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Automação do contencioso da AGCO com Projuris

Automação do contencioso reduziu em 96% o custo dos relatórios da AGCO e trouxe rastreabilidade a contingências.

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Automação do contencioso é a organização tecnológica de processos, prazos, contingências e provisões, nos termos do art. 193 do CPC (Lei 13.105/2015) e da Lei 11.419/2006. Na prática, ela reduz controles manuais, melhora a rastreabilidade jurídica e apoia decisões contábeis com dados auditáveis.

Relatórios mensais do contencioso, contingências e contenções costumam consumir muitas horas de escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e áreas financeiras. A empresa precisa saber quais processos apresentam risco de perda, quais valores podem afetar o caixa e quais informações devem chegar à contabilidade com segurança.

Antes de adotar um sistema jurídico, o departamento jurídico da AGCO controlava o contencioso e o reporte de contingências manualmente, com apoio de planilhas de Excel. O volume superava 1.000 processos, distribuídos entre temas civis, trabalhistas e tributários, com interação constante entre equipe interna e escritórios terceirizados.

Esse modelo exigia conferências repetitivas, padronização manual de dados, revisão de campos incompletos e consolidação de planilhas enviadas por aproximadamente 20 escritórios. A necessidade de unir automação, segurança, governança e bom custo-benefício levou a AGCO a implementar o Projuris Empresas.

Quem é a AGCO e por que seu contencioso exige controle estruturado?

A AGCO é uma companhia global de tecnologia e equipamentos agrícolas, com marcas reconhecidas e operação complexa no Brasil. Seu contencioso exige controle estruturado porque envolve alto volume de processos, múltiplos escritórios, informações financeiras em reais e dólares e relatórios que impactam decisões jurídicas, contábeis e corporativas.

A AGCO desenvolve, fabrica e distribui tecnologia e equipamentos agrícolas. Seu portfólio inclui as marcas Challenger®, Fendt®, GSI®, Massey Ferguson®, Precision Planting® e Valtra®. Com essas marcas, a companhia fornece soluções para produtores rurais no Brasil e em outros mercados.

A linha de atuação inclui tratores, colheitadeiras, equipamentos para fenação e forragem, implementos, armazenamento de grãos, sistemas de produção de proteína e peças de reposição. Essa amplitude operacional aumenta a exposição a relações contratuais, trabalhistas, tributárias, consumeristas e comerciais.

No Brasil, a empresa conta com mais de 4.000 colaboradores, mais de 100 concessionárias autorizadas e integração com uma rede global de milhares de pontos de atendimento. Em estruturas desse porte, o jurídico precisa tratar o processo como dado estratégico, não apenas como documento.

Uma multinacional também lida com desafios adicionais: valores em moedas diferentes, critérios internos de reporte, necessidade de padronização regional e demandas de auditoria. No caso da AGCO, processos calculados em reais e em dólares exigiam atualização monetária, conversão e conferência antes do fechamento dos relatórios.

O cálculo antes manual tornou-se automático no Projuris nas duas moedas. Essa mudança reduziu retrabalho e diminuiu o risco de inconsistências em relatórios usados pela contabilidade para analisar provisões e contingências.

Qual era o desafio da AGCO antes da automação do contencioso?

O principal desafio da AGCO era controlar um contencioso volumoso por planilhas, com captura e cadastro manual de processos. A companhia também gastava cerca de cinco dias, com sete pessoas dedicadas, para consolidar o relatório mensal de contingências e contenções enviado à contabilidade.

A primeira questão estava no controle da carteira. O contencioso era administrado em planilhas, o que tornava manual a captura de novas ações, o cadastro de dados processuais, a atualização de andamento e a consolidação de informações recebidas de escritórios parceiros.

A segunda questão estava no tempo e na energia gastos no relatório de contingência. A equipe dedicava aproximadamente cinco dias úteis ao fechamento mensal, com sete pessoas totalmente alocadas na construção do material enviado à contabilidade.

Essa operação envolvia cerca de 20 escritórios enviando relatórios em formatos diferentes. Mês a mês, o time jurídico precisava receber arquivos, identificar campos faltantes, conciliar informações, revisar prognósticos e transformar dados heterogêneos em um relatório único.

O custo anual estimado era de R$ 220 mil apenas para desenvolver esse reporte obrigatório. Além do custo direto, a operação consumia tempo que poderia apoiar negociações, acompanhamento de teses repetitivas, prevenção de litígios e análise estratégica de riscos.

Em um contencioso grande e complexo, a gestão manual aumenta a exposição a erros. Um campo desatualizado pode distorcer o valor provisionado. Um prognóstico antigo pode alterar a leitura de risco. Uma planilha divergente pode gerar retrabalho entre jurídico, contabilidade e auditoria.

Quais riscos jurídicos surgem quando o controle depende de planilhas?

Planilhas ajudam em controles simples, mas não garantem trilha completa de auditoria, histórico de alterações, validação automática de campos e integração com bases processuais. Em carteiras volumosas, essas limitações afetam prazo, contingência, documentação e confiabilidade das informações.

O CPC (Lei 13.105/2015) trata dos atos eletrônicos nos arts. 193 a 199 e fixa regras relevantes de prazos. O art. 219 determina a contagem em dias úteis para prazos processuais civis, enquanto o art. 1.003, §5º, prevê prazo de 15 dias para diversos recursos cíveis.

No trabalhista, a CLT (Decreto-Lei 5.452/1943) disciplina prazos próprios. O art. 775 trata da contagem de prazos processuais e o art. 895 prevê, por exemplo, prazo de oito dias para recurso ordinário. Em matéria tributária, o art. 151 do CTN (Lei 5.172/1966) lista hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

Quando essas informações ficam dispersas, a equipe precisa conferir manualmente o andamento, o risco e o impacto financeiro de cada processo. A automação do contencioso reduz esse esforço porque centraliza dados, melhora alertas e cria padrão de reporte.

Como o Projuris Empresas foi implementado na AGCO?

A AGCO implementou o Projuris Empresas com três módulos: processos, distribuição e requisições. A combinação permitiu gerir a carteira, capturar novas ações, padronizar cadastros, integrar escritórios terceirizados e controlar alterações de contingência com maior rastreabilidade.

A companhia contratou o Projuris Empresas para substituir o fluxo baseado em planilhas por uma plataforma jurídica integrada. A implementação concentrou-se nos módulos de processos, distribuição e requisições.

Com o módulo de processos, a equipe passou a gerir a carteira e extrair relatórios com as informações disponíveis no sistema em minutos. O módulo organiza dados de partes, valores, prognósticos, escritórios responsáveis, movimentações e campos necessários ao acompanhamento jurídico.

O módulo de distribuição complementou a operação ao capturar novas ações e facilitar o cadastro. Ao iniciar o registro, grande parte dos campos processuais já chega preenchida, o que reduz digitação manual e diminui inconsistências de identificação do processo.

No caso da AGCO, que lida com escritórios terceirizados, a adoção exigiu alinhamento operacional. A equipe de suporte da Projuris treinou advogados internos e terceiros para padronizar o uso do sistema, as solicitações, os fluxos de atualização e os critérios de preenchimento.

O módulo que mais contribuiu para a integração entre equipe interna e escritórios terceiros foi o de requisições. Ele permite solicitar alterações, registrar justificativas, acompanhar aprovações e manter histórico do que mudou em cada processo.

Euller Amorim, advogado do grupo AGCO, relata: "O módulo de requisições nos ajuda principalmente para movimentação e alteração de contingenciamento. Por exemplo, o escritório, a depender do andamento processual, pode mudar o prognóstico de perda daquele processo de remoto para possível ou para provável através de uma requisição."

Para Bianca Zanin, a rotina ficou mais rápida e ágil com o Projuris. Ela relata que a equipe passou a contar com rastreabilidade do que aconteceu em cada etapa do processo, o que facilita o dia a dia, o controle e a gestão.

Como funciona um fluxo seguro de alteração de contingência?

Um fluxo seguro começa com a identificação do fato novo: sentença, acordo, perícia, recurso, depósito, decisão interlocutória ou movimentação relevante. Em seguida, o escritório responsável solicita a alteração do prognóstico ou do valor estimado, com justificativa técnica e documentos de apoio.

A equipe interna analisa a requisição, aprova ou devolve para ajuste, registra a decisão e mantém histórico. Esse procedimento reduz mudanças informais por e-mail e preserva evidências para auditoria. Em empresas de grande porte, esse histórico ajuda a explicar variações de provisão mês a mês.

A Lei 6.404/1976, que trata das sociedades por ações, exige demonstrações financeiras aptas a refletir a situação patrimonial da companhia. O art. 176 disciplina demonstrações financeiras, e o art. 183 apresenta critérios de avaliação de elementos do ativo e do passivo. Por isso, informações jurídicas inconsistentes podem impactar a leitura contábil.

Além da lei societária, o Pronunciamento Técnico CPC 25 orienta o tratamento contábil de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. Embora não substitua análise jurídica, ele reforça a necessidade de classificar riscos e documentar premissas com clareza.

Como a automação do contencioso mudou os relatórios de contingência e provisão?

A automação do contencioso mudou os relatórios da AGCO ao substituir a consolidação manual por dados centralizados no sistema. O fechamento mensal, que antes consumia cinco dias e sete pessoas, passou a levar cerca de duas horas e demandar uma pessoa da equipe.

Antes do Projuris, as informações de contingências e provisões ficavam em planilhas de Excel. A equipe recebia arquivos de cada escritório, em formatos variados, com dados às vezes pendentes, inconsistentes ou sem saneamento completo. Muitas planilhas chegavam sem atualização de contingenciamento e provisão.

Para coletar todas as informações e consolidar o relatório, a equipe consumia uma semana útil do mês. Sete pessoas ficavam 100% dedicadas ao processo. Com a implementação, o report civil, trabalhista e tributário passou a operar de forma automatizada e ficou pronto em apenas duas horas.

Bianca Zanin relata: "Passamos a ter menos dependência das informações dos escritórios, uma confiabilidade muito maior de que as informações estavam saneadas. De que a provisão e o contingenciamento rodaram, porque isso é via Projuris dentro do próprio sistema."

A padronização também fortaleceu a governança. O jurídico passou a trabalhar com dados organizados, filtros por área, relatórios personalizados e informações atualizadas dentro da plataforma. A contabilidade recebeu material mais consistente e com menor dependência de ajustes manuais.

Quais bases legais influenciam provisões e contingências?

Provisões e contingências conectam direito processual, direito material e contabilidade. No civil, o CPC (Lei 13.105/2015) regula prazos, recursos, cumprimento de sentença e atos eletrônicos. O art. 523, por exemplo, trata do pagamento no cumprimento de sentença e da multa de 10% em caso de não pagamento voluntário.

No trabalhista, a CLT (Decreto-Lei 5.452/1943) influencia risco por meio de prazos, recursos, execução e depósitos. A Reforma Trabalhista, Lei 13.467/2017, alterou diversos pontos da CLT e reforçou a necessidade de acompanhar pedidos, condenações, honorários e impactos financeiros com dados atualizados.

No tributário, o CTN (Lei 5.172/1966) orienta temas como suspensão da exigibilidade, decadência, prescrição e garantias. O art. 174 trata do prazo prescricional de cinco anos para cobrança judicial do crédito tributário. Esses elementos podem alterar a avaliação de risco e a estratégia processual.

Também existem referências jurisprudenciais que influenciam cálculos. As Súmulas 43 e 54 do STJ orientam, em responsabilidade civil, a correção monetária a partir do efetivo prejuízo e os juros moratórios a partir do evento danoso em hipóteses extracontratuais. A Súmula 331 do TST, por sua vez, impacta análises sobre terceirização e responsabilidade trabalhista.

Essas referências não eliminam a análise do caso concreto, mas mostram por que o contencioso corporativo precisa de cadastro correto, documentos vinculados, histórico de movimentações e critérios revisáveis. Um relatório automatizado deve refletir dados jurídicos confiáveis, não apenas uma soma de valores.

Quais resultados a AGCO alcançou com o Projuris?

A AGCO padronizou relatórios, automatizou provisões, reduziu o custo anual estimado de R$ 220 mil para R$ 8 mil e obteve payback em cinco meses. A automação liberou tempo do jurídico para atividades estratégicas e diminuiu a dependência de planilhas externas.

Com o Projuris, o que a AGCO passou a fazer?

  • Padronizou relatórios entre as áreas civil, trabalhista e tributária.
  • Automatizou a geração do relatório contábil de contingenciamento e provisão.
  • Extrai provisões com correção monetária mês a mês em reais e dólares.
  • Produz relatórios personalizados com as informações disponíveis no sistema.
  • Centraliza solicitações de alteração de prognóstico e contingência.
  • Reduz troca de planilhas entre jurídico, escritórios parceiros e contabilidade.

Quais foram os principais resultados mensuráveis?

  • Geração do relatório contábil passou a levar duas horas.
  • Uma pessoa da equipe passou a conduzir o fechamento do relatório.
  • Advogados internos ganharam tempo para tarefas estratégicas.
  • O novo custo anual estimado caiu para R$ 8 mil.
  • A redução anual estimada chegou a R$ 212 mil.
  • O projeto teve payback de cinco meses.

A redução de custos de 96% não veio apenas da troca de ferramenta. Ela resultou da combinação entre centralização de dados, padronização de campos, automação de relatórios, treinamento dos usuários e uso de requisições para manter alterações sob controle.

Em termos práticos, o jurídico deixou de gastar uma semana útil com montagem manual e passou a dedicar esse tempo a análise de risco, prevenção de litígios, negociação de acordos, melhoria de contratos e acompanhamento de escritórios externos.

Como aplicar as lições do case AGCO em outros departamentos jurídicos?

Outros departamentos jurídicos podem aplicar o case AGCO mapeando a carteira, padronizando campos, definindo critérios de contingência, treinando escritórios parceiros e automatizando relatórios. A implantação deve começar pelos fluxos que consomem mais tempo e oferecem maior risco operacional.

O primeiro passo consiste em levantar a base de processos e identificar dados essenciais: número, classe, área, partes, pedidos, valor de causa, valor estimado, prognóstico, escritório responsável, fase processual, comarca, moeda e documentos relevantes.

O segundo passo envolve padronizar critérios. A empresa precisa definir quando um risco é remoto, possível ou provável, quem pode alterar essa classificação e quais documentos justificam a mudança. Essa padronização facilita auditoria e reduz divergências entre escritórios.

O terceiro passo é automatizar captura, cadastro e distribuição. A Lei 11.419/2006 reconhece a informatização do processo judicial e sustenta o uso de meios eletrônicos para atos processuais. Ao integrar dados processuais, a equipe reduz digitação e ganha tempo para análise técnica.

O quarto passo é criar rotinas de fechamento. A equipe deve definir datas de corte, responsáveis por validação, campos obrigatórios, relatórios por área e trilha de aprovação. Em contencioso de massa, essa disciplina impede que o fechamento mensal dependa de urgências de última hora.

O quinto passo é acompanhar indicadores. Custo por relatório, horas dedicadas, quantidade de campos incompletos, processos sem atualização, variação de provisão e tempo médio de resposta dos escritórios ajudam a medir a maturidade da operação.

Perguntas frequentes sobre automação do contencioso

O que é automação do contencioso?

Automação do contencioso é o uso de sistemas jurídicos para centralizar processos, prazos, documentos, contingências e relatórios. Ela reduz tarefas manuais, cria rastreabilidade e ajuda departamentos jurídicos a trabalhar com dados confiáveis para análise de risco, tomada de decisão e reporte à contabilidade.

Como a automação do contencioso ajuda em relatórios de contingência?

Automação do contencioso ajuda ao padronizar campos, atualizar valores, consolidar informações e gerar relatórios com base em dados do sistema. Assim, o jurídico evita juntar planilhas diferentes, reduz erros de digitação e entrega à contabilidade um material mais consistente sobre risco e provisão.

Por que planilhas podem gerar risco no contencioso corporativo?

Automação do contencioso reduz riscos que planilhas não controlam bem, como ausência de histórico, versões conflitantes, campos incompletos e alterações sem aprovação. Em carteiras grandes, esses problemas podem afetar prazos, valores provisionados, classificação de risco e qualidade das informações enviadas à auditoria.

Quais áreas do direito entram no relatório de contingência?

Automação do contencioso pode abranger áreas civis, trabalhistas, tributárias, administrativas e regulatórias. No case AGCO, a empresa automatizou relatórios civis, trabalhistas e tributários, com dados de provisão, contingenciamento, atualização monetária e informações necessárias ao fechamento contábil mensal.

A automação substitui a análise jurídica do advogado?

Automação do contencioso não substitui a análise jurídica do advogado. O sistema organiza dados, registra fluxos, facilita cálculos e gera relatórios, mas a classificação de risco, a estratégia processual, a revisão de tese e a decisão sobre acordo continuam dependendo de avaliação técnica profissional.

Quais indicadores mostram sucesso na automação do contencioso?

Automação do contencioso mostra resultado por indicadores como tempo de fechamento de relatórios, custo anual do processo, número de pessoas envolvidas, campos pendentes, prazo médio de resposta dos escritórios, redução de retrabalho e qualidade das informações usadas pela contabilidade e pela gestão jurídica.

Qual é a conclusão do case AGCO?

O case AGCO demonstra que a automação do contencioso transforma o relatório de contingência em um processo mais rápido, rastreável e econômico. A companhia saiu de uma operação manual de cinco dias para um fechamento em duas horas, com redução estimada de 96% nos custos.

Ao centralizar processos, padronizar requisições e automatizar provisões em reais e dólares, a AGCO reduziu dependência de planilhas e ganhou confiabilidade para reportes civis, trabalhistas e tributários. O jurídico também recuperou tempo para atividades estratégicas.

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Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

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