Qual a melhor plataforma de mediação para empresas?

Uma plataforma de mediação é usada por empresas que querem resolver disputas seja consumerista, trabalhista ou com outras partes envolvidas.

user Tiago Fachini calendar--v1 27 de agosto de 2024 connection-sync 9 de junho de 2026

Plataforma de mediação é o software que apoia empresas na condução organizada de conflitos e acordos, vinculando-se à mediação definida no art. 1º, parágrafo único, da Lei 13.140/2015. Na prática, ela reduz dispersão de informações, registra tratativas e ajuda o jurídico a agir antes da judicialização.

Empresas enfrentam conflitos consumeristas, trabalhistas, societários, contratuais e disputas já judicializadas. A mediação oferece um caminho cooperativo, com intervenção de terceira pessoa imparcial, para reconstruir o diálogo e permitir soluções consensuais sem retirar das partes a autonomia decisória.

Esse método difere da conciliação porque prioriza a comunicação e a compreensão dos interesses. A conciliação costuma trabalhar com propostas mais diretas de acordo. Mesmo assim, a mediação pode resultar em acordo, especialmente quando o departamento jurídico usa tecnologia para organizar contatos, histórico e propostas.

Quando a empresa tem uma disputa, dentro ou fora de um processo, o mediador facilita a comunicação entre as partes. Se a empresa pretende evitar um novo processo ou encerrar uma ação em curso, a fase de acordo ganha relevância operacional e jurídica.

As plataformas centralizam canais, localizam partes, registram conversas, apoiam notificações e monitoram reclamações. O Projuris Acordos também utiliza inteligência artificial e automações para respostas iniciais em casos adequados, sempre com revisão humana quando a demanda exigir análise jurídica individualizada.

O que é mediação?

A mediação é método autocompositivo de solução de conflitos em que um terceiro imparcial ajuda as partes a restabelecer o diálogo e construir uma solução consensual. A base legal está na Lei 13.140/2015, no CPC, Lei 13.105/2015, e na Resolução 125/2010 do CNJ.

A mediação integra o grupo dos métodos adequados de resolução de conflitos, ao lado da negociação, conciliação, arbitragem e autocomposição direta. Ela se mostra útil quando as partes mantêm relação continuada, como empresas e consumidores, sócios, fornecedores, colaboradores ou parceiros comerciais.

O procedimento segue a Lei nº 13.140/15, lei da mediação, o Código de Processo Civil, Lei 13.105/2015, e a Resolução 125/2010 do CNJ, que instituiu a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos e orienta a atuação de conciliadores e mediadores.

A legislação trabalha com princípios como imparcialidade do mediador, isonomia entre as partes, oralidade, informalidade, autonomia da vontade, busca do consenso, confidencialidade e boa-fé. Para empresas, esses princípios exigem registros confiáveis, trilha de auditoria e propostas compatíveis com políticas internas de acordo.

A mediação extrajudicial funciona como?

A mediação extrajudicial ocorre fora de processo judicial. As partes escolhem o mediador e podem definir, em contrato, prazo mínimo e máximo para reuniões. O art. 21 da Lei 13.140/2015 permite convite por qualquer meio de comunicação, e a ausência de resposta em até 30 dias presume rejeição.

Mesmo contratos sem cláusula de mediação podem usar o procedimento, desde que as partes aceitem participar. O mediador extrajudicial só deve cobrar se as partes assinarem o termo inicial e permanecerem voluntariamente no procedimento, conforme lógica de autonomia prevista na Lei 13.140/2015.

A mediação judicial funciona como?

A mediação judicial ocorre com mediadores cadastrados e habilitados pelos tribunais. As partes custeiam o procedimento quando não houver gratuidade. O CPC, Lei 13.105/2015, art. 334, prevê audiência de conciliação ou mediação e determina citação do réu com antecedência mínima de 20 dias.

Nos termos do art. 28 da Lei 13.140/2015, o procedimento de mediação judicial deve terminar em até 60 dias, salvo pedido conjunto de prorrogação. Se houver acordo, o juiz homologa o termo por sentença, o que confere título judicial e permite execução em caso de descumprimento.

O que são plataformas de mediação online?

Plataformas de mediação online são sistemas que apoiam empresas na organização de conflitos, localização de partes, convites para negociação, registro de comunicações e gestão de acordos. Elas não substituem o mediador, mas estruturam o fluxo operacional necessário para mediações extrajudiciais e negociações em escala.

Chamamos de plataforma de mediação online, em muitos contextos empresariais, as plataformas de acordos. A audiência de mediação pode ocorrer por canal próprio, tribunal, câmara privada ou reunião virtual. A plataforma organiza a etapa anterior, a negociação e o acompanhamento posterior.

Uma boa plataforma busca dados de contato, registra tentativas de comunicação, segmenta casos, envia convites e apoia a proposta de acordo. Em contencioso de massa, essa estrutura evita planilhas dispersas, reduz retrabalho e permite que o jurídico acompanhe indicadores como taxa de contato, aceite, prazo médio e economia estimada.

O uso online exige atenção à LGPD, Lei 13.709/2018. Dados pessoais de consumidores, reclamantes, ex-colaboradores ou representantes de empresas devem ter base legal, controle de acesso, finalidade documentada e medidas de segurança. O tratamento inadequado pode gerar sanções administrativas e riscos reputacionais.

Como uma plataforma de mediação ajuda empresas?

Uma plataforma de mediação ajuda empresas ao transformar conflitos repetitivos em fluxos controlados, mensuráveis e auditáveis. O ganho aparece na prevenção de ações, no encerramento de processos, na padronização de propostas e na melhoria da governança do departamento jurídico, sem eliminar a análise humana.

Empresas com alto volume de reclamações ou cerca de centenas de processos ativos tendem a obter maior benefício. A tecnologia apoia triagem, priorização e contato inicial. Em disputas consumeristas, por exemplo, a empresa pode tratar uma reclamação recebida em Procon ou Consumidor.gov antes que o consumidor ingresse com ação judicial.

A plataforma também preserva histórico de mensagens, anexos, valores, contrapropostas e justificativas. Esse registro facilita auditorias internas, prestação de contas à diretoria e demonstração de boa-fé em eventual discussão futura. Em acordos homologados, a rastreabilidade ajuda o jurídico a comprovar o caminho negocial adotado.

Outro ganho aparece na padronização. Políticas de acordo podem definir faixas de valores, tipos de obrigação, necessidade de aprovação e casos que exigem escalonamento. Assim, negociadores atuam com segurança, e a empresa reduz decisões isoladas que poderiam gerar tratamento desigual entre partes semelhantes.

Como escolher a melhor plataforma de mediação?

A melhor plataforma de mediação para empresas combina aderência jurídica, segurança de dados, automação, usabilidade e suporte operacional. A escolha deve partir do diagnóstico do contencioso, dos canais de entrada das reclamações, da política interna de acordos e da necessidade de negociadores especializados.

A empresa precisa de negociadores ou apenas de software?

Nem toda solução oferece negociadores ou mediadores para conduzir tratativas. Algumas entregam apenas a ferramenta. Se a empresa não dispõe de equipe interna suficiente, deve considerar profissionais qualificados, com treinamento em negociação, comunicação, registro de evidências e limites legais de atuação.

O Projuris Acordos permite contratar apenas o software ou uma solução com negociadores certificados para atuar nas disputas. Essa escolha depende do volume, da complexidade dos casos, do orçamento e da maturidade do jurídico na gestão de acordos extrajudiciais e judiciais.

Quais funcionalidades a plataforma deve ter?

Uma plataforma robusta deve cobrir cinco etapas: cadastro de litígios, localização das partes, contato inicial, negociação e formalização do acordo. Esse fluxo evita perda de informações e permite acompanhar a jornada completa da disputa, desde a reclamação até o encerramento administrativo ou processual.

  • Localização das partes: a plataforma consulta bases de dados para indicar e-mail, telefone e outros canais. O Projuris Acordos informa ter banco nativo alimentado por mais de 470 mil negociações realizadas em 2023.
  • Captura de processos: o sistema varre sites de tribunais para identificar ações em fase inicial, o que permite contato rápido, avaliação de risco e eventual proposta antes de atos processuais mais custosos.
  • Coleta de reclamações consumeristas: a solução recebe demandas de Procon, Consumidor.gov, agências reguladoras e Sindec, permitindo tratativa antes da judicialização e respostas em canais de origem quando tecnicamente disponível.
  • Automação do contato inicial: convites automáticos aceleram a negociação em contencioso de massa. A empresa deve personalizar mensagens, preservar tom adequado e evitar comunicações abusivas ou incompatíveis com o caso.
  • Aplicações de IA: a inteligência artificial pode apoiar leitura de reclamações, resumo, transcrição, sugestão de mensagens e classificação de pedidos, sempre com controle humano e política clara de uso.

Como avaliar segurança e privacidade?

A plataforma deve oferecer controle de acesso, criptografia, registro de atividades, segregação por perfis e política de retenção de dados. A LGPD, Lei 13.709/2018, exige finalidade, necessidade e segurança no tratamento. Em conflitos consumeristas, dados sensíveis ou documentos pessoais demandam atenção redobrada.

A interface influencia a adoção pelo jurídico?

A interface precisa ser compreensível para advogados, negociadores, gestores e áreas de atendimento. Antes da contratação, vale testar cadastro, filtros, relatórios, histórico de conversas, aprovações e exportação de dados. Uma ferramenta difícil reduz adesão e incentiva o retorno a planilhas paralelas.

Como usar feedbacks de clientes na decisão?

Cases, depoimentos e referências ajudam a confirmar aderência da plataforma ao porte da empresa. O jurídico deve analisar experiências no mesmo setor, volume de demandas, canais monitorados e tempo de implantação. Também convém solicitar demonstração com cenários reais, sem compartilhar dados pessoais desnecessários.

Como o Projuris Acordos funciona?

O Projuris Acordos é uma plataforma de mediação e acordos que apoia empresas na captura de demandas, localização de partes, automação de contatos, negociação multicanal, registro das tratativas e análise de indicadores para decisões jurídicas mais rápidas e controladas.

A solução automatiza a busca por contatos e a comunicação inicial para permitir negociações em menor tempo. Pela plataforma, a empresa pode atuar em processos já judicializados ou capturar reclamações de consumidores antes da judicialização, principalmente em demandas recorrentes de produtos, serviços, cobranças ou atendimento.

O cadastro de litígios pode ocorrer por carga de base já existente, varredura de sistemas de tribunais ou monitoramento de canais como Procons, Consumidor.gov, Reclame Aqui, Sindec e agências reguladoras. Essa centralização reduz a chance de perda de prazo interno e melhora a priorização dos casos.

Com banco de dados próprio e integração com bureaus, o Projuris localiza partes e sugere canais de contato, como telefone e e-mail. O contato inicial pode ocorrer por WhatsApp, ligação, SMS, e-mail e chat de texto, conforme parametrização da empresa e regras aplicáveis ao caso.

Durante a mediação, negociação e proposição de acordos, a plataforma fornece indicadores de performance. Ela mantém histórico de mensagens entre negociadores e partes, o que favorece auditoria, revisão de condutas, treinamento da equipe e comprovação das etapas percorridas em caso de questionamento.

Quais funcionalidades de consumidor existem no Projuris Acordos?

As funcionalidades de consumidor do Projuris Acordos monitoram reclamações em canais administrativos e digitais, centralizam demandas e permitem respostas mais rápidas. Para empresas com alto volume consumerista, essa frente reduz dispersão, melhora a rastreabilidade e permite atuação antes de eventual ação judicial.

Controlar manualmente cada reclamação recebida, responder no canal correto e negociar antes da judicialização exige equipe, método e tecnologia. Por isso, a funcionalidade de consumidor importa para empresas que recebem demandas em diferentes plataformas e precisam manter histórico completo da tratativa.

O Projuris Acordos monitora 1.217 pontos de atendimento do Procon, Consumidor.gov e Reclame Aqui sem exigir integração externa. A ferramenta recolhe a reclamação, adiciona o caso à plataforma e permite resposta automática no site de origem, conforme configuração e validação do fluxo interno.

Em conflitos de consumo, o código de defesa do consumidor, Lei 8.078/1990, orienta deveres de informação, responsabilidade por vício ou fato do produto e práticas comerciais. A plataforma ajuda o jurídico a organizar esses enquadramentos, mas não substitui a interpretação técnica do caso.

Como a inteligência artificial apoia uma plataforma de acordos?

A inteligência artificial apoia uma plataforma de acordos ao classificar reclamações, resumir pedidos, sugerir respostas, transcrever ligações e indicar próximos passos operacionais. O uso correto exige revisão humana, governança de dados e limites claros para evitar decisões automatizadas sem contexto jurídico suficiente.

Ao receber novas reclamações, o operador jurídico precisa entender o objeto, os pedidos e o que a empresa pode negociar. A IA do Projuris Acordos lê a reclamação, identifica temas, aponta pedidos e relaciona possíveis fundamentos do CDC, Lei 8.078/1990, para apoiar a análise.

A IA também pode sugerir mensagens para que negociadores reduzam tempo de digitação, indicar quando avançar para nova fase e transcrever ligações telefônicas. Esses recursos aumentam produtividade, mas a empresa deve manter supervisão, pois propostas de acordo envolvem risco jurídico, financeiro e reputacional.

Para uso seguro, o jurídico deve definir quem aprova mensagens, quais casos a IA pode sugerir, quando escalar para advogado e como registrar consentimentos ou bases legais. Esse procedimento conecta inovação, LGPD e governança corporativa em um mesmo fluxo de resolução de conflitos.

Perguntas frequentes sobre plataforma de mediação

Qual a melhor plataforma de mediação online?

Plataforma de mediação online deve reunir captura de demandas, localização de partes, automação de contatos, registro de tratativas, relatórios e segurança de dados. Para empresas com contencioso de massa, o Projuris Acordos se destaca por combinar software, dados, IA e opção de negociadores especializados.

Plataforma de mediação substitui o mediador?

Plataforma de mediação não substitui o mediador. Ela organiza informações, contatos, documentos e indicadores para apoiar a negociação e o procedimento. A atuação imparcial do mediador continua relevante quando as partes precisam reconstruir diálogo, tratar interesses complexos ou formalizar mediação nos termos da Lei 13.140/2015.

Mediação online tem validade jurídica?

Plataforma de mediação pode apoiar mediações online com validade jurídica quando as partes manifestam vontade, registram termos adequadamente e respeitam a Lei 13.140/2015. Se houver acordo judicial homologado, o termo ganha força de título judicial. No extrajudicial, a formalização adequada facilita cobrança e comprovação.

Quando uma empresa deve contratar uma plataforma de mediação?

Plataforma de mediação faz mais sentido quando a empresa possui volume recorrente de reclamações, processos ou disputas repetitivas. Ela ajuda quando o jurídico precisa localizar partes, padronizar propostas, controlar prazos internos, reduzir retrabalho e acompanhar indicadores de acordo em canais judiciais e extrajudiciais.

Quais leis impactam a mediação empresarial?

Plataforma de mediação empresarial deve observar a Lei 13.140/2015, o CPC, Lei 13.105/2015, a Resolução 125/2010 do CNJ, a LGPD, Lei 13.709/2018, e, em conflitos de consumo, o CDC, Lei 8.078/1990. Esses textos orientam procedimento, dados e direitos das partes.

Como medir o resultado de uma plataforma de mediação?

Plataforma de mediação deve permitir medir taxa de contato, acordos fechados, prazo médio de resolução, valores negociados, demandas evitadas, reincidência e satisfação. Esses indicadores ajudam o gestor jurídico a demonstrar eficiência, ajustar políticas de acordo e identificar gargalos na jornada de resolução de conflitos.

Como concluir a escolha da plataforma de mediação?

A escolha da plataforma de mediação deve começar pelo mapa de conflitos da empresa: tipos de demanda, canais de entrada, volume, valores envolvidos, prazos e equipe disponível. Depois, o jurídico deve comparar funcionalidades, segurança, suporte, relatórios, IA e possibilidade de atuação com negociadores.

A mediação busca facilitar a comunicação e pode exigir mediador externo, conforme o caso. A plataforma não elimina audiências, advogados ou análise jurídica. Ela organiza a operação para que a empresa trate litígios com mais agilidade, consistência e rastreabilidade.

Quando a comunicação se restabelece, a negociação de acordo tende a se tornar mais objetiva. Soluções como o Projuris Acordos permitem atuar sobre o pedido da parte, controlar propostas e documentar o encerramento do caso, sempre conforme a política interna e a legislação aplicável.

Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

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