Projuris Summit 2025 é um evento presencial de inovação jurídica, tecnologia e gestão estratégica no Direito, amparado pela liberdade de expressão e reunião profissional nos termos do art. 5º, IX e XVI, da Constituição Federal de 1988. Na prática, conecta lideranças jurídicas a debates sobre dados, IA, contratos, contencioso e governança.
Em 2025, no Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo, o auditório lotado acompanhou um dia de discussões sobre o futuro da operação jurídica em empresas e escritórios. A programação reuniu especialistas, executivos e profissionais do Direito para analisar como dados, tecnologia e estratégia já redefinem processos, contratos e riscos jurídicos.
O que marcou o Projuris Summit 2025?
O Projuris Summit 2025 marcou o calendário jurídico ao tratar inovação como método de gestão, não como discurso abstrato. A edição conectou decisões empresariais, eficiência operacional, uso responsável de dados e aplicação prática de tecnologia em rotinas jurídicas que impactam prazos, custos, riscos e relacionamento com áreas de negócio.
A edição trouxe como tema oficial Next Level: Dados e estratégia para inovação jurídica, refletindo a busca da Projuris por aprimorar a performance de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos por meio de informação qualificada, automação e governança. O tema dialoga com uma mudança concreta: o jurídico deixou de medir apenas volume processual e passou a medir exposição financeira, previsibilidade e valor gerado.
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“A tecnologia só se torna transformadora quando encontra pessoas preparadas para utilizá-la com inteligência e visão de futuro.”
A reflexão de Sidney Falcão, Diretor Executivo de Inteligência Legal na Starian, resumiu o tom do evento. Ao longo do Projuris Summit, os debates indicaram que a inovação jurídica depende menos da ferramenta isolada e mais da capacidade dos profissionais de compreender o negócio, interpretar dados e aplicar tecnologia com responsabilidade.
Essa leitura conecta o evento a obrigações jurídicas concretas. A Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018, exige bases legais, finalidade, necessidade e segurança no tratamento de dados, conforme os arts. 6º e 46. Em operações jurídicas, isso afeta cadastros de partes, documentos trabalhistas, contratos, relatórios de contingência e uso de IA em triagem documental.
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Como o networking jurídico fortaleceu o Projuris Summit?
O networking jurídico fortaleceu o Projuris Summit porque reuniu profissionais que enfrentam problemas semelhantes em contextos diferentes. Advogados, gestores, legal operations, executivos, acadêmicos e legaltechs trocaram experiências sobre contencioso, contratos, dados, tecnologia e desenho de processos internos, criando conexões úteis para projetos futuros.
Ao longo do encontro, participantes compartilharam práticas sobre gestão de contencioso, adoção de tecnologia e estratégias para tornar o jurídico mais estratégico dentro de empresas e escritórios. Essas conversas ocorreram no palco, nos intervalos, nas áreas de convivência e nos momentos de interação entre convidados.
Um exemplo prático discutido em eventos desse tipo envolve a padronização de fluxos de prazos. O art. 219 do Código de Processo Civil, Lei 13.105/2015, determina a contagem de prazos processuais em dias úteis. Quando equipes jurídicas combinam software, agenda integrada e conferência humana, reduzem risco operacional e evitam perda de prazo, um dos eventos mais sensíveis da rotina forense.
O ambiente também favoreceu conexões relevantes entre quem já executa projetos de inovação e quem ainda estrutura iniciativas internas. Profissionais puderam comparar indicadores como tempo médio de atendimento, custo por processo, volume de acordos, fase processual predominante e taxa de êxito. Essa troca ajuda equipes a sair de diagnósticos genéricos e priorizar ações com impacto mensurável.
O resultado foi um networking qualificado, focado em troca real de conhecimento e construção de relações profissionais que podem gerar novos projetos, colaborações e oportunidades para o ecossistema jurídico. Para departamentos jurídicos, esse repertório auxilia no diálogo com financeiro, compras, compliance, recursos humanos e tecnologia da informação.
Quais palestrantes e temas ganharam destaque no Projuris Summit?
Os palestrantes do Projuris Summit abordaram temas que afetam a rotina jurídica de forma direta: inteligência artificial, eficiência, jurimetria, gestão de terceiros, contencioso estratégico e tendências para 2026. A curadoria combinou visões de empresas, escritórios, associações, tecnologia jurídica e especialistas em dados aplicados ao Direito.
Para discutir o futuro do Direito, o Projuris Summit 2025 contou com palestrantes convidados de alto nível, incluindo representantes de empresas e instituições líderes em inovação. Grandes nomes do ecossistema jurídico-tecnológico subiram ao palco, entre eles:
- Marina Marinho, do Jusbrasil, especialista em IA aplicada ao Direito, abordou O protagonismo dos advogados na revolução da IA e discutiu o papel ativo que juristas devem assumir na validação, revisão e contextualização de respostas geradas por sistemas inteligentes.
- Daniel Marques, da AB2L, apresentou AI Revolution: Lawtechs e eficiência jurídica, explorando como startups de tecnologia legal impulsionam produtividade em serviços jurídicos, sem dispensar governança, proteção de dados e critérios claros de contratação.
- Letícia Bosco, da Telefônica/Vivo, participou do painel sobre Jurimetria e Inteligência de Dados: Inovação estratégica na gestão do contencioso, compartilhando a experiência de uso de dados para apoiar estratégias jurídicas avançadas.
- Bruno Santos, da Bernhoeft, ministrou a palestra IA na gestão de terceiros: o fim dos processos trabalhistas está mais próximo do que parece?, trazendo uma visão prática sobre automação, prevenção de litígios e gestão de risco em relações com fornecedores.
Esses temas têm reflexos normativos. O uso de IA em documentos jurídicos deve observar confidencialidade profissional, sigilo de informações estratégicas e proteção de dados pessoais. A LGPD, Lei 13.709/2018, exige medidas técnicas e administrativas de segurança no art. 46, enquanto o Marco Civil da Internet, Lei 12.965/2014, protege dados pessoais e registros de conexão no art. 7º.
Além disso, o evento contou com líderes da própria Projuris e empresas parceiras. Fernando Ribeiro, Diretor de Produto da Projuris, integrou um painel de previsões para o futuro do setor ao lado de especialistas como Carlos Rezende, da Starian Tecnologia, e Rafael Caillet, da Deep Legal, discutindo tendências para 2026.
A variedade de palestrantes, combinando advocacia tradicional, mundo corporativo e startups, garantiu debates sobre o presente e o futuro da advocacia. Para gestores jurídicos, a principal consequência prática é clara: contratar tecnologia exige escopo, matriz de risco, critérios de segurança, indicadores de desempenho e revisão periódica de resultados.
Quais cases de sucesso demonstraram inovação jurídica na prática?
Os cases de sucesso do Projuris Summit demonstraram que a inovação jurídica gera valor quando resolve problemas definidos. As apresentações conectaram tecnologia a controle de processos, satisfação de equipes, jurimetria, prevenção de litígios e visão integrada do contencioso, sempre com foco em rotinas reais de escritórios e empresas.
Um dos pontos altos do Projuris Summit foram os cases de sucesso reais. Em painéis especiais, organizações compartilharam histórias de transformação digital e resultados concretos obtidos com inovação jurídica. Entre os destaques apresentados na edição 2025, estiveram:
- Alessandra Pardini Advocacia: o escritório boutique detalhou sua Transformação Digital da Gestão Jurídica com Projuris ADV, mostrando como a adoção de software jurídico integrado otimizou rotinas, melhorou controle de processos e reduziu dependência de planilhas desconectadas.
- BW Advogados: a firma apresentou o case Investimento em Tecnologia, Lucro de Felicidade, evidenciando que a inovação pode ampliar produtividade e satisfação da equipe. Ferramentas de automação reduziram tarefas repetitivas e liberaram advogados para análise estratégica, atendimento consultivo e negociação.
- Lojacorr: a rede de corretoras de seguros apresentou o case 360°: Contencioso Inteligente com Projuris. A empresa demonstrou visão integrada do contencioso com jurimetria e dashboards inteligentes para monitorar processos judiciais e melhorar previsibilidade de riscos legais.
- Ford Motor Company: a multinacional compartilhou o projeto Preventivo, focado em prevenir litígios trabalhistas e consumeristas antes do ajuizamento. A análise de dados permitiu detectar padrões de reclamações, corrigir causas internas e reduzir exposição futura.
Esses exemplos dialogam com o dever de cooperação processual do art. 6º do CPC, Lei 13.105/2015, e com os deveres de lealdade e boa-fé do art. 77. Quando organizações mapeiam riscos e corrigem falhas antes do conflito, reduzem litigiosidade e tornam a atuação jurídica mais preventiva.
No contencioso de massa, os impactos aparecem em etapas concretas: classificação de processos por tema, identificação de causas repetitivas, cálculo de provisões, análise de acordos, controle de prazos e monitoramento de decisões. A jurisprudência também reforça a centralidade dos dados. Nas ADIs 6387, 6388, 6389, 6390 e 6393, julgadas em 2020, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a proteção de dados pessoais como dimensão relevante dos direitos fundamentais, entendimento posteriormente consolidado pela Emenda Constitucional 115/2022, que incluiu o inciso LXXIX no art. 5º da Constituição.
Cada case trouxe lições aplicáveis. O público pôde entender desafios, escolhas técnicas e soluções adotadas em cada história. Para equipes jurídicas, o procedimento mais seguro começa com diagnóstico de gargalos, definição de indicadores, saneamento de dados, escolha de ferramenta, treinamento de usuários, teste controlado e revisão de resultados após ciclos curtos.
Qual é o impacto do Projuris Summit para o mercado jurídico?
O impacto do Projuris Summit para o mercado jurídico está na aproximação entre estratégia empresarial, gestão de risco e tecnologia aplicada. O evento reforça a consolidação de legaltechs, estimula capacitação técnica e ajuda departamentos jurídicos e escritórios a tratar dados como ativo de gestão, não apenas como registro administrativo.
Do ponto de vista de tendências de mercado, o Projuris Summit confirmou alguns direcionamentos claros. Um deles é a consolidação das legaltechs como parceiras relevantes. Escritórios tradicionais e departamentos jurídicos procuram soluções para gestão de contratos, jurimetria, monitoramento de prazos, automação documental e painéis executivos.
Outro impacto aparece no perfil do advogado do futuro. As palestras incentivaram profissionais a buscar capacitação em tecnologia, ciência de dados, gestão de inovação e desenho de processos. Esse movimento não substitui domínio jurídico. Ao contrário, amplia a capacidade de transformar conhecimento técnico em decisões compreensíveis para o negócio.
Para empresas, a agenda do evento conversa com governança corporativa e compliance. A Lei 14.133/2021, ao disciplinar licitações e contratos administrativos, reforça mecanismos de planejamento, gestão de riscos e controles em contratações públicas. Já a Lei 12.846/2013, Lei Anticorrupção, incentiva programas de integridade. Áreas jurídicas que usam dados conseguem identificar padrões contratuais, fornecedores críticos e riscos regulatórios com maior velocidade.
Em termos de posicionamento do Brasil na inovação jurídica, o Projuris Summit ajuda a conectar profissionais e empresas que buscam transformar a maneira como o jurídico atua. Esse tipo de iniciativa aproxima o mercado brasileiro de práticas de eficiência, métricas e segurança da informação já consolidadas em outros setores intensivos em dados.
Como aplicar os aprendizados do Projuris Summit na rotina jurídica?
Os aprendizados do Projuris Summit podem entrar na rotina jurídica por meio de um plano simples: mapear problemas, priorizar riscos, organizar dados, escolher indicadores, testar tecnologia em pequena escala e capacitar usuários. Essa sequência reduz improviso e aumenta a chance de adoção sustentável em escritórios e departamentos.
O primeiro passo é separar sintomas de causas. Alto volume de prazos pode indicar falta de automação, mas também pode revelar cadastro processual incompleto, ausência de responsáveis por fase, falhas de comunicação com correspondentes ou estratégia contenciosa pouco segmentada. Sem diagnóstico, a tecnologia apenas acelera um fluxo ruim.
O segundo passo é definir indicadores úteis. Departamentos jurídicos podem acompanhar número de ações novas, valor provisionado, tempo médio de encerramento, índice de acordos, reincidência por unidade de negócio e temas que geram maior exposição. Escritórios podem monitorar produtividade, margem por carteira, SLA de atendimento, prazos críticos e satisfação do cliente.
O terceiro passo envolve governança de dados. A LGPD, Lei 13.709/2018, exige finalidade, adequação, necessidade, transparência, segurança e prevenção no art. 6º. Por isso, equipes devem controlar acesso a documentos, revisar permissões, classificar dados sensíveis e registrar decisões sobre ferramentas que processam informações de clientes, partes, empregados ou consumidores.
O quarto passo é capacitar pessoas. Nenhum painel executivo corrige sozinho uma cultura de dados fraca. Líderes jurídicos precisam explicar o motivo das métricas, treinar usuários, documentar padrões de cadastro e criar rotinas de revisão. Quando o time entende o propósito, a adoção melhora e os relatórios deixam de ser apenas obrigação administrativa.
Por fim, o jurídico deve revisar os resultados em ciclos. Um projeto-piloto de automação contratual, por exemplo, pode medir tempo de elaboração antes e depois, cláusulas mais alteradas, áreas solicitantes, gargalos de aprovação e riscos recorrentes. Essa avaliação permite ajustar fluxos e demonstrar valor com evidências.
Perguntas frequentes sobre Projuris Summit
Projuris Summit é um evento presencial que reúne profissionais do ecossistema jurídico para discutir inovação, tecnologia e gestão estratégica no Direito. A programação inclui palestras, painéis e debates sobre inteligência artificial, jurimetria, eficiência operacional, dados, contratos e novas formas de organizar departamentos jurídicos e escritórios.
Projuris Summit integra o calendário de eventos da Projuris e reúne profissionais do setor para acompanhar tendências, trocar experiências e conhecer práticas de gestão jurídica. A periodicidade e o formato de cada edição devem ser acompanhados nos canais oficiais da Projuris, pois agenda, local e programação podem variar.
Projuris Summit reúne advogados de departamentos jurídicos e escritórios, gestores, diretores, profissionais de tecnologia, especialistas em inovação, acadêmicos e empreendedores de legaltechs. O objetivo é promover conexões entre quem atua na evolução da gestão jurídica e quem desenvolve soluções para a rotina do Direito.
Projuris Summit 2025 debateu inteligência artificial, jurimetria, gestão de terceiros, contencioso inteligente, legaltechs, dados e estratégia jurídica. A edição também apresentou cases reais de transformação digital, com exemplos de automação, painéis de indicadores, prevenção de litígios e melhoria de rotinas em escritórios e empresas.
Projuris Summit tratou dados como base para decisões jurídicas mais previsíveis. Indicadores ajudam equipes a identificar causas de litígios, estimar provisões, medir tempo de resposta, priorizar riscos e demonstrar valor ao negócio. O uso desses dados deve observar a LGPD, Lei 13.709/2018.
Projuris Summit pode servir como ponto de partida para um plano interno de inovação. A equipe deve mapear gargalos, escolher indicadores, organizar dados, testar tecnologia em projetos-piloto, treinar usuários e revisar resultados. Esse método reduz improviso e favorece uma adoção mais segura e mensurável.
Qual é a conclusão sobre o Projuris Summit 2025?
O Projuris Summit 2025 reforça seu papel como um dos encontros relevantes sobre inovação jurídica no país. O evento reúne lideranças, especialistas e empresas de tecnologia em torno de discussões práticas sobre gestão, dados, inteligência artificial, contencioso, contratos e transformação digital no Direito.
Esse encontro entre diferentes perfis do ecossistema jurídico amplia repertório profissional, aproxima o mercado brasileiro de práticas orientadas por dados e acelera a adoção de soluções que tornam a operação jurídica mais eficiente, previsível e segura. O ganho não está apenas na tecnologia, mas na combinação entre método, pessoas e governança.
O resultado aparece na prática: departamentos jurídicos e escritórios mais preparados para tomar decisões estratégicas, controlar riscos com maior precisão e contribuir para os resultados das organizações. Para quem acompanha a evolução da área, o Projuris Summit mostra que inovação jurídica exige dados confiáveis, responsabilidade regulatória e visão de negócio.
Profissionais que desejam acompanhar essas transformações podem ficar atentos às próximas edições do Projuris Summit e aos demais eventos promovidos pela Projuris. A agenda segue reunindo pessoas que estão redefinindo a forma de pensar, gerir e executar o Direito.
