Integração de plataformas no PROJURIS ADV é a conexão técnica via API entre o software jurídico e outros sistemas, nos termos do art. 5º, X, da LGPD (Lei 13.709/2018), que inclui transmissão e compartilhamento no tratamento de dados. Na prática, ela centraliza informações e reduz retrabalho operacional.
Mesmo um software jurídico completo pode depender de ferramentas externas para BI, captura de dados, automação documental, controladoria, atendimento ou migração de bases. A API permite que esses ambientes conversem com o PROJURIS ADV de forma estruturada, com regras de autenticação, limites de uso e permissões configuradas.
O que é integração de plataformas no PROJURIS ADV?
A integração de plataformas no PROJURIS ADV conecta o sistema a aplicações externas para enviar, receber ou atualizar dados jurídicos. Ela costuma atender escritórios que precisam unir processos, pessoas, documentos, tarefas e relatórios em uma rotina única, mantendo rastreabilidade e controle de acesso.
Na rotina de um escritório, a integração pode alimentar painéis de indicadores, importar cadastros de clientes, criar tarefas a partir de eventos processuais ou enviar documentos para outra solução corporativa. Essa troca diminui lançamentos manuais e melhora a consistência das informações usadas por advogados, controladoria e financeiro.
A operação também exige análise jurídica. Se a integração envolver dados pessoais de clientes, partes, testemunhas ou colaboradores, o escritório deve observar a LGPD. O art. 6º da Lei 13.709/2018 exige finalidade, adequação, necessidade, segurança, prevenção e responsabilização no tratamento.
O que é uma API e por que ela importa na rotina jurídica?
API é a interface que permite a comunicação programada entre sistemas. No contexto jurídico, ela define como outro software solicita, envia ou consulta informações no PROJURIS ADV, sem depender de cópias manuais, planilhas soltas ou acessos informais que prejudicam governança.
O termo API vem de Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos. Uma API funciona como um conjunto de rotinas e padrões que autoriza um software a acessar funcionalidades de outro. Essa rotina surge quando uma empresa precisa associar seu produto a sistemas complementares.
Um exemplo simples é o Google Maps em sites de empresas. O visitante visualiza o mapa sem sair da página porque o site usa uma API para consultar o serviço de localização. Em um escritório, lógica parecida permite que um sistema de BI consulte processos, andamentos e tarefas no software jurídico.
No PROJURIS ADV, a API viabiliza conexão com outros sistemas, como a Law Vision, plataformas de dados, soluções de documentos e ambientes internos do escritório. Com isso, a gestão ganha visão integrada, desde que o projeto respeite permissões e segurança.
Todos os planos do PROJURIS ADV permitem integração por API?
Nem todos os planos liberam integração por API automaticamente. O recurso fica disponível nos planos Premium, mas o escritório pode avaliar contratação adicional conforme o plano vigente, o escopo técnico, a necessidade de suporte e a maturidade da equipe que executará a conexão.
Para novas integrações, recomenda-se que o escritório ou departamento jurídico tenha desenvolvedor interno, fornecedor de tecnologia ou empresa especializada. Essa equipe interpreta a documentação, cria as rotinas de autenticação, testa requisições, trata erros e valida os dados antes de colocar a integração em produção.
Quando o escritório não possui equipe técnica, o caminho mais seguro costuma ser usar integrações já documentadas e recursos nativos. As integrações disponíveis no sistema estão documentadas neste link. Antes de iniciar, valide se a documentação corresponde ao ambiente contratado e ao modelo atual de suporte.
Como preparar o escritório antes de pedir a integração?
O primeiro passo é mapear quais dados circularão entre os sistemas. Liste processos, pessoas, tarefas, arquivos, contratos e relatórios. Depois, defina a finalidade do tratamento, conforme o art. 6º, I, da LGPD (Lei 13.709/2018), e identifique a base legal aplicável, como execução de contrato, legítimo interesse ou cumprimento de obrigação legal.
O segundo passo é definir responsáveis. Nomeie quem aprova acessos, quem configura permissões, quem revisa logs e quem aciona suporte em falhas. O art. 37 da LGPD recomenda manter registro das operações de tratamento, especialmente quando houver dados pessoais em volume relevante.
O terceiro passo é criar ambiente de testes. Antes de migrar informações reais, teste autenticação, limites, campos obrigatórios, retorno de erros e consistência. Esse cuidado evita duplicidade de cadastros, perda de histórico e falhas que possam afetar prazos processuais.
O que posso fazer com uma integração por API no PROJURIS ADV?
A integração por API no PROJURIS ADV permite consultar, criar, atualizar ou relacionar informações jurídicas, conforme os endpoints disponíveis. O escritório pode automatizar rotinas de controladoria, relatórios, migração, criação documental e acompanhamento processual sem alterar a interface principal do software.
Em um exemplo prático, a controladoria pode usar API para extrair processos ativos, responsáveis, tarefas vencidas e andamentos recentes. Com esses dados, o escritório monta painéis de produtividade, volume de intimações, cumprimento de prazos e distribuição de carteira por área.
Outro uso comum é a criação de documentos. A API pode fornecer dados de processo, pessoas e pedidos para um sistema que gera minutas padronizadas. O advogado revisa o conteúdo final, preservando sua responsabilidade técnica. O art. 2º da Lei 8.906/1994 reconhece a indispensabilidade do advogado à administração da justiça, o que reforça a necessidade de supervisão profissional.
A API também pode apoiar migração de dados entre sistemas. Nesse cenário, o projeto deve prever saneamento da base, conferência de campos, preservação de documentos e trilha de auditoria. Se houver dados pessoais, aplique medidas de segurança previstas no art. 46 da LGPD (Lei 13.709/2018).
Para captura de intimações, o escritório deve avaliar fornecedores especializados, pois a rotina envolve prazos processuais e risco operacional. O CPC (Lei 13.105/2015), nos arts. 193 a 199, trata da prática eletrônica de atos processuais. Já o art. 219 do CPC determina a contagem de prazos em dias úteis, salvo disposição em contrário.
A API do PROJURIS ADV não muda a interface do software. Ela cria comunicação entre sistemas. Também existe limite operacional de 480 requisições de integração por minuto, o que exige planejamento de filas, paginação, horários de sincronização e tratamento de tentativas repetidas.
Quais integrações por API são possíveis no software jurídico?
As integrações possíveis no software jurídico abrangem módulos de processos, pessoas, tarefas, arquivos, auditoria, atendimentos e cadastros auxiliares. Cada endpoint tem finalidade própria e deve ser usado conforme a documentação técnica, as permissões do usuário e o objetivo do projeto.
Dentre as integrações possíveis no PROJURIS ADV estão:
- Andamentos
- Arquivos
- Assunto CNJ
- Atendimentos
- Auditoria
- Captura de Processos
- Classe CNJ
- Comentários
- Consultas básicas / Consultas tipo
- Contratos – Conteúdos Disponíveis para requisições
- Justiça e Órgãos
- Obter token usuário
- Processos
- Pessoas
- Processos / Envolvidos
- Tarefas
- Usuário
- [API] Processos / Pedidos
- [API] Processos / Processos Relacionados – Apenso – Incidente – Recurso
- Recuperar Senha
- Relacionar – Vincular – Processos e atendimentos
Na prática, esses recursos ajudam a organizar tarefas recorrentes. O escritório pode sincronizar envolvidos de processos, vincular atendimentos a demandas judiciais, consultar classes CNJ, anexar arquivos e registrar comentários. A auditoria apoia governança porque permite acompanhar operações sensíveis.
Como funciona a integração do PROJURIS ADV com a Law Vision?
A integração com a Law Vision conecta dados do PROJURIS ADV a uma plataforma de inteligência jurídica. O objetivo é transformar informações operacionais em relatórios, dashboards e análises para controladoria, prestação de contas e tomada de decisão baseada em dados.
A Law Vision é uma plataforma de inteligência jurídica especializada em análise de dados para controladoria na advocacia. Como parceira do PROJURIS ADV, ela pode receber dados extraídos por API REST e organizá-los em um ambiente de business intelligence.
Para iniciar a integração, o escritório precisa informar à LegalTech qual usuário será usado para acessar dados no PROJURIS ADV e qual é o domínio do escritório. O usuário escolhido deve ter acesso apenas às informações necessárias, seguindo o princípio da necessidade do art. 6º, III, da LGPD.
Se o projeto exigir dados amplos, o escritório pode avaliar uso de perfil administrador, mas essa decisão precisa de controle. Perfis administrativos ampliam risco em caso de credencial comprometida. Use autenticação segura, revise permissões periodicamente e encerre acessos quando o fornecedor deixar o projeto.
Como configurar usuário e permissões para a Law Vision?
Para adicionar permissão, acesse a engrenagem no canto superior direito do sistema, entre em perfis e permissões e clique em “+novo” ou “+”. Depois, adicione o nome do usuário e selecione as permissões adequadas ao escopo da integração.
Para adicionar novo usuário, acesse a mesma engrenagem, clique em usuários, selecione “+novo” ou “+”, preencha os campos e salve. Após ajustar permissões, informe o domínio interno do escritório no campo “domínio”. Esses dados servem para autenticar a API no sistema.
Quais cuidados jurídicos e técnicos a integração exige?
Uma integração segura exige base legal, controle de acesso, logs, contrato com fornecedor, plano de testes e revisão periódica. Em escritórios de advocacia, o cuidado aumenta porque a base contém dados pessoais, informações estratégicas, documentos sigilosos e prazos processuais.
O contrato com o fornecedor deve prever finalidade, confidencialidade, medidas de segurança, suporte, responsabilidades por incidentes e regras de encerramento. O sigilo profissional decorre da Lei 8.906/1994 e do Código de Ética da OAB, e alcança informações recebidas em razão da atividade advocatícia.
A LGPD foi alterada pela Lei 13.853/2019, que estruturou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A Emenda Constitucional 115/2022 incluiu a proteção de dados pessoais como direito fundamental no art. 5º, LXXIX, da Constituição Federal. Esses marcos reforçam a necessidade de governança em integrações.
Quando a integração afetar comunicações processuais, considere também o ecossistema eletrônico do Judiciário. A Resolução CNJ 335/2020 instituiu a Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro. A Resolução CNJ 455/2022 regulamentou o Portal de Serviços do Poder Judiciário e o Domicílio Judicial Eletrônico.
Um procedimento prudente inclui: mapear dados, definir finalidade, revisar base legal, limitar permissões, testar em ambiente controlado, documentar decisões, treinar usuários e monitorar erros. Se ocorrer incidente de segurança relevante, avalie comunicação à ANPD e aos titulares, conforme art. 48 da LGPD.
Quais benefícios a integração com a Law Vision entrega?
A integração entre PROJURIS ADV e Law Vision transforma dados já registrados no software jurídico em relatórios gerenciais. O escritório acompanha produtividade, volume de processos, tarefas, prazos, carteiras e indicadores de atendimento sem depender de consolidações manuais demoradas.
Com os dados alimentados no software jurídico, a Law Vision gera relatórios e dashboards. Assim, além da gestão de atividades, acompanhamento de processos e gestão de equipes, o escritório consegue produzir prestação de contas para clientes e avaliar desempenho de colaboradores por critérios objetivos.
Um exemplo prático é o relatório mensal de carteira contenciosa. A integração pode agrupar processos por cliente, fase, risco, comarca, responsável e últimos andamentos. O gestor jurídico identifica gargalos e distribui trabalho com base em dados, não apenas em percepção.
Outro benefício está na experiência do cliente. Quando a equipe acessa informações consolidadas, responde com mais previsibilidade, reduz solicitações repetidas e apresenta indicadores em reuniões. Pesquisa interna citada no conteúdo original indicou que clientes do sistema relataram melhora de 72% na satisfação dos clientes de seus escritórios.
Como concluir um projeto de integração de plataformas no PROJURIS ADV?
Para concluir um projeto de integração de plataformas no PROJURIS ADV, trate a API como iniciativa de governança, não apenas de tecnologia. O escritório deve alinhar objetivo de negócio, documentação técnica, permissões, LGPD, testes e monitoramento contínuo.
Em resumo, integrações tornam o sistema mais robusto e adaptado à operação de escritórios e departamentos jurídicos. Elas concentram atividades em um fluxo mais organizado, reduzem retrabalho e apoiam decisões baseadas em dados, desde que o projeto tenha segurança e responsabilidade.
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Perguntas frequentes sobre integração de plataformas no PROJURIS ADV
Integração de plataformas no PROJURIS ADV é a conexão via API entre o software jurídico e outros sistemas. Ela permite consultar, enviar ou atualizar dados como processos, tarefas, pessoas e arquivos, mantendo a operação mais centralizada e com menos lançamentos manuais.
Integração de plataformas no PROJURIS ADV não fica liberada automaticamente em todos os planos. O recurso integra os planos Premium e pode depender de contratação adicional em outros modelos. A equipe comercial e técnica deve validar escopo, documentação e suporte antes do desenvolvimento.
Integração de plataformas no PROJURIS ADV pode envolver processos, andamentos, arquivos, pessoas, tarefas, atendimentos, auditoria e cadastros auxiliares. O uso depende dos endpoints disponíveis, das permissões do usuário e da finalidade definida pelo escritório para o tratamento dos dados.
Integração de plataformas no PROJURIS ADV não altera a interface principal do software. A API cria comunicação entre sistemas para troca de dados. Quem precisa mudar fluxos visuais, telas ou regras internas deve validar possibilidades específicas com suporte e produto.
Integração de plataformas no PROJURIS ADV exige finalidade definida, base legal, controle de acesso, segurança e registro das operações. A LGPD, especialmente os arts. 6º, 37, 46 e 48 da Lei 13.709/2018, orienta governança, prevenção e resposta a incidentes.
Integração de plataformas no PROJURIS ADV com a Law Vision usa API REST para extrair dados e alimentar relatórios de BI. O escritório deve informar usuário autorizado, permissões adequadas e domínio interno, além de validar quais informações serão usadas nos dashboards.
