Funcionalidades Projuris ADV

Novidades Projuris ADV: dashboards, IA e monitoramento

Veja as novidades do Projuris ADV: dashboards, resumos com IA, monitoramento de distribuições e melhorias para gestão jurídica.

Novidades Projuris ADV: dashboards, IA e monitoramento
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Projuris ADV é uma solução de gestão jurídica que apoia o tratamento de dados de processos, documentos e clientes, nos termos do art. 5º, X, da LGPD (Lei 13.709/2018). Na prática, novas funcionalidades exigem uso organizado, seguro e compatível com prazos, sigilo profissional e governança.

As novidades publicadas em junho de 2025 ampliam a leitura gerencial da operação jurídica. O pacote inclui o módulo de dashboards de processos, o resumo automático de documentos com Projuris IA, o monitoramento de distribuições, ajustes em tarefas, ações em lote, intimações e contratos de honorários.

Para escritórios, departamentos jurídicos e empresas, a principal mudança está na combinação entre visualização de dados e execução operacional. Um advogado consegue acompanhar volume de ações, áreas de concentração, resultados de encerramento e novas distribuições. Um gestor jurídico pode transformar essas informações em priorização, revisão de riscos e prestação de contas.

O que mudou no Projuris ADV em maio de 2025?

O Projuris ADV passou a reunir recursos de análise, automação e monitoramento em uma rotina mais integrada. As novidades ajudam o usuário a enxergar carteira processual, resumir documentos extensos, cadastrar novas distribuições e acompanhar atividades internas com mais controle, sem afastar a responsabilidade técnica do advogado sobre conferência e decisão.

A atualização não altera deveres jurídicos já existentes. O advogado continua obrigado a preservar sigilo, diligência e independência profissional, conforme a Lei 8.906/1994, especialmente no art. 34, VII, que trata da violação de sigilo profissional como infração disciplinar. A tecnologia organiza dados, mas não substitui análise jurídica qualificada.

Também permanecem relevantes as regras de prazos processuais. O art. 219 do CPC (Lei 13.105/2015) determina que a contagem de prazo em dias considere apenas dias úteis, salvo disposição em contrário. Já o art. 223 do CPC prevê a preclusão quando a parte não pratica o ato no prazo legal.

Por isso, dashboards, resumos e monitoramentos devem entrar em um fluxo de revisão. O escritório pode definir responsáveis por conferência diária, classificação de urgência, validação de peças e registro de providências. Esse procedimento reduz falhas humanas e melhora a rastreabilidade interna, especialmente em carteiras com alto volume de demandas.

Como funcionam os Dashboards de Processos?

Os Dashboards de Processos oferecem uma visualização estratégica da carteira processual por meio de gráficos, indicadores e filtros. O objetivo é transformar informações dispersas em leitura gerencial, permitindo acompanhar entradas, encerramentos, áreas de atuação, resultados e critérios de busca conforme a necessidade do escritório ou departamento jurídico.

O primeiro indicador é o gráfico de processos novos versus processos encerrados. Ele ajuda a avaliar a saúde da carteira. Se o número de ações novas supera continuamente os encerramentos, o gestor pode revisar capacidade da equipe, volume por advogado, etapas com atraso e necessidade de redistribuição de atividades.

Um exemplo prático ocorre em escritórios de contencioso de massa. Ao comparar processos novos e encerrados mês a mês, a gestão identifica picos de distribuição relacionados a um produto, filial ou tese repetitiva. Essa leitura permite antecipar defesa padrão, organizar documentos e alinhar comunicação com clientes empresariais.

O gráfico de processos por área de atuação mostra onde existe maior concentração de demandas. A carteira pode revelar predomínio de ações trabalhistas, cíveis, consumeristas, tributárias ou previdenciárias. Essa informação apoia decisões sobre contratação, treinamento, honorários, precificação e especialização por núcleo de atendimento.

Já o gráfico de resultados dos processos encerrados permite compreender o desfecho das demandas. O indicador não deve servir como promessa de êxito, pois cada processo depende de prova, competência, rito, tribunal e entendimento aplicável. Ele serve para análise histórica, auditoria de estratégia e revisão de teses recorrentes.

A busca avançada adapta os gráficos conforme critérios definidos pelo usuário. É possível estruturar filtros por cliente, data, área, status, responsável ou outro recorte disponível no cadastro. Quanto melhor a qualidade do dado inserido, maior será a confiabilidade do painel para tomada de decisão.

A opção de imprimir dashboards facilita reuniões internas, comitês jurídicos e prestação de contas. Em empresas, relatórios objetivos ajudam a explicar contingências, volume de litígios e evolução de riscos. Para preservar confidencialidade, o compartilhamento deve observar o art. 46 da LGPD (Lei 13.709/2018), que exige medidas de segurança aptas a proteger dados pessoais.

Quais cuidados jurídicos os dashboards exigem?

Dashboards dependem de dados corretos. Antes de usar indicadores em reunião com sócios, clientes ou diretoria, o escritório deve conferir cadastros, classes processuais, valores de causa, responsáveis e status de encerramento. Um campo preenchido de forma imprecisa pode distorcer produtividade, risco financeiro e distribuição de trabalho.

Em carteiras empresariais, painéis também podem envolver dados pessoais e dados sensíveis, como informações de empregados, consumidores ou saúde. O art. 7º da LGPD disciplina bases legais para tratamento de dados pessoais, enquanto o art. 11 trata de dados sensíveis. A governança precisa limitar acesso conforme função e necessidade.

Como o resumo automático de documentos com Projuris IA ajuda a rotina jurídica?

O resumo automático de documentos com Projuris IA sintetiza petições, contratos e outros arquivos para acelerar leitura inicial e organização de informações. A funcionalidade apoia triagem, comunicação e consulta, mas o advogado deve conferir o documento original antes de protocolar peças, orientar clientes ou tomar decisões processuais.

A funcionalidade gera uma síntese geral do documento, indicando objetivo da ação, pedido principal, partes envolvidas ou conteúdo central de um contrato. Em uma petição inicial extensa, por exemplo, o resumo pode apontar causa de pedir, pedidos indenizatórios, valor da causa e documentos anexados.

Os tópicos separados organizam informações por tema quando o conteúdo exige leitura segmentada. Em um contrato de prestação de serviços, a IA pode destacar objeto, remuneração, prazo, rescisão, multa, confidencialidade e foro. Essa divisão acelera a revisão, principalmente quando o time jurídico recebe grande volume de documentos.

O compartilhamento por e-mail ou WhatsApp melhora a comunicação operacional, desde que o usuário observe sigilo profissional e proteção de dados. Documentos com dados pessoais, informações estratégicas ou segredos empresariais não devem circular sem critério. O art. 18 da LGPD garante direitos aos titulares, inclusive acesso, correção e eliminação em hipóteses legais.

O acesso rápido a resumos anteriores favorece consulta histórica. Em uma ação com múltiplas manifestações, o usuário pode revisitar sínteses de contestação, réplica, decisão interlocutória e sentença. Essa sequência ajuda a preparar audiência, elaborar recurso ou explicar o andamento ao cliente com mais objetividade.

A regeração de resumos permite atualizar a síntese quando o documento muda ou quando o usuário precisa de nova leitura. O recurso deve ser usado com cautela em versões contratuais. Se o contrato foi alterado, a equipe precisa registrar qual minuta foi revisada, qual versão foi aprovada e quem validou juridicamente.

Quais limites devem orientar o uso de IA em documentos jurídicos?

A IA deve apoiar, não substituir, revisão humana. Peças processuais e contratos contêm nuances de fato, prova, competência, prescrição, decadência, cláusulas especiais e estratégia. O advogado deve validar pedidos, fundamentos, valores e citações legais antes de usar qualquer resumo em uma providência formal.

Em matéria processual, uma leitura incompleta pode afetar prazos e ônus da prova. O art. 373 do CPC (Lei 13.105/2015) distribui o ônus probatório entre autor e réu, enquanto o art. 489 exige fundamentação adequada das decisões judiciais. Resumos ajudam a localizar pontos, mas a análise jurídica exige conferência integral.

O que é o Monitoramento de Distribuições?

O Monitoramento de Distribuições identifica novos processos relacionados a clientes monitorados e viabiliza cadastro automático no sistema. A funcionalidade reduz o intervalo entre a distribuição da ação e a ciência operacional do escritório, permitindo triagem, classificação de risco e definição de responsáveis com maior rapidez.

O cadastro automático registra processos vinculados aos clientes monitorados. A partir da identificação, o sistema reúne informações como tribunal, data, valor da causa e documentos disponíveis. Para equipes que acompanham várias pessoas jurídicas, esse recurso diminui retrabalho e facilita a criação de uma rotina de triagem diária.

A ação imediata é relevante porque a distribuição de uma demanda pode gerar providências rápidas, ainda que o prazo processual dependa de citação ou intimação regular. O art. 238 do CPC define citação como ato que convoca réu, executado ou interessado para integrar a relação processual. O monitoramento antecipa a preparação interna.

Em processos eletrônicos, a Lei 11.419/2006 também merece atenção. O art. 5º trata das intimações eletrônicas em portal próprio e prevê, no §3º, a realização automática da consulta ao término do prazo de 10 dias corridos quando o destinatário não acessa a comunicação. Esse ponto exige rotina de verificação.

O monitoramento diário, com rastreamento de distribuições nos tribunais, ajuda escritórios a separar novos casos por prioridade. Uma ação com pedido liminar, tutela de urgência ou bloqueio patrimonial exige tratamento distinto de uma demanda de menor complexidade. O art. 300 do CPC disciplina a tutela de urgência quando há probabilidade do direito e perigo de dano.

A configuração inicial exige envio de planilha para ativação. Essa etapa deve receber atenção porque nomes empresariais, CNPJs, filiais, variações de denominação e grupos econômicos podem interferir no resultado. Um cadastro incompleto pode deixar distribuições fora do radar, enquanto um cadastro amplo demais pode gerar registros irrelevantes.

Como estruturar um procedimento interno para novas distribuições?

Um procedimento simples pode ter cinco etapas. Primeiro, validar a lista de clientes monitorados. Segundo, revisar diariamente novas distribuições. Terceiro, classificar por área, urgência e valor. Quarto, atribuir responsável técnico. Quinto, registrar providência, prazo provável e documentos necessários para defesa ou manifestação inicial.

Esse fluxo cria rastreabilidade. Se o cliente questionar quando o escritório soube do processo e qual medida adotou, o histórico interno demonstra diligência. A Súmula 410 do STJ, embora trate de intimação pessoal do devedor para multa por descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, ilustra a relevância da forma de comunicação em atos processuais.

Quais outras melhorias foram incluídas?

Além dos principais recursos, o Projuris ADV recebeu melhorias voltadas a produtividade, controle de tarefas, ações em lote, intimações, distribuições self-service e contratos de honorários. Esses ajustes reduzem fricções operacionais e fortalecem a organização do trabalho jurídico em escritórios com múltiplos usuários e carteiras volumosas.

A visualização de tarefas excluídas permite acessar atividades deletadas. Esse recurso ajuda a investigar exclusões acidentais, reconstruir histórico de atuação e reduzir perda de informação. Em rotinas com prazos, qualquer alteração de tarefa deve indicar responsável, data e motivo, para evitar dúvidas sobre cumprimento.

O aumento do limite de ações em lote para até 1000 ações agiliza alterações repetitivas. O ganho operacional é claro, mas o uso requer conferência prévia. Alterações em massa podem afetar muitos registros. O ideal é filtrar, validar amostra, executar a ação e revisar resultado antes de encerrar a atividade.

As distribuições self-service simplificam a configuração para usuários. Com esse modelo, equipes podem ajustar parâmetros sem depender de etapas externas para toda alteração. Mesmo assim, a gestão deve definir permissões. Nem todo usuário precisa alterar listas monitoradas, pois erros de cadastro afetam cobertura e confiabilidade.

O destaque de intimações aprimorado busca maior precisão nos trechos destacados. Esse ajuste facilita leitura inicial de comunicações judiciais, mas a equipe deve consultar o teor completo da intimação. Em prazo processual, a parte não deve depender apenas de fragmentos destacados para definir providência.

O módulo de contratos de honorários lançado oficialmente também merece atenção. A contratação entre advogado e cliente deve observar a Lei 8.906/1994 e as normas éticas da advocacia. O contrato precisa indicar escopo, remuneração, despesas, forma de pagamento, hipóteses de êxito, rescisão e responsabilidades.

Na prática, a integração entre contratos, processos, tarefas e documentos facilita auditoria interna. O escritório consegue relacionar o serviço contratado com demandas efetivamente executadas. Essa organização diminui ruídos de comunicação e apoia gestão financeira, especialmente em contratos com honorários fixos, por ato, mensalidade ou êxito.

Como aplicar as novidades do Projuris ADV com governança?

A melhor forma de aplicar as novidades do Projuris ADV é criar um plano de adoção com responsáveis, critérios de acesso, validação de dados e revisão periódica. A ferramenta entrega recursos de controle, mas a governança define como a equipe usa cada funcionalidade com segurança jurídica.

O primeiro passo é mapear a rotina atual. O escritório deve identificar onde surgem atrasos, retrabalhos e falhas de informação. Exemplos comuns incluem cadastro incompleto, ausência de responsável por triagem, perda de histórico, dificuldade de apresentar indicadores e leitura demorada de documentos longos.

O segundo passo é definir papéis. Um coordenador pode cuidar dos dashboards, outro das distribuições e outro da revisão de documentos resumidos por IA. Em equipes menores, a mesma pessoa pode acumular funções, desde que exista agenda de conferência e substituição em férias ou afastamentos.

O terceiro passo é padronizar cadastros. Dados de cliente, parte contrária, número processual, área, fase e resultado precisam seguir nomenclatura uniforme. Dashboards dependem dessa base. Se cada usuário cadastra de um jeito, os indicadores perdem consistência e exigem correção manual posterior.

O quarto passo é criar checklists. Para novas distribuições, o checklist pode incluir identificação do tribunal, partes, classe, pedidos, valor da causa, liminar, prazo provável e documentos necessários. Para resumos com IA, pode incluir conferência do arquivo original, validação de dados sensíveis e registro da versão revisada.

O quinto passo é revisar indicadores em reunião periódica. Um encontro quinzenal ou mensal permite avaliar processos novos, encerramentos, êxitos, gargalos e ações preventivas. A gestão deve usar dados para orientar trabalho, não para punir sem contexto, pois números processuais dependem de fatores externos.

Por fim, a adoção deve respeitar segurança da informação. O art. 46 da LGPD exige medidas técnicas e administrativas para proteger dados pessoais de acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas. Controle de permissões, treinamento e revisão de acessos reduzem risco de exposição indevida.

Perguntas frequentes sobre Projuris ADV

O que é Projuris ADV?

Projuris ADV é uma solução de gestão jurídica para escritórios de advocacia que centraliza processos, tarefas, documentos, contratos, intimações e indicadores. As novidades de maio de 2025 ampliam essa rotina com dashboards, resumos automáticos com IA e monitoramento de distribuições.

Para que servem os Dashboards de Processos?

Projuris ADV usa Dashboards de Processos para transformar dados da carteira em gráficos e indicadores. O usuário acompanha processos novos, encerrados, áreas de atuação, resultados e filtros de busca, o que facilita reuniões gerenciais, análise de capacidade e acompanhamento de riscos.

O resumo automático com IA substitui a análise do advogado?

Projuris ADV oferece resumo automático com IA como apoio à leitura, não como substituição da análise técnica. O advogado deve conferir o documento original, validar fatos, pedidos, valores, fundamentos legais e dados sensíveis antes de orientar clientes ou praticar atos processuais.

Como funciona o monitoramento de distribuições?

Projuris ADV identifica novas distribuições vinculadas a clientes monitorados e permite cadastrar processos automaticamente. A rotina inclui dados como tribunal, data, valor da causa e documentos disponíveis, ajudando a equipe a iniciar triagem, classificação de urgência e preparação de defesa.

Quais cuidados a equipe deve ter com dados pessoais?

Projuris ADV deve ser usado com controles de acesso, revisão de permissões e observância da LGPD. Dados de clientes, partes, empregados e consumidores exigem base legal, finalidade definida, segurança e limitação de compartilhamento, especialmente em relatórios, resumos e comunicações externas.

Como começar a usar as novas funcionalidades?

Projuris ADV deve entrar na rotina por etapas: validar cadastros, definir responsáveis, configurar monitoramentos, revisar permissões, treinar usuários e acompanhar indicadores. Esse plano reduz erros de implantação e melhora a qualidade dos dados usados em dashboards, resumos e controles de tarefas.

Qual é o impacto prático das novidades para escritórios e empresas?

As novidades do Projuris ADV fortalecem três frentes: visão gerencial, produtividade documental e resposta rápida a novos processos. Quando a equipe combina dashboards confiáveis, resumos revisados e monitoramento de distribuições, a gestão jurídica ganha previsibilidade sem dispensar conferência humana, sigilo profissional e observância dos prazos legais.

O principal benefício está na organização da informação. Escritórios conseguem visualizar carteira, priorizar demandas e documentar decisões. Empresas conseguem acompanhar contingências e cobrar respostas com base em dados. Em ambos os casos, a tecnologia funciona melhor quando há cadastro padronizado, responsabilidades claras e revisão periódica.

Para aplicar as melhorias com segurança, trate cada recurso como parte de um processo. Dashboards precisam de dados corretos. Resumos com IA precisam de validação. Monitoramentos precisam de cadastro consistente. Tarefas e ações em lote precisam de controle. Com esse método, o Projuris ADV apoia uma gestão jurídica mais rastreável, eficiente e alinhada à legislação.

Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

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