Homem com notebook na plantação

Agronegócio no Brasil: desafios e novas tecnologias

O agronegócio é um setor de extrema importância para o crescimento econômico no Brasil. Saiba quais são seus desafios e como a tecnologia pode ajudar a solucioná-los.

Em 2019, a agropecuária acumulou R$ 1,55 trilhões de bens e serviços gerados, representando 21,4% do PIB brasileiro.

Em 2020, mesmo com os impactos do coronavírus na economia, o setor apresentou 2,4% de crescimento e foi responsável por 48% das exportações brasileiras naquele ano.

A partir desses dados, nota-se a relevância do agronegócio para a movimentação e  desenvolvimento da economia do Brasil.

Mas, mesmo diante dessa posição de destaque no mercado brasileiro, o setor agropecuário lida com desafios complexos – e às vezes imprevisíveis -, o que pode dificultar e engessar qualquer estratégia de gestão.

Pensando nisso, nós elaboramos este artigo com os principais desafios enfrentados pelo agronegócio no Brasil e as soluções que as novas tecnologias podem trazer para cada um deles. Confira!

O que é agronegócio?

O agronegócio é o conjunto de atividades produtivas que envolvem o setor de agricultura e pecuária.

Essas operações possuem viés econômico e vão desde a plantação, produção ou criação, até a comercialização para o consumidor final.

Além das funções relacionadas aos insumos de produção rural e aos próprios produtores rurais, o agronegócio também engloba atividades de logística (transporte), distribuição, marketing e publicidade, vendas e relacionamento com clientes, serviços jurídicos e contratuais, entre outras.

Como funciona o agronegócio no Brasil?

Como visto acima, embora muitas pessoas associam o agronegócio somente à agricultura e à pecuária, ele é muito mais do que isso, envolvendo várias outras figuras importantes e operações.

No Brasil, o agronegócio é dividido em três partes:

  • A primeira engloba os produtores rurais, independente do tamanho da área rural utilizada;
  • Na segunda, estão localizados os fornecedores de insumos rurais, como máquinas, pesticidas, sementes, entre outros;
  • A terceira parte refere-se à cadeia de distribuição, envolvendo todas as atividades que contribuem para levar o produto até o consumidor final, como, por exemplo, distribuidores, atacadistas e supermercados.

A partir dessa divisão, percebe-se que cada uma das partes está ligada a outra, de modo que uma precisa da outra para fazer o setor funcionar.

Setores do agronegócio

Além dos três níveis de funcionamento do agronegócio, esse mercado também pode ser dividido em três setores:

  • Primário: ligado à produção rural, abrangendo produtores agrícolas e pecuaristas;
  • Secundário: ligado às agroindústrias e aos fabricantes de insumos;
  • Terciário: ligado à distribuição e venda dos produtos agropecuários.

Como se pode perceber, os setores e os níveis do agronegócio também se assemelham e referem-se às mesmas atividades.

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Características do mercado agropecuário

O agronegócio no Brasil possui algumas características e peculiaridades que o diferenciam dos demais setores que movimentam a economia do país.

As principais delas são:

  • Grande potencial: cerca de 10% de todo o território brasileiro é utilizado para cultivo, o que indica um grande potencial de crescimento desse mercado;
  • Natureza favorável: as terras brasileiras possuem água em abundância, com vários rios, solo fértil e propício para o cultivo, bem como uma boa luminosidade;
  • Produção/criação diversificada: por conta da natureza favorável, as produções podem ser diversificadas, abrangendo frutas, café, cacau, soja, pecuária e granjas, por exemplo;
  • Negócio familiar: a maioria dos agronegócios é passado de pai para filho, mantendo-se a tradição familiar;
  • Ampla exportação: o mercado agropecuário, principalmente os produtos finais, é bastante voltado para exportação.

A partir de suas características, é possível se traçar uma imagem geral de como o agronegócio funciona e está espalhado pelo país.

Desafios do agronegócio no Brasil

Por conta da quantidade de fatores que afetam e influenciam o agronegócio, o setor lida, constantemente, com os mais variados desafios e adversidades.

Para entender de que forma a tecnologia pode contribuir para o melhor desempenho e desenvolvimento do agronegócio, é preciso, primeiramente, compreender quais são as situações que representam as maiores barreiras no setor.

Abaixo, elencamos as principais – e mais recorrentes – delas. 

Logística

Não há como desassociar o agronegócio do vasto tamanho do país e das diferentes modalidades de transporte que podem ser utilizadas no mercado.

Na agropecuária, um dos maiores desafios é não somente encontrar meios de transporte que sejam financeiramente viáveis, como também sejam capazes de transportar os produtos de forma segura, sem que sejam danificados ou desperdiçados.

Os problemas relacionados à logística ocorrem por diversos fatores, como, por exemplo, por conta das longas distâncias a serem percorridas, às diferenças de temperaturas ao longo do caminho, ao armazenamento inadequado dos produtos, entre outros.

Processos, contratos e burocracias em excesso

O mercado agropecuário lida, constantemente, com trocas de safras e de produção. 

Esses fatores acarretam em:

  • Perda ou ganho de mão-de-obra, acarretando em novos contratos de trabalho ou em grande volume de demandas trabalhistas;
  • Novos contratos com fornecedores, distribuidores ou indústrias, enquanto outros são encerrados;
  • Emissão de novos títulos de créditos e garantias, como o Patrimônio Rural de Afetação, a Cédula Imobiliária Rural e a Cédula de Produto Rural;
  • Cargas tributárias em excesso, relacionadas ao patrimônio rural, à compra e venda de mercadorias, à importação e exportação.

Independente da consequência trazida a cada safra, é notável a importância do departamento jurídico no agronegócio, a fim de que possa lidar com todas as questões processuais, contratuais, tributárias e burocráticas.

Impacto e licenças ambientais

As atividades do agronegócio, seja a pecuária ou as plantações, causam, por si, impactos consideráveis ao meio ambiente. 

Esses impactos podem variar conforme a região e o clima, a extensão de terra utilizada, as tecnologias utilizadas, o tipo de fiscalização realizado no local, entre outros.

Além desses fatores, existe, ainda, a necessidade de adequação do negócio à legislação ambiental aplicável na região. Isso pode implicar em mais ou menos licenças necessárias, em mais ou menos medidas compensatórias e indenizações decorrentes de processos ambientais.

Para que impacte, de maneira menos possível, o meio ambiente e, ao mesmo tempo, cumpra com as licenças e leis ambientais, o agronegócio deve visar uma produção ou criação sustentável, contando com a ajuda de profissionais qualificados para tanto.

Falta de mão de obra qualificada

A pecuária e a agricultura não são segmentos do mercado que, atualmente, possuem mão de obra qualificada.

Além disso, não é comum ouvir entre os jovens e adultos sobre o desejo de se especializar para trabalhar no campo e na lavoura. 

Alguns fatores que podem levar ao desinteresse na qualificação para o trabalho no agronegócio se relacionam com a falta de tecnologia e de estrutura das cidades em que o empreendimento está localizado. 

É importante que esse interesse seja despertado para que se possa atrair profissionais capacitados tecnicamente para compreender todo o processo e o ambiente da agropecuária.

Com a falta de mão de obra, o agronegócio se vê diante da necessidade de mecanizar muitas atividades e, consequentemente, aumentando os custos da produção ou criação.

Desperdício na produção

O desperdício se relaciona tanto com as questões de logística quanto com a falta de mão de obra qualificada.

Ao longo de todo o processo produtivo, estima-se que 30% dos alimentos são desperdiçados, elevando, assim, os custos operacionais.

Isso pode ocorrer pela falta de técnica no manuseio e separação dos produtos ou, ainda, pelo armazenamento indevido ou inadequado dos produtos. Além disso, a escolha errada no modo de transporte das mercadorias também pode ocasionar na sua perda.

Desta forma, torna-se necessário melhorar a eficiência produtiva e as técnicas de logística aplicadas para que se possa diminuir o desperdício.

Soluções tecnológicas para o agronegócio

Com o panorama dos desafios do agronegócio devidamente traçado, é possível compreender os pontos vulneráveis deste mercado e, consequentemente, as formas como a tecnologia pode auxiliar em sua melhoria.

Internet das Coisas (IoT)

Com a Internet das Coisas aplicada ao agronegócio, facilita-se a coleta de dados, sua compilação e transformação em dados e estatísticas, relacionados à produção, ao solo e outros fatores importantes.

Desta forma, a IoT vêm sendo aplicada na prática em determinados equipamentos, como é o caso de sensores acoplados em maquinários agrícolas, os quais coletam informações relevantes sobre a produção e as encaminham diretamente ao produto.

Com esses dados, permite-se tomar decisões mais assertivas, como a melhor hora para fazer o plantio ou a colheita, qual o clima e os meses mais propícios para tais atividades, entre outros.

Drones

Os drones são robôs aéreos que possuem câmeras e são controlados à distância, os quais podem desempenhar um papel essencial na agropecuária.

Com sua utilização, os drones podem captar imagens aéreas de toda a área produtiva, permitindo acompanhar, em tempo real, a situação e o desenvolvimento da plantação ou da criação em questão.

Essa visão constante do negócio possibilita a identificação de pragas, doenças, invasões, ou outros problemas que possam interferir na produção.

Equipamentos autônomos

Uma das novas tendências de tecnologia no agronegócio é a automatização em processos de produção.

Isso vem sendo materializado através de equipamentos autônomos, os quais são capazes de trazer praticidade e economia na produção, além de otimizar as atividades do produtor rural.

Um exemplo desse tipo de maquinário é o trator autônomo, guiado por GPS e que pode ser controlado à distância por meio de celulares, computadores ou tablets. 

Sua utilização permite reduzir custos com mão de obra, ao mesmo tempo em que se mantém – ou se melhora – o nível de produtividade.

Software jurídico e assinaturas digitais

Como visto, um dos maiores desafios do mercado agropecuário está ligado ao setor jurídico, devido ao grande volume de contratos, processos judiciais, procedimentos ambientais, entre outros.

A troca de safra, por exemplo, é caracterizada por demissões e grande número de demandas trabalhistas, principalmente relacionadas a “horas in itinere”, pagamentos e salários, e danos morais. 

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Os contratos, por sua vez, costumam ser realizados em grande quantidade quanto à produção, fornecimento de insumos, venda de mercadorias e exportações.

Além disso, o agronegócio também lida com a fonte primária de sua produção: a terra, seja ela própria ou de terceiros. Independente do caso, é preciso gerenciar os ativos imobiliários e as garantias utilizadas na produção, nos contratos e processos.

Todas essas questões podem ser automatizadas e agilizadas por meio de um software jurídico e de assinaturas digitais.

O Projuris Empresas, por exemplo, possui diversos módulos específicos para gerenciar cada uma dessas atividades, desde o controle de processos judiciais, acompanhamento e cálculo de prazos e publicações, gestão de contratos, armazenamento de documentos, acompanhamento de ativos imobiliários e veiculares, entre outros.

Sob um viés ambiental, o software possui um módulo específico para alvarás e licenças, permitindo aos usuários acompanhar prazos, obrigações e renovações em tempo real, sem se comprometer com os órgãos públicos.

Além disso, o software também possibilita a utilização de assinatura digital, facilitando e desburocratizando o aceite de contratos eletrônicos, uma vez que ela possui validade e segurança jurídica. O acesso para a assinatura pode, inclusive, ser feito por pessoas de fora da empresa, para as quais é criado um usuário exclusivo e restrito.

Todas essas informações estarão disponíveis em um só lugar – e essa compilação permite criar dashboards, gráficos e estatísticas sobre cada atividade do departamento jurídico, possibilitando decisões mais assertivas e favoráveis ao agronegócio.

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Conclusão

O agronegócio é um vetor econômico de grande importância para o mercado brasileiro.

Desta forma, conhecer suas principais características e desafios, bem como as tendências tecnológicas, é essencial para saber identificar as melhores formas de resolvê-los.

Seja por meio de equipamentos que atuem diretamente na lavoura ou na pecuária, seja por softwares jurídicos que ajudem nas questões legais, processuais e contratuais do agronegócio – é importante levar em conta, no cenário do setor, os benefícios que as novas tecnologias podem levar a esse mercado.

Assim, podem-se alcançar soluções que visem não somente à produtividade, agilidade e qualidade da produção, como também à desburocratização da indústria e à uma melhor manutenção do meio ambiente, com o mínimo de impactos possível.

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Autor: Tiago Fachini

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