Divulgar um escritório de advocacia é comunicar serviços jurídicos com caráter informativo, discreto e sóbrio, nos termos do art. 39 do Código de Ética e Disciplina da OAB e do Provimento 205/2021. Na prática, o advogado pode educar o público, mas não pode mercantilizar a profissão ou captar causas.
Uma estratégia ética de divulgação combina conteúdo jurídico, presença digital, identidade visual adequada, relacionamento profissional e controle de riscos. Antes de publicar anúncios, vídeos, cartões, posts ou páginas de serviço, o escritório precisa verificar se a comunicação informa, respeita a dignidade da advocacia e evita promessa de resultado.
Navegue por este conteúdo:
- Quais estratégias podem ser utilizadas para divulgar um escritório de advocacia?
- O que pode e o que não pode no marketing jurídico?
- 1 – Como divulgar um escritório de advocacia por meio da produção de conteúdo?
- 2 – Cartões de visita
- 3 – Identificação de marca
- 4 – Faça uma boa apresentação
- Como divulgar um escritório de advocacia na internet?
- Quais as vantagens de utilizar marketing jurídico?
Quais estratégias podem ser utilizadas para divulgar um escritório de advocacia?
As melhores estratégias para divulgar um escritório de advocacia são aquelas que demonstram autoridade técnica sem transformar o serviço jurídico em produto comum. O Provimento 205/2021 permite marketing jurídico informativo, inclusive em ambiente digital, desde que a mensagem não induza contratação imediata, não ofereça consulta gratuita indiscriminada e não prometa resultado.
O escritório pode investir em artigos, newsletters, eventos, vídeos explicativos, redes sociais, site institucional, cartões de visita, apresentações profissionais e relacionamento com empresas. O ponto de controle está na finalidade: a peça deve esclarecer dúvidas jurídicas, apresentar áreas de atuação e facilitar contato legítimo, não pressionar o público.
Trabalhar com marketing digital ajuda escritórios a organizar temas, medir alcance, mapear dúvidas frequentes e manter consistência editorial. Uma banca trabalhista, por exemplo, pode publicar conteúdo sobre prazos rescisórios, estabilidade gestante e acordos extrajudiciais, sempre sem afirmar que vencerá ações ou reduzirá passivos.
A estratégia também precisa respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018, quando o escritório coleta nomes, e-mails, telefones ou mensagens em formulários. O art. 7º da LGPD exige base legal para tratamento de dados, e o art. 18 garante direitos ao titular. Isso afeta landing pages, newsletters e fluxos de atendimento.
O que pode e o que não pode no marketing jurídico?
O marketing jurídico pode divulgar conhecimento, credenciais, áreas de atuação e canais de contato, mas não pode praticar captação indevida, mercantilização, autopromoção exagerada ou promessa de êxito. A base normativa reúne o Código de Ética da OAB, especialmente arts. 39 a 47, o Estatuto da Advocacia, Lei 8.906/1994, e o Provimento 205/2021.
O art. 39 do Código de Ética exige caráter meramente informativo, discrição e sobriedade. O art. 40 restringe práticas incompatíveis, como publicidade por rádio, cinema e televisão em moldes comerciais, uso de outdoors, inscrições em muros e divulgação conjunta com atividade estranha à advocacia. O Provimento 205/2021 atualizou a interpretação para meios digitais.
O advogado pode manter site, publicar conteúdo jurídico, usar impulsionamento moderado, participar de lives educativas, enviar newsletter para base autorizada e apresentar currículo profissional. Também pode informar títulos acadêmicos, áreas de atuação, endereço, telefone, e-mail, idioma de atendimento e canais digitais, desde que a informação corresponda à realidade.
O advogado não deve divulgar valores de honorários como chamariz, oferecer consulta gratuita em massa, usar expressões como causa ganha, divulgar comparação depreciativa com colegas, expor clientes sem autorização ou apresentar volume de ações como prova de superioridade. O art. 34, IV, da Lei 8.906/1994 trata a captação de causas como infração disciplinar.
As consequências podem incluir processo disciplinar na OAB, censura, suspensão, exclusão ou multa, conforme o art. 35 da Lei 8.906/1994. Na prática, os Tribunais de Ética e Disciplina da OAB costumam avaliar contexto, alcance, intenção, reincidência e potencial de captação. Por isso, conhecer formas éticas de conquistar novos clientes na advocacia reduz riscos.
Como divulgar um escritório de advocacia por meio da produção de conteúdo?
A produção de conteúdo funciona melhor quando parte de dúvidas reais do público atendido pelo escritório. Uma área cível pode explicar prescrição, danos morais, contratos e cobrança. Uma área empresarial pode tratar de acordo de sócios, recuperação de crédito, LGPD e compliance. O conteúdo deve orientar, não substituir consulta individual.
O procedimento recomendado começa pela escolha de temas ligados às áreas de atuação. Depois, o escritório valida a base legal, cita artigos aplicáveis e revisa a linguagem para evitar promessa de resultado. Em seguida, publica o material em blog, rede social ou newsletter e mantém registro da versão divulgada para controle interno.
Um exemplo seguro: em vez de publicar ganhe indenização por negativação indevida, prefira explicar quando a negativação pode gerar reparação, citando os arts. 186 e 927 do Código Civil, Lei 10.406/2002. A segunda abordagem informa critérios jurídicos, preserva a análise do caso concreto e evita captação baseada em expectativa de ganho.
Também convém revisar posts antigos quando a lei muda. Conteúdo sobre divórcio, inventário, proteção de dados, contratos digitais ou processo eletrônico pode perder precisão com alterações legislativas e entendimentos dos tribunais. Até 2025, o Provimento 205/2021 permanece como referência central de publicidade jurídica no âmbito da OAB.
Como usar cartões de visita sem violar a ética da OAB?
O cartão de visita continua útil para divulgar um escritório de advocacia em reuniões, eventos acadêmicos, encontros empresariais e atividades institucionais. O material deve informar com sobriedade, sem frases persuasivas, descontos, promessas, selos sem lastro ou chamadas típicas de varejo. A peça precisa funcionar como identificação profissional.
Um cartão adequado pode conter nome do advogado, número de inscrição na OAB, nome do escritório, áreas de atuação, endereço, telefone, e-mail, site e QR code para página institucional. Títulos como mestre, doutor ou professor podem aparecer quando correspondem a qualificações reais e verificáveis.
Evite excesso de cores, slogans agressivos, imagens de dinheiro, balanças com apelo sensacionalista e expressões de urgência. Também não distribua cartões de forma indiscriminada em fóruns, hospitais, delegacias ou locais de vulnerabilidade do público. Esse comportamento pode caracterizar captação indevida, especialmente quando ligado a um conflito jurídico específico.
Como criar identificação de marca para escritório de advocacia?
A marca de um escritório jurídico deve transmitir organização, clareza e confiabilidade sem exageros publicitários. Nome, logotipo, tipografia, cores e tom de comunicação ajudam o público a reconhecer a banca, mas não podem sugerir superioridade absoluta, garantia de êxito ou especialidade inexistente.
Na prática, a identidade visual precisa aparecer de modo consistente no site, nas redes sociais, em propostas, assinaturas de e-mail, apresentações e materiais impressos. Um escritório boutique pode optar por linguagem técnica e visual minimalista. Uma banca full service pode organizar áreas de atuação por setores econômicos, como tecnologia, saúde, varejo e indústria.
Também é prudente verificar disponibilidade de nome empresarial, domínio de internet e marcas perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Embora registro marcário não substitua as regras da OAB, ele reduz conflitos com terceiros e evita retrabalho. A comunicação jurídica deve unir diferenciação visual e cautela ética.
Como fazer uma boa apresentação institucional?
A apresentação institucional mostra quem integra o escritório, quais áreas recebem atendimento, quais experiências são relevantes e quais canais de contato estão disponíveis. Ela não deve listar clientes sem autorização, divulgar casos sigilosos, expor valores de honorários como oferta ou prometer resultados em litígios.
Um bom material contém breve histórico, perfis profissionais, inscrição na OAB, formação acadêmica, idiomas, publicações, atuação consultiva e contenciosa, setores atendidos e metodologia de trabalho. Para empresas, a apresentação pode explicar fluxo de diagnóstico jurídico, análise documental, matriz de riscos e rotina de relatórios.
Quando o escritório realiza prospecção ativa, o cuidado aumenta. O contato deve ser dirigido, pertinente e respeitoso. Enviar mensagens em massa para pessoas com problema jurídico evidente, como vítimas de acidente recém-noticiado, pode gerar questionamento ético. O art. 7º da LGPD também exige atenção quando a base de contatos contém dados pessoais.
Como divulgar um escritório de advocacia na internet?
Para divulgar um escritório de advocacia na internet, crie uma presença institucional clara, publique conteúdo informativo, respeite a LGPD e revise cada chamada antes da divulgação. Site, blog, redes sociais, vídeos, newsletter e anúncios podem coexistir, desde que a comunicação preserve discrição, sobriedade e finalidade educativa.
O primeiro passo é construir um site do escritório de advocacia com páginas de áreas de atuação, biografias, endereço, políticas de privacidade e canais de contato. A página inicial deve explicar o que o escritório faz, para quem atua e como agenda atendimentos, sem prometer vitória.
Em seguida, organize um calendário editorial. Liste dúvidas frequentes de clientes, decisões legislativas relevantes e temas recorrentes em contratos, processos ou consultorias. Cada publicação deve ter título objetivo, base legal, linguagem acessível e aviso de que o conteúdo tem caráter informativo. Essa estrutura melhora SEO, AEO e compreensão por sistemas de IA.
Nas redes sociais, prefira posts educativos, comentários técnicos sobre mudanças legislativas, bastidores institucionais moderados e convites para eventos jurídicos. Evite exposição de audiência, prints de processos, comemoração de condenações, divulgação de honorários promocionais ou depoimentos de clientes em formato de prova social, pois esses elementos podem comprometer sigilo e sobriedade.
O Provimento 205/2021 admite o uso de tecnologia e canais digitais, mas a publicidade ativa deve observar limites éticos. Impulsionar um artigo sobre reforma tributária tende a ser mais seguro do que impulsionar uma chamada direta para ajuizamento imediato. A análise depende do texto, segmentação, imagem, público e contexto.
Também revise formulários de contato. Se o site coleta dados, informe finalidade, canal do encarregado quando aplicável e política de privacidade. O art. 19 da LGPD prevê que a confirmação de existência ou acesso a dados ocorra em formato simplificado de modo imediato ou por declaração clara em até 15 dias, conforme o caso.
Quais as vantagens de utilizar marketing jurídico?
O marketing jurídico ajuda o escritório a ser encontrado por pessoas e empresas que buscam informação qualificada, sem depender apenas de indicações. Quando respeita a OAB, ele fortalece reputação, melhora a comunicação com o mercado, educa potenciais clientes e organiza o posicionamento técnico da banca.
A primeira vantagem é a autoridade. Conteúdos consistentes sobre temas específicos mostram domínio técnico e ajudam o público a compreender problemas antes de contratar. A segunda é a previsibilidade comercial: o escritório passa a conhecer quais temas geram contatos, quais canais funcionam e quais dúvidas exigem novos materiais.
A terceira vantagem é a redução de ruído no atendimento. Quando o cliente lê uma explicação prévia sobre documentos, prazos, custos processuais e riscos, a reunião se torna mais objetiva. Isso favorece propostas de honorários claras e alinha expectativas, inclusive sobre a impossibilidade ética de garantir resultado.
A quarta vantagem está na governança. Ao definir regras internas de publicidade na advocacia, o escritório padroniza aprovações, evita publicações improvisadas e reduz exposição disciplinar. Um fluxo simples inclui pauta, redação, revisão técnica, revisão ética, aprovação e arquivamento.
Este texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.
Perguntas frequentes sobre divulgar um escritório de advocacia
Divulgar um escritório de advocacia dentro das regras da OAB exige comunicação informativa, discreta e sóbria. O advogado pode publicar conteúdos, manter site, participar de eventos e divulgar contatos, mas deve evitar promessa de resultado, captação indevida, mercantilização e oferta ostensiva de serviços.
Divulgar um escritório de advocacia nas redes sociais é possível quando o anúncio mantém caráter informativo e respeita o Provimento 205/2021. Posts educativos, vídeos explicativos e divulgação institucional tendem a ser admitidos. Chamadas com urgência comercial, descontos, garantia de êxito ou abordagem de vítimas devem ser evitadas.
Divulgar um escritório de advocacia com impulsionamento pode ser compatível com a ética quando a peça promove conteúdo jurídico informativo, sem captação agressiva. O risco aumenta quando o anúncio segmenta pessoas vulneráveis, oferece consulta gratuita indiscriminada, divulga preço ou sugere que o escritório resolve qualquer caso.
Divulgar um escritório de advocacia com propaganda que promete causa ganha, compara colegas, exibe honorários promocionais, explora sofrimento alheio ou usa depoimentos sensacionalistas pode violar a OAB. Também exigem cautela imagens de clientes, prints de processos, dados sigilosos e conteúdos que transformem a advocacia em comércio.
Divulgar um escritório de advocacia por site profissional é prática aceita quando o conteúdo informa áreas de atuação, equipe, endereço, artigos e contatos. O site deve evitar promessas, rankings sem critério, ofertas comerciais e linguagem apelativa. Também precisa observar a LGPD se coletar dados pessoais.
Divulgar um escritório de advocacia de forma irregular pode gerar processo disciplinar na OAB. Conforme o art. 35 da Lei 8.906/1994, as sanções incluem censura, suspensão, exclusão e multa. A apuração considera conduta, gravidade, reincidência, alcance da publicidade e possível captação indevida.
Como divulgar um escritório de advocacia com segurança ética?
Para divulgar um escritório de advocacia com segurança, trate o marketing como atividade jurídica sujeita a revisão técnica. Defina diretrizes internas, consulte o Código de Ética, aplique o Provimento 205/2021, preserve sigilo profissional e documente aprovações. A comunicação deve informar o público e proteger a reputação da banca.
Um checklist prático ajuda antes de publicar: a peça informa sem prometer? A base legal está correta? Há dado pessoal ou caso sigiloso? O tom preserva sobriedade? A chamada evita urgência comercial? O canal respeita consentimento e LGPD? Se qualquer resposta gerar dúvida, revise antes da divulgação.
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Hoje em dia, o mercado é completamente digital, cada vez mais as pessoas permanecem conectadas, e isso se tornou ainda mais efetivo com os avanços relacionados à tecnologia móvel, que popularizou o uso de smartphones.
Com isso, a maioria das pessoas tem um potencial enorme de produção e permite que você utilize seus resultados com mais qualidade.
Para um bom empreendedor, que entende a necessidade de conquistar novos públicos, é importante saber lidar com esse tipo de divulgação.
O advogado é um profissional liberal, isso significa que, ainda que seu foco principal seja sua área de atuação, é importante ter uma veia empreendedora. Isso porque, seu escritório de advocacia depende de uma série de ações fundamentais para esse tipo de trabalho.
Conseguir manter toda a infraestrutura de seu trabalho em funcionamento é importante para que você possa ter mais tranquilidade em suas ações.
Dessa forma, você consegue divulgar seu escritório dentro das regras da OAB e consegue garantir mais clientes.