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Área do cliente PROJURIS ADV: como usar no escritório

Área do cliente PROJURIS ADV: veja como configurar acessos, arquivos e permissões para melhorar a comunicação jurídica.

Área do cliente PROJURIS ADV: como usar no escritório
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Área do cliente PROJURIS ADV é um ambiente digital para consulta de processos, atendimentos e arquivos pelo cliente, em conformidade com o art. 6º da LGPD (Lei 13.709/2018). Na prática, o escritório centraliza comunicações, controla permissões e reduz riscos de exposição indevida de dados.

Uma estratégia consistente de relacionamento na advocacia depende de comunicação clara, registros organizados e acesso seguro às informações. Quando o cliente precisa perguntar repetidamente sobre andamento, audiência, tarefa ou documento, a equipe jurídica perde tempo operacional e aumenta o risco de respostas desencontradas.

A área do cliente foi criada para facilitar esse fluxo dentro do PROJURIS ADV. O recurso permite que o escritório defina o que cada cliente pode visualizar, compartilhe documentos e acompanhe interações sem perder o controle sobre sigilo, prazos e responsabilidades profissionais.

O que é o PROJURIS ADV?

O PROJURIS ADV é um sistema de gestão para escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e estruturas públicas que precisam controlar processos, atendimentos, tarefas, agenda e finanças. Ele organiza rotinas jurídicas em um único ambiente, reduz atividades manuais e apoia decisões com informações registradas.

Antes de usar a área do cliente PROJURIS ADV, vale entender o papel do sistema. O PROJURIS ADV funciona como um sistema de automação jurídica voltado à gestão jurídica, com recursos para acompanhamento processual, controle financeiro, gestão de pessoas, agenda e atendimentos a clientes.

Na prática, o escritório registra dados do caso, acompanha movimentações, distribui tarefas entre profissionais e mantém histórico de atividades. Essa organização ajuda a cumprir deveres profissionais previstos no Estatuto da Advocacia, especialmente o dever de urbanidade, zelo e responsabilidade técnica ligado ao exercício profissional, conforme a Lei 8.906/1994.

O módulo financeiro permite lançar receitas, despesas, honorários, reembolsos e compromissos de pagamento. Esse controle melhora a previsibilidade do fluxo de caixa e ajuda o escritório a separar informações jurídicas de dados financeiros sensíveis, que só devem aparecer para o cliente quando fizerem parte da permissão configurada.

O sistema também apoia a elaboração de peças, a organização de documentos e o acompanhamento de prazos. Em matéria processual, a atenção a prazos tem reflexo direto no devido processo legal e na cooperação entre sujeitos do processo, princípios previstos nos arts. 4º, 6º e 77 do CPC (Lei 13.105/2015).

Por operar em nuvem, o software facilita o acesso remoto por profissionais autorizados. Esse modelo exige gestão de credenciais, perfis de usuário e boas práticas de segurança, pois a LGPD define dados pessoais e dados sensíveis nos arts. 5º, I e II, da Lei 13.709/2018.

Por fim, o software jurídico também contribui com o atendimento a clientes por meio da área do cliente PROJURIS ADV, recurso que concentra informações relevantes e evita que mensagens se percam em canais informais.

O que é a área do cliente PROJURIS ADV?

A área do cliente PROJURIS ADV é um portal de acesso controlado em que o cliente consulta informações autorizadas sobre processos, atendimentos e documentos. O escritório escolhe permissões, define limites de visualização e mantém o acompanhamento dentro do ambiente de gestão jurídica.

O recurso funciona como uma camada de transparência operacional. O cliente consegue visualizar dados do processo ou atendimento do qual participa, enquanto o advogado preserva o controle sobre o que deve permanecer restrito por estratégia processual, sigilo profissional ou proteção de dados.

Esse controle conversa diretamente com o art. 6º da LGPD (Lei 13.709/2018), que prevê princípios como finalidade, necessidade, adequação, segurança, prevenção e responsabilização. Em um escritório, isso significa compartilhar apenas o dado necessário para o atendimento jurídico, pelo canal adequado e com registro mínimo de governança.

Também existe reflexo ético. O sigilo profissional do advogado integra a relação de confiança com o cliente e aparece no Estatuto da Advocacia, Lei 8.906/1994, e no Código de Ética e Disciplina da OAB, aprovado pela Resolução 02/2015 do Conselho Federal da OAB. Portanto, a abertura de acesso não substitui a curadoria profissional sobre a informação.

Como criar acesso para o cliente?

Para criar acesso, o escritório deve entrar nas configurações do sistema, localizar a área do cliente, vincular o cliente ao cadastro existente, informar e-mail, gerar senha e salvar. Depois, o cliente altera a senha no primeiro acesso e visualiza apenas as permissões escolhidas.

O procedimento é simples, mas deve seguir um padrão interno. Primeiro, confirme se o cadastro do cliente está atualizado, com nome correto, e-mail válido, CPF ou CNPJ quando aplicável e vínculo com o processo ou atendimento certo. Essa checagem evita que uma pessoa receba acesso a caso diverso.

  1. Acesse a engrenagem no canto superior direito do sistema.
  2. Entre na aba da área do cliente PROJURIS ADV.
  3. Clique em “+ novo” para iniciar a criação do acesso.
  4. Vincule o usuário ao cadastro do cliente já existente no software jurídico.
  5. Informe o e-mail que o cliente usará para login.
  6. Gere uma senha provisória e clique em salvar.
  7. Oriente o cliente a trocar a senha no primeiro acesso.

Depois da criação, revise as permissões exibidas no lado direito da tela. Um bom critério é liberar apenas dados compatíveis com a fase do serviço contratado. Em uma ação trabalhista, por exemplo, o cliente pode visualizar andamentos e documentos protocolados, mas o escritório pode restringir apontamentos internos de estratégia.

Também convém registrar, no contrato de honorários ou em termo de uso interno, quais canais o escritório usará para comunicações. O art. 425 do Código Civil (Lei 10.406/2002) admite contratos atípicos, desde que observadas as normas gerais, o que permite disciplinar rotinas digitais de relacionamento.

Quais informações o cliente pode acessar no software jurídico?

O cliente pode acessar informações de processos e atendimentos conforme as permissões definidas pelo escritório. Entre os itens possíveis estão dados básicos, andamentos, tarefas, apontamento de horas, lançamentos financeiros e arquivos. A liberação deve considerar necessidade, sigilo e finalidade do compartilhamento.

Em atendimentos, além de visualizar e receber arquivos, o cliente pode ter acesso aos seguintes dados, se o escritório liberar:

  • apontamento de horas;
  • dados básicos;
  • lançamentos financeiros;
  • tarefas vinculadas ao atendimento.

Em processos, além de enviar e receber arquivos, o cliente pode visualizar:

  • andamentos processuais;
  • apontamento de horas;
  • dados básicos do processo;
  • lançamentos financeiros;
  • tarefas relacionadas ao caso.

Essa flexibilidade permite adaptar o portal ao tipo de relação jurídica. Em um escritório que trabalha com consultivo empresarial, o cliente pode precisar acompanhar chamados, pareceres e documentos societários. Em contencioso, a consulta a andamentos, audiências e intimações costuma ter maior relevância.

A liberação de dados financeiros exige cautela. Honorários, custas, reembolsos e despesas podem envolver informações contratuais, documentos fiscais e dados de terceiros. O escritório deve aplicar o princípio da necessidade previsto no art. 6º, III, da LGPD (Lei 13.709/2018), evitando disponibilizar informação excessiva.

Quando houver mais de uma pessoa interessada no mesmo processo, como sócios, familiares ou representantes empresariais, defina quem pode acessar a área do cliente. O art. 5º, VI, da LGPD conceitua controlador como quem toma decisões sobre o tratamento de dados pessoais, papel que o escritório pode assumir em diversas rotinas administrativas.

Como anexar arquivos na área do cliente PROJURIS ADV?

Para anexar arquivos, acesse o processo ou atendimento, abra a opção de visualização, entre na aba “arquivos”, informe data de envio, tipo de documento e descrição, depois salve. O cliente autorizado poderá consultar o arquivo dentro do portal, conforme as permissões configuradas.

A rotina de anexos ajuda a substituir envios dispersos por e-mail, aplicativos de mensagem e links sem controle. O escritório pode compartilhar procurações, contratos, comprovantes, guias, decisões, atas de audiência, relatórios de andamento e documentos enviados pelo próprio cliente.

Para usar o recurso, localize o processo ou atendimento desejado. Na área do cliente, o usuário visualiza seus processos; se quiser acessar atendimentos, clique na aba “meus atendimentos”. Em seguida, escolha o item correto clicando no ícone de visualização, representado pelo olho.

Na tela seguinte, procure a opção “arquivos”. Ao abrir a aba, selecione a data de envio, escolha o tipo de arquivo e escreva uma descrição objetiva. A descrição deve permitir identificação futura, como “contrato social atualizado”, “comprovante de pagamento de custas” ou “decisão de tutela provisória”.

Depois de salvar, o cliente terá acesso ao documento, se a permissão estiver habilitada. A equipe também poderá visualizar a informação quando tiver autorização interna. Esse modelo reduz a dependência de conversas particulares e facilita auditoria, substituição de responsáveis e continuidade do atendimento.

Quando o arquivo contiver dados sensíveis, como laudo médico, dado biométrico, informação sindical ou dado de menor, aplique cautela adicional. O art. 5º, II, da LGPD (Lei 13.709/2018) define dado pessoal sensível, e o art. 11 da mesma lei exige bases específicas para tratamento.

Como a área do cliente melhora o atendimento na advocacia?

A área do cliente melhora o atendimento porque dá previsibilidade, reduz perguntas repetidas, organiza documentos e mantém histórico de interações. O cliente acompanha informações liberadas sem depender de retorno manual para cada dúvida, e o escritório preserva controle técnico sobre comunicação e estratégia.

A área do cliente PROJURIS ADV foi desenvolvida para apoiar o atendimento ao cliente na advocacia. Ela não substitui a conversa jurídica qualificada, mas concentra informações objetivas que costumam gerar solicitações recorrentes.

Além do portal, o sistema permite compartilhar informações por e-mail ou WhatsApp Web no desktop. Essa funcionalidade ajuda em comunicações rápidas, como confirmação de audiência, aviso de tarefa pendente ou envio de compromisso. Mesmo nesses canais, o escritório deve evitar exposição desnecessária de dados.

Em tarefas e audiências, o escritório pode compartilhar informações como tipo de tarefa, identificador do processo ou atendimento, número do processo, data prevista, hora prevista e descrição. Em compromissos, pode enviar título, data de início, hora de início e descrição.

No aplicativo PROJURIS ADV, o compartilhamento pode ocorrer por outros aplicativos de comunicação instalados no celular. Porém, o uso mobile deve respeitar limites internos. Em tarefas e audiências, o compartilhamento contempla tipo, data e descrição. Em compromissos, contempla título, data, local e descrição. Em intimações, contempla número do processo, data e descrição.

Uma boa política interna define quando usar portal, e-mail, ligação ou aplicativo de mensagem. Assuntos estratégicos, riscos processuais, propostas de acordo e documentos sensíveis merecem canal mais controlado. Já avisos simples podem seguir por mensagem, desde que o teor não viole sigilo ou proteção de dados.

Quais ferramentas complementam a área do cliente?

Ferramentas de atendimento, videoconferência, automação e conteúdo complementam a área do cliente quando seguem uma política clara de comunicação. Elas ajudam a organizar dúvidas, realizar reuniões remotas e manter relacionamento informativo, mas não devem substituir registro, segurança e controle de permissões.

Area do cliente SAJ ADV

Além da área do cliente do PROJURIS ADV, um software jurídico pode trabalhar com outras ferramentas de relacionamento, desde que o escritório mantenha critérios de segurança e organização.

Ferramentas de chat, como plataformas de atendimento online, ajudam a receber perguntas iniciais, classificar demandas e criar base de respostas. Elas são úteis para dúvidas administrativas, mas assuntos jurídicos individualizados devem passar por triagem profissional e registro adequado no sistema.

Ferramentas de videoconferência, como Google Meet, Microsoft Teams, Skype ou soluções equivalentes, viabilizam reuniões remotas. O escritório deve enviar convite apenas aos participantes corretos, controlar gravações e informar previamente quando uma reunião for gravada, respeitando finalidade e transparência.

Também é possível usar conteúdos educativos para orientar clientes sobre documentos, prazos e etapas do processo. Um guia sobre audiência, por exemplo, reduz ansiedade e melhora a qualidade das informações fornecidas. O conteúdo não deve prometer resultado judicial, pois a advocacia depende de prova, direito aplicável e decisão competente.

Quais cuidados jurídicos aplicar ao usar o portal do cliente?

O portal do cliente exige controle de acesso, minimização de dados, registro de permissões, revisão periódica e orientação de usuários. Esses cuidados reduzem riscos de vazamento, quebra de sigilo profissional, comunicação inadequada e tratamento de dados sem base compatível com a finalidade jurídica.

O primeiro cuidado é mapear quem terá acesso. Em clientes empresariais, defina representantes autorizados e revise acessos quando houver desligamento de colaboradores. Em clientes pessoas físicas, confirme se terceiros, como familiares ou contadores, possuem autorização expressa para receber informações.

O segundo cuidado é classificar documentos. Procurações, contratos, decisões e petições podem ser liberados com maior frequência. Estratégias internas, minutas não validadas, avaliações de risco e comunicações entre advogados devem permanecer restritas, salvo decisão profissional documentada.

O terceiro cuidado é revisar permissões após encerramento do caso. O fim do processo, a rescisão contratual ou a troca de patrono exigem atualização do acesso. O art. 15 da LGPD (Lei 13.709/2018) trata do término do tratamento de dados pessoais, sem eliminar obrigações de guarda por dever legal ou regulatório.

O quarto cuidado é treinar a equipe. Secretariado, controladoria jurídica, advogados e estagiários precisam entender quais informações podem ser compartilhadas. O art. 34, VII, da Lei 8.906/1994 prevê infração disciplinar relacionada à violação de sigilo profissional, o que reforça a necessidade de governança.

Perguntas frequentes sobre área do cliente PROJURIS ADV

O que é a área do cliente PROJURIS ADV?

Área do cliente PROJURIS ADV é o ambiente em que o cliente consulta processos, atendimentos, arquivos e informações liberadas pelo escritório. O advogado controla permissões para manter sigilo, proteger dados pessoais e oferecer acompanhamento organizado sem depender de respostas manuais para cada solicitação.

Como liberar acesso para um cliente no PROJURIS ADV?

Área do cliente PROJURIS ADV permite liberar acesso pelas configurações do sistema. O escritório seleciona a aba correspondente, cria novo usuário, vincula o cadastro do cliente, informa e-mail, gera senha provisória e salva. No primeiro acesso, o cliente altera a senha e visualiza apenas permissões autorizadas.

Quais dados o cliente pode ver na área do cliente?

Área do cliente PROJURIS ADV pode exibir processos, atendimentos, andamentos, tarefas, apontamentos de horas, lançamentos financeiros e arquivos. O escritório decide o que liberar em cada caso, aplicando o princípio da necessidade previsto no art. 6º, III, da LGPD (Lei 13.709/2018).

A área do cliente substitui o atendimento do advogado?

Área do cliente PROJURIS ADV não substitui orientação jurídica. O portal organiza informações objetivas, documentos e atualizações, mas decisões estratégicas, análise de riscos, acordos e dúvidas técnicas continuam exigindo atendimento profissional, registro adequado e avaliação do advogado responsável pelo caso.

É seguro compartilhar documentos pelo portal do cliente?

Área do cliente PROJURIS ADV pode tornar o compartilhamento mais seguro quando o escritório configura permissões, revisa acessos e aplica boas práticas de proteção de dados. Documentos sensíveis exigem cautela adicional, especialmente quando envolvem dados previstos nos arts. 5º, II, e 11 da LGPD.

Quando revisar as permissões do cliente?

Área do cliente PROJURIS ADV deve ter permissões revisadas quando houver novo processo, encerramento de caso, troca de representante, rescisão contratual ou alteração na estratégia. A revisão evita acesso indevido e ajuda o escritório a cumprir deveres de sigilo, segurança e minimização de dados.

Como usar a área do cliente PROJURIS ADV com segurança?

Use a área do cliente PROJURIS ADV como parte de uma política de atendimento: cadastre usuários com cuidado, limite permissões, descreva arquivos corretamente, registre canais oficiais e revise acessos periodicamente. A tecnologia melhora a experiência do cliente quando o escritório combina transparência, sigilo profissional e proteção de dados.

Com essa rotina, o portal deixa de ser apenas um recurso operacional e passa a apoiar fidelização, produtividade e governança. O cliente acompanha informações relevantes com mais autonomia, enquanto a equipe jurídica preserva tempo para análise técnica, estratégia processual e relacionamento consultivo.

Esse espaço fica dentro do software jurídico e seu cliente pode acessá-lo mediante usuário e senha que você criar para ele. É importante destacar que, nesse ambiente, seu cliente tem acesso apenas a dados relacionados a ele diretamente. Além disso, ele só poderá visualizar informações que você habilitar, assim, caso exista alguma informação que, num primeiro momento, ele não precisa saber, isso poderá ser selecionado.

Uma outra vantagem do sistema é que, por meio de uma integração, você pode inserir a área do cliente no site do seu escritório.

Com isso, a comunicação com seu cliente é mais eficaz e assertiva. Isso porque, não serão necessárias reuniões para explicar andamentos de processos, por exemplo.

Para escritórios que trabalham com consultivo, mais especificamente, a funcionalidade também serve para gestão de atendimentos. Assim, garante-se maior economia de tempo e organização.

Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

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