Produtividade na advocacia não depende só de trabalhar mais rápido. Depende de quanto da operação do escritório ainda passa pelas mãos do sócio. O case da Meirelles Ramos Advocacia, apresentado no Projuris Summit 2026, mostra como mudar isso com um software jurídico central e agentes de IA no WhatsApp.
Durante às férias de janeiro, Melina Ramos decidiu tirar uma sexta-feira para levar a filha mais velha, então com 4 anos, ao Parque da Mônica. Deixou tudo organizado e saiu convicta de que aquele dia seria das duas.
Não foi. O celular não parou: mensagens da equipe, avisos, clientes e um acordo que precisava de revisão. Melina, que tem labirintite, acabou revisando o acordo em cima do carrossel. Dá para imaginar como terminou a volta.
Foi ali que ela entendeu o que precisava mudar. Nas palavras dela: “O escritório dependia de mim até quando eu não estava lá.”
Melina é advogada, sócia da Meirelles Ramos Advocacia há nove anos e mãe de duas filhas pequenas. No Projuris Summit 2026, ela contou como mudou essa realidade. Hoje, a controladoria jurídica que ocupava a manhã inteira termina por volta das 8h20. Neste artigo, mostramos o caminho que ela percorreu e o que ele ensina sobre produtividade na advocacia para quem comanda um escritório.
Gestão de escritório de advocacia: quando o operacional engole o estratégico
Melina abriu o escritório para advogar. Queria estar perto dos empresários e dos departamentos jurídicos dos clientes, participar da estratégia e da tomada de decisão. Na prática, passava a maior parte do tempo no operacional.
A rotina começava uma hora antes do expediente, dedicada à controladoria e às tarefas operacionais. Muitas vezes, terminava só às 14h, sem almoço. Ela fazia muita coisa ao longo da manhã, mas ia embora com a sensação de não ter feito o trabalho intelectual do direito, aquele que, para ela, era o trabalho de verdade.
Parte do problema estava na forma como a informação circulava. Pedidos de clientes e avisos da equipe chegavam pelo WhatsApp. Solicitações e contratos, por e-mail. O que surgia em reuniões e telefonemas ia para o caderno ou para um post-it. E muita coisa ficava apenas na memória da sócia.
“Informação que depende de memória não é processo. É esperança”, resume Melina.
O efeito chegava aos clientes. Os relatórios processuais, que eram semanais, passaram a quinzenais, depois a mensais, até deixarem de existir. Um serviço oferecido deixou de ser entregue, não por falta de cuidado, mas por falta de tempo.
Tecnologia não faltava. O escritório já usava ChatGPT, Claude, Outlook e planilhas. Mas as ferramentas não conversavam entre si, e quem fazia a integração entre elas era a própria sócia.
Software jurídico como sistema central: por que o Projuris ADV?
A mudança começou com uma constatação honesta. Melina se descreve como uma pessoa desorganizada, para quem abrir um sistema, cadastrar dados e copiar respostas de e-mail é um martírio. Em vez de tentar se encaixar numa rotina que nunca funcionaria para ela, inverteu a lógica:
“Eu não preciso de uma operação que funcione para uma Melina ideal, porque ela nem existe. Eu preciso de uma operação que funcione para a Melina real.”
O primeiro passo foi definir um sistema central para a gestão do escritório de advocacia. A escolha pelo Projuris ADV veio pela forma como as informações são apresentadas, pela interface e, principalmente, pela API liberada. Segundo Melina, essa combinação tornou a decisão praticamente inevitável.
A API foi o ponto de virada. Com ela, o software jurídico deixou de ser apenas um lugar onde a sócia precisava entrar para registrar tudo à mão. Passou a ser a base onde as informações ficam organizadas, enquanto a conversa acontece no canal que ela já usa o dia inteiro: o WhatsApp.
IA na advocacia na prática: agentes no WhatsApp integrados ao Projuris ADV
O desenho é simples. De um lado, o escritório. Do outro, o Projuris ADV como sistema central. No meio, conectados via API, três agentes de IA que conversam com a sócia em grupos de WhatsApp. Cada um cuida de uma frente da operação.
Sofia: controladoria jurídica pelo WhatsApp
Às 8h, Sofia envia o resumo do dia com os andamentos já classificados. Melina responde “Começar” quando estiver pronta, seja às 8h ou depois do café. Os casos chegam um por vez, e o próximo só aparece quando ela decide o anterior.
As reações do WhatsApp viraram atalho. Um joinha grava prazo, comentário ou tarefa no Projuris. “Quando eu dou um joinha, isso poucas vezes significa que eu gostei daquela decisão judicial. Significa que é para gravar”, conta Melina.
Julia: demandas que viram tarefas
As demandas que chegam por WhatsApp ou e-mail passam pela análise de Julia. Melina aprova ou descarta com uma reação ou um áudio, e as aprovadas viram tarefas no Projuris. Julia também gera distratos, aditivos e contratos padrão, e funciona em horário comercial.
Maria: financeiro por conversa
Maria cadastra pagamentos, emite boletos depois que a sócia confere os dados e informa as contas a pagar e a receber. Tudo fica registrado no Projuris.
A IA opera, a sócia decide
Esse é o princípio que sustenta o modelo: nenhuma ação é gravada sem a aprovação de Melina. Aqui, a IA na advocacia não substitui o julgamento da advogada. Ela organiza, classifica e prepara, para que cada decisão chegue pronta para ser tomada.
Resultados: 90% menos tempo na controladoria jurídica
O ganho mais visível está na controladoria jurídica. A rotina diária, que podia chegar até as 14h, hoje termina por volta das 8h20. É uma redução de cerca de 90% no tempo dedicado a revisar e registrar andamentos.
E isso num escritório com volume considerável: mais de 75 CNPJs atendidos de forma recorrente, mais de 30 clientes pontuais e mais de 450 processos ativos. Tudo com uma equipe enxuta.
O resultado que mais importa para Melina, porém, não cabe em planilha. Em 2026, ela viajou para a neve no Chile com as duas filhas. Foi a primeira vez em quase dez anos que o escritório não foi junto na mala.
Como aumentar a produtividade na advocacia: 5 lições do case
Nem todo escritório vai replicar exatamente o modelo da Meirelles Ramos. Mas alguns princípios valem para qualquer sócio que queira mais produtividade na advocacia.
- Comece pela dor, não pela ferramenta. Antes de escolher uma IA, entenda o que mais consome o seu tempo e o que impede o escritório de crescer.
- Tenha um sistema central. Informação espalhada entre WhatsApp, e-mail e caderno depende de alguém para ser juntada. Um software jurídico como base resolve isso.
- Prefira tecnologia que se conecta. Uma API aberta permite levar o sistema até o canal onde a rotina já acontece, em vez de exigir que tudo passe por uma tela.
- Desenhe a operação para a pessoa real. Processos que dependem de disciplina perfeita tendem a falhar. Processos que se adaptam ao jeito de trabalhar de quem decide tendem a durar.
- Mantenha a decisão humana. A tecnologia executa; a advogada decide. É isso que dá segurança para delegar o operacional.
Se o seu escritório ainda depende de você até quando você não está lá, vale olhar para a operação com outros olhos. Estamos aqui para ajudar você a melhorara a sua produtividade na advocacia.
Conheça o Projuris ADV e veja como um sistema central, com API liberada, pode devolver ao seu escritório tempo para advogar.
Perguntas frequentes sobre produtividade na advocacia
O primeiro passo é tirar a operação das mãos do sócio. Isso envolve centralizar as informações em um software jurídico, automatizar tarefas repetitivas e manter as decisões com o advogado. No case da Meirelles Ramos, essa combinação reduziu em cerca de 90% o tempo da controladoria diária.
Controladoria jurídica é a área que acompanha andamentos, publicações e prazos dos processos do escritório. Ela garante que cada movimentação seja lida, registrada e transformada em prazo ou tarefa no momento certo. Em escritórios menores, essa função costuma ficar com o próprio sócio.
A IA pode classificar, organizar e preparar as informações, deixando a decisão final com o advogado. Na Meirelles Ramos, nenhuma ação é gravada no Projuris sem a aprovação da sócia. A IA opera, a advogada decide.
No case apresentado, três frentes passaram a funcionar por conversa: a controladoria jurídica, com andamentos classificados e prazos gravados; a operação, com demandas que viram tarefas e geração de contratos padrão; e o financeiro, com cadastro de pagamentos, emissão de boletos e controle de contas.