Plataforma de mediação é o software que apoia empresas na condução organizada de conflitos e acordos, vinculando-se à mediação definida no art. 1º, parágrafo único, da Lei 13.140/2015. Na prática, ela reduz dispersão de informações, registra tratativas e ajuda o jurídico a agir antes da judicialização.
Empresas enfrentam conflitos consumeristas, trabalhistas, societários, contratuais e disputas já judicializadas. A mediação oferece um caminho cooperativo, com intervenção de terceira pessoa imparcial, para reconstruir o diálogo e permitir soluções consensuais sem retirar das partes a autonomia decisória.
Esse método difere da conciliação porque prioriza a comunicação e a compreensão dos interesses. A conciliação costuma trabalhar com propostas mais diretas de acordo. Mesmo assim, a mediação pode resultar em acordo, especialmente quando o departamento jurídico usa tecnologia para organizar contatos, histórico e propostas.
Quando a empresa tem uma disputa, dentro ou fora de um processo, o mediador facilita a comunicação entre as partes. Se a empresa pretende evitar um novo processo ou encerrar uma ação em curso, a fase de acordo ganha relevância operacional e jurídica.
As plataformas centralizam canais, localizam partes, registram conversas, apoiam notificações e monitoram reclamações. O Projuris Acordos também utiliza inteligência artificial e automações para respostas iniciais em casos adequados, sempre com revisão humana quando a demanda exigir análise jurídica individualizada.
O que é mediação?
A mediação é método autocompositivo de solução de conflitos em que um terceiro imparcial ajuda as partes a restabelecer o diálogo e construir uma solução consensual. A base legal está na Lei 13.140/2015, no CPC, Lei 13.105/2015, e na Resolução 125/2010 do CNJ.
A mediação integra o grupo dos métodos adequados de resolução de conflitos, ao lado da negociação, conciliação, arbitragem e autocomposição direta. Ela se mostra útil quando as partes mantêm relação continuada, como empresas e consumidores, sócios, fornecedores, colaboradores ou parceiros comerciais.
O procedimento segue a Lei nº 13.140/15, lei da mediação, o Código de Processo Civil, Lei 13.105/2015, e a Resolução 125/2010 do CNJ, que instituiu a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos e orienta a atuação de conciliadores e mediadores.
A legislação trabalha com princípios como imparcialidade do mediador, isonomia entre as partes, oralidade, informalidade, autonomia da vontade, busca do consenso, confidencialidade e boa-fé. Para empresas, esses princípios exigem registros confiáveis, trilha de auditoria e propostas compatíveis com políticas internas de acordo.
A mediação extrajudicial funciona como?
A mediação extrajudicial ocorre fora de processo judicial. As partes escolhem o mediador e podem definir, em contrato, prazo mínimo e máximo para reuniões. O art. 21 da Lei 13.140/2015 permite convite por qualquer meio de comunicação, e a ausência de resposta em até 30 dias presume rejeição.
Mesmo contratos sem cláusula de mediação podem usar o procedimento, desde que as partes aceitem participar. O mediador extrajudicial só deve cobrar se as partes assinarem o termo inicial e permanecerem voluntariamente no procedimento, conforme lógica de autonomia prevista na Lei 13.140/2015.
A mediação judicial funciona como?
A mediação judicial ocorre com mediadores cadastrados e habilitados pelos tribunais. As partes custeiam o procedimento quando não houver gratuidade. O CPC, Lei 13.105/2015, art. 334, prevê audiência de conciliação ou mediação e determina citação do réu com antecedência mínima de 20 dias.
Nos termos do art. 28 da Lei 13.140/2015, o procedimento de mediação judicial deve terminar em até 60 dias, salvo pedido conjunto de prorrogação. Se houver acordo, o juiz homologa o termo por sentença, o que confere título judicial e permite execução em caso de descumprimento.
O que são plataformas de mediação online?
Plataformas de mediação online são sistemas que apoiam empresas na organização de conflitos, localização de partes, convites para negociação, registro de comunicações e gestão de acordos. Elas não substituem o mediador, mas estruturam o fluxo operacional necessário para mediações extrajudiciais e negociações em escala.
Chamamos de plataforma de mediação online, em muitos contextos empresariais, as plataformas de acordos. A audiência de mediação pode ocorrer por canal próprio, tribunal, câmara privada ou reunião virtual. A plataforma organiza a etapa anterior, a negociação e o acompanhamento posterior.
Uma boa plataforma busca dados de contato, registra tentativas de comunicação, segmenta casos, envia convites e apoia a proposta de acordo. Em contencioso de massa, essa estrutura evita planilhas dispersas, reduz retrabalho e permite que o jurídico acompanhe indicadores como taxa de contato, aceite, prazo médio e economia estimada.
O uso online exige atenção à LGPD, Lei 13.709/2018. Dados pessoais de consumidores, reclamantes, ex-colaboradores ou representantes de empresas devem ter base legal, controle de acesso, finalidade documentada e medidas de segurança. O tratamento inadequado pode gerar sanções administrativas e riscos reputacionais.
Como uma plataforma de mediação ajuda empresas?
Uma plataforma de mediação ajuda empresas ao transformar conflitos repetitivos em fluxos controlados, mensuráveis e auditáveis. O ganho aparece na prevenção de ações, no encerramento de processos, na padronização de propostas e na melhoria da governança do departamento jurídico, sem eliminar a análise humana.
Empresas com alto volume de reclamações ou cerca de centenas de processos ativos tendem a obter maior benefício. A tecnologia apoia triagem, priorização e contato inicial. Em disputas consumeristas, por exemplo, a empresa pode tratar uma reclamação recebida em Procon ou Consumidor.gov antes que o consumidor ingresse com ação judicial.
A plataforma também preserva histórico de mensagens, anexos, valores, contrapropostas e justificativas. Esse registro facilita auditorias internas, prestação de contas à diretoria e demonstração de boa-fé em eventual discussão futura. Em acordos homologados, a rastreabilidade ajuda o jurídico a comprovar o caminho negocial adotado.
Outro ganho aparece na padronização. Políticas de acordo podem definir faixas de valores, tipos de obrigação, necessidade de aprovação e casos que exigem escalonamento. Assim, negociadores atuam com segurança, e a empresa reduz decisões isoladas que poderiam gerar tratamento desigual entre partes semelhantes.
Como escolher a melhor plataforma de mediação?
A melhor plataforma de mediação para empresas combina aderência jurídica, segurança de dados, automação, usabilidade e suporte operacional. A escolha deve partir do diagnóstico do contencioso, dos canais de entrada das reclamações, da política interna de acordos e da necessidade de negociadores especializados.
A empresa precisa de negociadores ou apenas de software?
Nem toda solução oferece negociadores ou mediadores para conduzir tratativas. Algumas entregam apenas a ferramenta. Se a empresa não dispõe de equipe interna suficiente, deve considerar profissionais qualificados, com treinamento em negociação, comunicação, registro de evidências e limites legais de atuação.
O Projuris Acordos permite contratar apenas o software ou uma solução com negociadores certificados para atuar nas disputas. Essa escolha depende do volume, da complexidade dos casos, do orçamento e da maturidade do jurídico na gestão de acordos extrajudiciais e judiciais.
Quais funcionalidades a plataforma deve ter?
Uma plataforma robusta deve cobrir cinco etapas: cadastro de litígios, localização das partes, contato inicial, negociação e formalização do acordo. Esse fluxo evita perda de informações e permite acompanhar a jornada completa da disputa, desde a reclamação até o encerramento administrativo ou processual.
- Localização das partes: a plataforma consulta bases de dados para indicar e-mail, telefone e outros canais. O Projuris Acordos informa ter banco nativo alimentado por mais de 470 mil negociações realizadas em 2023.
- Captura de processos: o sistema varre sites de tribunais para identificar ações em fase inicial, o que permite contato rápido, avaliação de risco e eventual proposta antes de atos processuais mais custosos.
- Coleta de reclamações consumeristas: a solução recebe demandas de Procon, Consumidor.gov, agências reguladoras e Sindec, permitindo tratativa antes da judicialização e respostas em canais de origem quando tecnicamente disponível.
- Automação do contato inicial: convites automáticos aceleram a negociação em contencioso de massa. A empresa deve personalizar mensagens, preservar tom adequado e evitar comunicações abusivas ou incompatíveis com o caso.
- Aplicações de IA: a inteligência artificial pode apoiar leitura de reclamações, resumo, transcrição, sugestão de mensagens e classificação de pedidos, sempre com controle humano e política clara de uso.
Como avaliar segurança e privacidade?
A plataforma deve oferecer controle de acesso, criptografia, registro de atividades, segregação por perfis e política de retenção de dados. A LGPD, Lei 13.709/2018, exige finalidade, necessidade e segurança no tratamento. Em conflitos consumeristas, dados sensíveis ou documentos pessoais demandam atenção redobrada.
A interface influencia a adoção pelo jurídico?
A interface precisa ser compreensível para advogados, negociadores, gestores e áreas de atendimento. Antes da contratação, vale testar cadastro, filtros, relatórios, histórico de conversas, aprovações e exportação de dados. Uma ferramenta difícil reduz adesão e incentiva o retorno a planilhas paralelas.
Como usar feedbacks de clientes na decisão?
Cases, depoimentos e referências ajudam a confirmar aderência da plataforma ao porte da empresa. O jurídico deve analisar experiências no mesmo setor, volume de demandas, canais monitorados e tempo de implantação. Também convém solicitar demonstração com cenários reais, sem compartilhar dados pessoais desnecessários.
Como o Projuris Acordos funciona?
O Projuris Acordos é uma plataforma de mediação e acordos que apoia empresas na captura de demandas, localização de partes, automação de contatos, negociação multicanal, registro das tratativas e análise de indicadores para decisões jurídicas mais rápidas e controladas.
A solução automatiza a busca por contatos e a comunicação inicial para permitir negociações em menor tempo. Pela plataforma, a empresa pode atuar em processos já judicializados ou capturar reclamações de consumidores antes da judicialização, principalmente em demandas recorrentes de produtos, serviços, cobranças ou atendimento.
O cadastro de litígios pode ocorrer por carga de base já existente, varredura de sistemas de tribunais ou monitoramento de canais como Procons, Consumidor.gov, Reclame Aqui, Sindec e agências reguladoras. Essa centralização reduz a chance de perda de prazo interno e melhora a priorização dos casos.
Com banco de dados próprio e integração com bureaus, o Projuris localiza partes e sugere canais de contato, como telefone e e-mail. O contato inicial pode ocorrer por WhatsApp, ligação, SMS, e-mail e chat de texto, conforme parametrização da empresa e regras aplicáveis ao caso.
Durante a mediação, negociação e proposição de acordos, a plataforma fornece indicadores de performance. Ela mantém histórico de mensagens entre negociadores e partes, o que favorece auditoria, revisão de condutas, treinamento da equipe e comprovação das etapas percorridas em caso de questionamento.
Quais funcionalidades de consumidor existem no Projuris Acordos?
As funcionalidades de consumidor do Projuris Acordos monitoram reclamações em canais administrativos e digitais, centralizam demandas e permitem respostas mais rápidas. Para empresas com alto volume consumerista, essa frente reduz dispersão, melhora a rastreabilidade e permite atuação antes de eventual ação judicial.
Controlar manualmente cada reclamação recebida, responder no canal correto e negociar antes da judicialização exige equipe, método e tecnologia. Por isso, a funcionalidade de consumidor importa para empresas que recebem demandas em diferentes plataformas e precisam manter histórico completo da tratativa.
O Projuris Acordos monitora 1.217 pontos de atendimento do Procon, Consumidor.gov e Reclame Aqui sem exigir integração externa. A ferramenta recolhe a reclamação, adiciona o caso à plataforma e permite resposta automática no site de origem, conforme configuração e validação do fluxo interno.
Em conflitos de consumo, o código de defesa do consumidor, Lei 8.078/1990, orienta deveres de informação, responsabilidade por vício ou fato do produto e práticas comerciais. A plataforma ajuda o jurídico a organizar esses enquadramentos, mas não substitui a interpretação técnica do caso.
Como a inteligência artificial apoia uma plataforma de acordos?
A inteligência artificial apoia uma plataforma de acordos ao classificar reclamações, resumir pedidos, sugerir respostas, transcrever ligações e indicar próximos passos operacionais. O uso correto exige revisão humana, governança de dados e limites claros para evitar decisões automatizadas sem contexto jurídico suficiente.
Ao receber novas reclamações, o operador jurídico precisa entender o objeto, os pedidos e o que a empresa pode negociar. A IA do Projuris Acordos lê a reclamação, identifica temas, aponta pedidos e relaciona possíveis fundamentos do CDC, Lei 8.078/1990, para apoiar a análise.
A IA também pode sugerir mensagens para que negociadores reduzam tempo de digitação, indicar quando avançar para nova fase e transcrever ligações telefônicas. Esses recursos aumentam produtividade, mas a empresa deve manter supervisão, pois propostas de acordo envolvem risco jurídico, financeiro e reputacional.
Para uso seguro, o jurídico deve definir quem aprova mensagens, quais casos a IA pode sugerir, quando escalar para advogado e como registrar consentimentos ou bases legais. Esse procedimento conecta inovação, LGPD e governança corporativa em um mesmo fluxo de resolução de conflitos.
Perguntas frequentes sobre plataforma de mediação
Plataforma de mediação online deve reunir captura de demandas, localização de partes, automação de contatos, registro de tratativas, relatórios e segurança de dados. Para empresas com contencioso de massa, o Projuris Acordos se destaca por combinar software, dados, IA e opção de negociadores especializados.
Plataforma de mediação não substitui o mediador. Ela organiza informações, contatos, documentos e indicadores para apoiar a negociação e o procedimento. A atuação imparcial do mediador continua relevante quando as partes precisam reconstruir diálogo, tratar interesses complexos ou formalizar mediação nos termos da Lei 13.140/2015.
Plataforma de mediação pode apoiar mediações online com validade jurídica quando as partes manifestam vontade, registram termos adequadamente e respeitam a Lei 13.140/2015. Se houver acordo judicial homologado, o termo ganha força de título judicial. No extrajudicial, a formalização adequada facilita cobrança e comprovação.
Plataforma de mediação faz mais sentido quando a empresa possui volume recorrente de reclamações, processos ou disputas repetitivas. Ela ajuda quando o jurídico precisa localizar partes, padronizar propostas, controlar prazos internos, reduzir retrabalho e acompanhar indicadores de acordo em canais judiciais e extrajudiciais.
Plataforma de mediação empresarial deve observar a Lei 13.140/2015, o CPC, Lei 13.105/2015, a Resolução 125/2010 do CNJ, a LGPD, Lei 13.709/2018, e, em conflitos de consumo, o CDC, Lei 8.078/1990. Esses textos orientam procedimento, dados e direitos das partes.
Plataforma de mediação deve permitir medir taxa de contato, acordos fechados, prazo médio de resolução, valores negociados, demandas evitadas, reincidência e satisfação. Esses indicadores ajudam o gestor jurídico a demonstrar eficiência, ajustar políticas de acordo e identificar gargalos na jornada de resolução de conflitos.
Como concluir a escolha da plataforma de mediação?
A escolha da plataforma de mediação deve começar pelo mapa de conflitos da empresa: tipos de demanda, canais de entrada, volume, valores envolvidos, prazos e equipe disponível. Depois, o jurídico deve comparar funcionalidades, segurança, suporte, relatórios, IA e possibilidade de atuação com negociadores.
A mediação busca facilitar a comunicação e pode exigir mediador externo, conforme o caso. A plataforma não elimina audiências, advogados ou análise jurídica. Ela organiza a operação para que a empresa trate litígios com mais agilidade, consistência e rastreabilidade.
Quando a comunicação se restabelece, a negociação de acordo tende a se tornar mais objetiva. Soluções como o Projuris Acordos permitem atuar sobre o pedido da parte, controlar propostas e documentar o encerramento do caso, sempre conforme a política interna e a legislação aplicável.