Gestão de Escritórios no ProJuris Empresas: guia

Veja como a Gestão de Escritórios organiza contratos, cobranças, custas, honorários e relatórios no departamento jurídico.

user Tiago Fachini calendar--v1 13 de setembro de 2016 connection-sync 11 de agosto de 2026

Gestão de Escritórios é o controle documentado de escritórios jurídicos terceirizados, contratos, cobranças, custas, honorários e dados de processos, em conformidade com o art. 6º, X, da Lei 13.709/2018. Na prática, ela reduz riscos financeiros, melhora a prestação de contas e organiza a gestão do contencioso.

O ProJuris Empresas possui um módulo voltado à gestão de escritórios terceirizados. A solução permite registrar dados dos escritórios contratados, acompanhar cobranças e adiantamentos, controlar valores de custas e honorários e documentar a forma de contrato definida entre empresa e prestador.

Como funciona o módulo Gestão de Escritórios no ProJuris Empresas?

O módulo Gestão de Escritórios centraliza informações cadastrais, financeiras e operacionais dos escritórios parceiros do departamento jurídico. Ele conecta escritório, contrato, processo, cobrança, centro de custo e status de pagamento, criando uma trilha de controle útil para auditorias internas, reuniões estratégicas e acompanhamento da carteira contenciosa.

Em vez de manter planilhas separadas, e-mails dispersos e comprovantes em pastas locais, o departamento jurídico registra os dados em um fluxo único. Isso facilita a conferência de pagamentos, a validação de notas, a comparação entre previsão e realizado e a identificação de divergências antes que elas afetem o orçamento jurídico.

O cadastro pode reunir razão social, CNPJ, responsáveis, contatos, áreas de atuação, regiões atendidas, regras de cobrança e observações contratuais. Para empresas com alto volume de ações trabalhistas, cíveis, tributárias ou consumeristas, essa organização evita dúvidas sobre quem conduz cada demanda e quais custos já foram aprovados.

Esse controle também apoia a governança prevista no art. 50 da Lei 10.406/2002, o Código Civil, quando a empresa precisa demonstrar separação patrimonial, regularidade documental e decisões administrativas rastreáveis. Embora o artigo trate da desconsideração da personalidade jurídica, a documentação organizada reduz exposição em discussões societárias e de compliance.

Por que centralizar a gestão de escritórios terceirizados?

Centralizar a gestão de escritórios terceirizados permite que o jurídico acompanhe prazos, custos, responsabilidades e resultados com menor dependência de controles paralelos. A empresa ganha visão consolidada do contencioso, melhora a previsibilidade orçamentária e reduz falhas ligadas a pagamentos duplicados, cobranças sem aprovação ou contratos desatualizados.

A terceirização jurídica exige controle porque o escritório externo atua com informações sensíveis da empresa, dados pessoais de partes e documentos estratégicos. A Lei 13.709/2018, em seus arts. 6º, 46 e 50, exige segurança, prevenção e governança no tratamento de dados pessoais. O contratante deve demonstrar medidas técnicas e administrativas compatíveis com o risco.

Além disso, o art. 82 do CPC, Lei 13.105/2015, determina que as partes antecipem o pagamento das despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo. O art. 84 do mesmo diploma inclui custas, indenizações de viagem, remuneração de assistente técnico e outras despesas processuais. Sem controle, o jurídico perde clareza sobre valores provisionados.

Na rotina empresarial, um único processo pode gerar custas iniciais, preparo recursal, diligências, honorários periciais, deslocamentos, cópias, taxas administrativas e honorários contratuais. A Gestão de Escritórios organiza essas rubricas por processo, escritório, unidade de negócio e centro de custo, permitindo que finanças e jurídico trabalhem com a mesma base.

Quando a organização possui diversas filiais ou carteiras regionais, a centralização também revela diferenças de performance. O gestor pode comparar volume de processos por escritório, valores médios por fase, cobranças pendentes, aprovações em atraso e despesas concentradas em determinada localidade.

Quais controles financeiros o módulo oferece?

O módulo organiza cobranças, adiantamentos, custas, honorários, despesas por centro de custo e status de pagamento. Essa visão reduz retrabalho entre jurídico e financeiro, pois cada lançamento pode ser classificado, aprovado, acompanhado e relacionado ao escritório ou processo correspondente.

O módulo libera relatórios prontos como Listagem de escritórios, com informações básicas dos cadastrados, e Detalhado de gestão de escritórios, com dados completos para reuniões estratégicas. Esses relatórios ajudam o gestor a verificar contratos ativos, escritórios mais demandados, obrigações financeiras e pontos que precisam de renegociação.

Também há relatórios de Cobranças aguardando aprovação, Cobranças aprovadas, Cobranças pendentes, Custas, Honorários e Despesas por centro de custo. A estrutura facilita o controle financeiro das terceirizações e aproxima o jurídico das práticas de orçamento corporativo.

Os status de pagamento tornam a operação mais visível: Previsão, em cinza; Pendente, em vermelho; Pago, em verde; Em Aprovação de Pagamento, em amarelo; Pagamento Reprovado, em preto; Pagamento Cancelado, em laranja; e Rateio Incompleto, em azul.

Um exemplo prático ocorre quando um escritório envia cobrança mensal de honorários fixos e, no mesmo período, solicita reembolso de custas de preparo recursal. O gestor pode registrar a cobrança recorrente, associar a despesa ao processo específico, indicar o centro de custo e encaminhar a aprovação apenas do que contém documentação suficiente.

Como cadastrar a forma de contrato do escritório?

A aba forma de contrato registra o modelo de prestação jurídica contratado, vinculando remuneração, quantidade de processos e periodicidade de pagamento. Esse cadastro reduz interpretações divergentes e cria uma referência objetiva para conferir notas, reembolsos, adiantamentos e limites previstos no acordo comercial.

Quando usar a modalidade Mensal por item?

A modalidade Mensal por item atende contratos em que a empresa paga valor fixo mensal dentro da cobrança do mês e ano. Ela costuma servir para carteiras recorrentes, como contencioso de massa, consultoria operacional ou acompanhamento contínuo de demandas padronizadas.

Quando usar a modalidade Único e limitado?

A modalidade Único e limitado registra pagamento único para determinada quantidade de processos, definida no campo Quantidade. Ela ajuda quando a empresa contrata um pacote específico, por exemplo, a defesa de vinte ações semelhantes ou a condução de uma carteira encerrável.

Quando usar a modalidade Único, limitado e mensal?

A modalidade Único, limitado e mensal combina pagamento mensal com quantidade delimitada de processos. O modelo funciona quando o escritório acompanha uma carteira recorrente, mas o contrato estabelece teto de volume. Se a quantidade ultrapassa o limite, o jurídico pode avaliar aditivo, renegociação ou nova distribuição.

Quando usar a modalidade Por registro ou item?

A modalidade Por registro/item prevê valor fixo único por processo ou registro. Ela traz clareza para demandas pontuais, como elaboração de parecer específico, audiência isolada, diligência local ou defesa em processo sem recorrência contratual.

O art. 22 da Lei 8.906/1994, Estatuto da Advocacia, reconhece o direito do advogado aos honorários convencionados, arbitrados judicialmente e de sucumbência. Por isso, o contrato com o escritório deve separar honorários contratuais, despesas reembolsáveis e eventual tratamento de honorários sucumbenciais, evitando conflito contábil e operacional.

Como relacionar processos aos escritórios responsáveis?

Relacionar cada processo ao escritório responsável cria rastreabilidade entre demanda judicial, prestação de serviço e cobrança. No ProJuris Empresas, esse vínculo ocorre no módulo de Processos, na aba Informações Financeiras, permitindo acompanhar custos e responsabilidades a partir da própria ficha do caso.

Esse vínculo ajuda o gestor a responder perguntas recorrentes: qual escritório conduz a ação, quais valores já foram pagos, quais custas permanecem pendentes, quais processos compõem determinada cobrança e qual unidade interna suporta a despesa. A resposta deixa de depender de busca manual em mensagens antigas.

Em um contencioso trabalhista, por exemplo, o processo pode envolver custas, depósito recursal, honorários periciais e honorários do escritório. Ao atrelar o processo ao prestador, o departamento identifica se a cobrança corresponde a atos efetivamente praticados e se o valor segue a forma contratual cadastrada.

A rastreabilidade também contribui para provisões. O CPC, Lei 13.105/2015, regula os honorários de sucumbência no art. 85. A Corte Especial do STJ, no Tema Repetitivo 1.076, fixou orientação sobre a aplicação excepcional da equidade nos honorários, nos limites do art. 85, §8º. O controle por processo auxilia estimativas responsáveis.

Quais relatórios ajudam em reuniões estratégicas?

Os relatórios do módulo transformam dados de escritórios, cobranças, custas e honorários em informações acionáveis para o gestor jurídico. Eles apoiam reuniões com diretoria, financeiro, controladoria e escritórios externos, pois mostram volume, valores, pendências, aprovações e despesas por centro de custo.

A Listagem de escritórios oferece uma visão cadastral para verificar quais prestadores estão ativos, quais precisam de atualização contratual e quais atendem determinadas áreas. Já o relatório Detalhado de gestão de escritórios reúne informações amplas para análise de carteira, negociação e acompanhamento de performance.

Relatórios de cobranças aguardando aprovação ajudam a evitar atrasos e juros contratuais. Relatórios de cobranças aprovadas e pagas auxiliam conciliação com financeiro. Relatórios de pendências mostram gargalos de documentação, notas fiscais incompletas ou rateios sem fechamento.

Como já ocorre no ProJuris Empresas, o usuário também pode criar relatórios personalizados com informações específicas do módulo. Essa flexibilidade serve para empresas que precisam separar despesas por marca, região, filial, tipo de ação, escritório, natureza do pagamento ou fase processual.

Como implementar a Gestão de Escritórios passo a passo?

A implementação da Gestão de Escritórios deve começar por saneamento cadastral, padronização contratual e definição de responsáveis internos. Depois, a equipe registra escritórios, formas de contrato, centros de custo, processos vinculados, fluxos de aprovação e relatórios de acompanhamento.

  1. Mapeie os escritórios ativos: reúna CNPJ, contratos, responsáveis, áreas atendidas, regiões, contatos e regras de cobrança.
  2. Revise os contratos: identifique honorários fixos, variáveis, êxito, reembolso de custas, limites de volume e regras de reajuste.
  3. Defina centros de custo: alinhe jurídico, financeiro e controladoria para classificar despesas por unidade de negócio ou carteira.
  4. Cadastre as formas de contrato: escolha entre mensal por item, único e limitado, único limitado e mensal ou por registro/item.
  5. Vincule processos: associe cada demanda ao escritório responsável na aba de informações financeiras.
  6. Crie fluxo de aprovação: estabeleça quem valida documentação, quem aprova pagamento e quem trata divergências.
  7. Acompanhe relatórios: monitore pendências, pagamentos, custas, honorários e despesas por centro de custo em rotina definida.

Na etapa de revisão contratual, convém observar o art. 421-A do Código Civil, incluído pela Lei 13.874/2019, que reforça a presunção de paridade e simetria nos contratos civis e empresariais. Cláusulas claras sobre pagamento, escopo e responsabilidade reduzem discussões posteriores.

Quais cuidados jurídicos e de compliance devem orientar o controle?

O controle de escritórios terceirizados deve combinar regras contratuais, proteção de dados, governança financeira e evidências de aprovação. A empresa precisa demonstrar quem acessa informações processuais, quem autoriza despesas, como conserva documentos e quais critérios usa para contratar ou substituir prestadores.

A LGPD, Lei 13.709/2018, exige bases legais adequadas, segurança e prevenção. Em muitos casos, escritórios externos tratam dados pessoais de empregados, consumidores, representantes, fornecedores e testemunhas. O contrato deve prever confidencialidade, medidas de segurança, comunicação de incidentes e responsabilidades pela documentação compartilhada.

O art. 42 da LGPD trata da responsabilidade por dano patrimonial, moral, individual ou coletivo decorrente de violação à legislação de proteção de dados. Já o art. 46 exige medidas de segurança técnicas e administrativas. Registrar acessos, documentos, aprovações e responsáveis ajuda a comprovar diligência.

No campo financeiro, o gestor deve separar custas processuais de honorários advocatícios. Custas derivam de atos processuais e seguem regras dos tribunais e do CPC. Honorários contratuais decorrem do acordo com o escritório. Honorários sucumbenciais seguem o art. 85 do CPC e podem exigir tratamento contábil próprio conforme política da empresa.

Também convém manter critérios objetivos de distribuição de demandas. A ausência de critérios pode gerar concentração excessiva, dependência operacional e dificuldade de substituição. Indicadores como prazo de resposta, qualidade de peças, custo médio por carteira, êxito em acordos e aderência a prazos internos tornam a gestão mais transparente.

Quando o módulo Gestão de Escritórios gera mais valor?

O módulo gera mais valor quando o departamento jurídico administra múltiplos escritórios, alto volume de processos ou orçamento jurídico relevante. Nessas situações, a dispersão de informações compromete previsões financeiras, aprovações, rateios, auditorias e avaliação de desempenho dos prestadores.

Empresas com contencioso de massa usam a solução para controlar grande quantidade de cobranças e escritórios regionais. Companhias com contencioso estratégico usam para rastrear custos de casos relevantes, honorários especializados e decisões de contratação. Departamentos consultivos usam para organizar pareceres, projetos societários, contratos e diligências externas.

A Gestão de Escritórios também apoia transições de prestadores. Quando a empresa substitui um escritório, o histórico de processos, valores pagos, pendências e documentos reduz risco de perda de informação. Isso protege prazos, preserva memória institucional e facilita a continuidade da estratégia jurídica.

Para conhecer a aplicação na operação da sua empresa, Agende uma demonstração do ProJuris agora mesmo!

Perguntas frequentes sobre Gestão de Escritórios

O que é Gestão de Escritórios no departamento jurídico?

Gestão de Escritórios é o controle de escritórios terceirizados, contratos, processos, cobranças, custas e honorários. No departamento jurídico, ela organiza responsabilidades e fornece dados para aprovar pagamentos, acompanhar desempenho e demonstrar governança perante diretoria, financeiro, auditoria e controladoria.

Para que serve um módulo de Gestão de Escritórios?

Gestão de Escritórios serve para centralizar informações dos prestadores jurídicos externos e conectar essas informações aos processos e pagamentos. O módulo reduz controles paralelos, melhora a previsibilidade orçamentária, apoia aprovações internas e facilita relatórios sobre custas, honorários e despesas por centro de custo.

Como controlar honorários de escritórios terceirizados?

Gestão de Escritórios controla honorários ao cadastrar a forma de contrato, registrar cobranças, vincular valores aos processos e acompanhar status de aprovação. O art. 22 da Lei 8.906/1994 reconhece honorários convencionados, arbitrados e sucumbenciais, o que exige classificação financeira clara.

Como controlar custas processuais pagas por escritórios externos?

Gestão de Escritórios controla custas quando registra cada despesa, associa o valor ao processo e exige documentação para aprovação. O art. 82 do CPC, Lei 13.105/2015, trata da antecipação das despesas processuais, e o art. 84 define o alcance dessas despesas.

Quais relatórios ajudam na gestão de escritórios de advocacia?

Gestão de Escritórios usa relatórios de listagem de escritórios, detalhamento cadastral, cobranças aguardando aprovação, cobranças aprovadas, cobranças pendentes, custas, honorários e despesas por centro de custo. Esses relatórios apoiam reuniões estratégicas e ajudam a identificar gargalos financeiros ou operacionais.

A gestão de escritórios terceirizados envolve LGPD?

Gestão de Escritórios envolve LGPD quando escritórios externos tratam dados pessoais de partes, empregados, consumidores ou testemunhas. A Lei 13.709/2018 exige segurança, prevenção e prestação de contas, especialmente nos arts. 6º, X, 46 e 50, conforme o risco da operação.

Como concluir a organização da Gestão de Escritórios?

A Gestão de Escritórios transforma a relação com prestadores jurídicos em um fluxo controlado, auditável e alinhado ao orçamento. Ao registrar contratos, cobranças, custas, honorários, processos e relatórios em um único ambiente, o departamento jurídico reduz dispersão de dados e toma decisões com base em evidências.

Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

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