ou substituição;
- Controlar quem pode usar cada credencial no ambiente do escritório;
- Reduzir falhas em assinaturas, capturas e protocolos eletrônicos.
Esse controle beneficia tanto escritórios pequenos quanto bancas com grande volume de processos. Em carteiras massificadas, a centralização evita dependência de uma única pessoa para localizar senhas, certificados ou datas de expiração. O ganho prático aparece em prazos, auditorias e continuidade operacional.
Como a vinculação de contratos de honorários centraliza a gestão?
A vinculação de contratos de honorários permite relacionar documentos contratuais a processos e atendimentos cadastrados. Com isso, o escritório visualiza obrigações, valores, escopo, etapas de cobrança e responsabilidades em um único ambiente, reduzindo perdas financeiras e conflitos com clientes.
O contrato de honorários formaliza remuneração, serviços abrangidos, condições de pagamento, êxito, reembolso de despesas e limites da atuação profissional. O art. 22 da Lei 8.906/1994 assegura ao advogado o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento e aos de sucumbência.
Quando o contrato fica separado do processo, a equipe pode deixar de cobrar uma parcela, esquecer condição de êxito, confundir escopo contratado ou atuar além do combinado. A vinculação no Projuris ADV facilita a consulta e ajuda a evitar divergências no relacionamento com o cliente.
O Código Civil, Lei 10.406/2002, também orienta a gestão contratual. O art. 421 reconhece a liberdade contratual nos limites da função social do contrato, e o art. 422 exige probidade e boa-fé. Esses princípios influenciam a redação, execução e cobrança de honorários.
Quais informações convém vincular ao processo?
O escritório deve vincular o contrato correto ao processo ou atendimento correspondente, com indicação de cliente, parte adversa, objeto, número do processo, valor contratado, vencimentos, percentual de êxito e despesas reembolsáveis. Essa organização facilita a atuação jurídica e a conferência financeira.
- Mais visibilidade sobre quais processos e atendimentos estão atrelados a um contrato específico;
- Consulta rápida das obrigações firmadas com o cliente;
- Controle de honorários fixos, parcelados, por ato ou por êxito;
- Redução de retrabalho na cobrança e na prestação de contas;
- Menor risco de desorganização contratual em carteiras extensas.
Em caso de cobrança judicial de honorários, a documentação organizada ganha relevância. A Súmula 363 do STJ estabelece que compete à Justiça estadual processar e julgar ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. Contratos, comprovantes e histórico de atuação fortalecem a prova.
O CPC, Lei 13.105/2015, também trata de honorários sucumbenciais no art. 85. Embora honorários contratuais e sucumbenciais tenham naturezas distintas, a equipe precisa registrar ambos para não confundir valores devidos pelo cliente com valores fixados judicialmente contra a parte vencida.
A centralização no Projuris ADV ajuda a manter histórico do atendimento desde o primeiro contato até o encerramento do caso. Para a gestão do escritório, isso melhora previsão de receitas, auditoria interna, divisão de tarefas e relacionamento com clientes recorrentes.
Quais outras melhorias do Projuris ADV impactam a rotina do escritório?
Além do Prognóstico Jurídico, do cofre de certificados e dos contratos vinculados, o Projuris ADV recebeu melhorias em histórico de alterações, consumo de créditos, capturas por OAB e uso de GPT com franquia. Essas atualizações aumentam rastreabilidade e controle operacional.
O histórico de alterações em tarefas e audiências permite acompanhar quem alterou determinada informação, quando a alteração ocorreu e qual rotina foi impactada. Esse registro reduz dúvidas internas e apoia a revisão de procedimentos quando há falha, atraso ou mudança de responsável.
No controle de audiências, a rastreabilidade tem efeito direto na gestão de prazos e compromissos. Se uma data muda, a equipe precisa saber quem recebeu a informação, quem atualizou o sistema e quais profissionais devem ser avisados. A clareza evita deslocamentos indevidos e ausências.
O histórico de consumo de créditos oferece previsibilidade administrativa. Escritórios que usam recursos automatizados precisam saber quais atividades consomem créditos, qual equipe utiliza mais recursos e quando será necessário ajustar franquia ou revisar o fluxo de trabalho.
A ativação automática de push nas capturas por OAB acelera o monitoramento de movimentações. Em termos práticos, a equipe reduz consultas manuais e recebe alertas com maior agilidade. Ainda assim, a conferência humana continua recomendada, principalmente em processos estratégicos ou com prazos curtos.
- Histórico de alterações em tarefas e audiências, com maior controle e transparência;
- Novo módulo de Contratos de Honorários, com organização e visualização facilitadas;
- Histórico de consumo de créditos, com mais clareza para a administração;
- Ativação automática de push nas capturas por OAB, com agilidade no monitoramento;
- Nova regra de franquia, em que GPT passa a funcionar com créditos.
O uso de GPT com créditos também pede governança. O escritório deve orientar a equipe a não inserir dados sensíveis desnecessários, validar respostas antes de usar em peças ou comunicações e manter padrões de revisão. A LGPD, Lei 13.709/2018, recomenda necessidade e segurança no tratamento de dados.
Como implementar as novidades do Projuris ADV com governança?
A implementação das novas funcionalidades deve combinar configuração técnica, revisão de permissões e treinamento da equipe. Esse cuidado garante que Prognóstico Jurídico, certificados, contratos e créditos sejam usados de forma padronizada, segura e alinhada às responsabilidades profissionais do escritório.
O primeiro passo é mapear fluxos atuais. Identifique como o escritório avalia riscos, armazena certificados, controla contratos, acompanha tarefas e monitora processos. Depois, defina responsáveis por cada frente, como coordenação jurídica, financeiro, administrativo e tecnologia.
No Prognóstico Jurídico, crie um procedimento para registrar quando a análise foi consultada, quais dados influenciaram a estratégia e qual decisão o advogado adotou. Esse registro demonstra diligência e facilita a prestação de contas ao cliente, sem transformar a estimativa em promessa de resultado.
No Cofre de Certificados Digitais, revise permissões periodicamente. Quando alguém sai do escritório ou muda de função, o acesso deve ser ajustado. O mesmo raciocínio vale para contratos de honorários, que podem conter dados financeiros, pessoais e estratégicos.
Na gestão de contratos, estabeleça padrões mínimos de cadastro. Um contrato sem valor, vencimento, cliente ou processo vinculado perde utilidade gerencial. Também convém criar uma rotina de conferência mensal entre jurídico e financeiro para identificar cobranças pendentes e contratos sem movimentação.
Por fim, monitore os indicadores. Acompanhe redução de retrabalho, prazos cumpridos, contratos vinculados, certificados próximos do vencimento e consumo de créditos. Esses dados mostram se a tecnologia realmente melhorou a rotina e quais ajustes a equipe precisa fazer.
Perguntas frequentes sobre Prognóstico Jurídico
Prognóstico Jurídico é uma análise de risco que estima possíveis desfechos processuais com apoio de dados e inteligência artificial. Ele ajuda o advogado a avaliar cenários, priorizar casos e orientar clientes, mas não substitui a interpretação técnica das provas, da lei e da jurisprudência aplicável.
Prognóstico Jurídico não garante resultado judicial. O recurso apresenta estimativas baseadas em dados comparáveis, enquanto a decisão depende de provas, contraditório, fundamentação judicial e recursos. O advogado deve usar a informação como apoio estratégico, nunca como promessa de êxito ao cliente.
Prognóstico Jurídico ajuda a priorizar processos, identificar riscos financeiros, avaliar propostas de acordo e organizar teses conforme a probabilidade estimada. Em carteiras volumosas, o recurso favorece decisões mais consistentes e permite direcionar tempo da equipe para casos com maior impacto jurídico ou econômico.
Prognóstico Jurídico exige atenção à LGPD quando envolve dados pessoais de partes, clientes ou terceiros. O escritório deve aplicar finalidade, necessidade, segurança e controle de acesso, conforme a Lei 13.709/2018, além de revisar análises automatizadas antes de usá-las em decisões profissionais.
Prognóstico Jurídico integra uma atualização mais ampla do Projuris ADV, que inclui o Cofre de Certificados Digitais. O cofre permite cadastrar certificados A1, consultar validade, vincular credenciais e excluir acessos quando necessário, reduzindo riscos operacionais em protocolos, assinaturas e capturas.
Prognóstico Jurídico melhora a análise de risco, enquanto a vinculação de contratos melhora a gestão financeira e documental. Ao relacionar honorários a processos e atendimentos, o escritório acompanha escopo, valores, vencimentos e êxito com menos retrabalho e menor chance de perda de receita.
O que muda na prática para a gestão do escritório?
As novidades do Projuris ADV tornam a gestão mais integrada. O escritório passa a analisar riscos com Prognóstico Jurídico, controlar certificados digitais com mais segurança, relacionar contratos de honorários aos processos e acompanhar alterações relevantes na rotina operacional.
A principal mudança está na rastreabilidade. Quando decisões, documentos, certificados, créditos e contratos ficam organizados em um sistema, a equipe reduz dependência de controles paralelos e melhora a resposta a clientes, prazos e auditorias internas.
O Prognóstico Jurídico deve ser usado com responsabilidade técnica, revisão humana e linguagem transparente com o cliente. Com esse cuidado, a tecnologia apoia a advocacia sem substituir a análise profissional, fortalecendo estratégia, governança e eficiência no escritório.

