Advogado corporativo além do contencioso: indicadores financeiros primordiais nas organizações

Atualmente temos visto, em todos os setores da economia, momentos de grandes oportunidades que trazem, inerentemente, seus riscos.

Neste contexto, para alcançar uma forma adequada das empresas obterem seus objetivos de ampliar os negócios, é muito importante a necessidade de buscar ferramentas que tragam e auxiliem no controle de seus recursos, mitigando os riscos e potencializando seu crescimento.

Entendemos que grandes empresas detêm uma infinidade de ferramentas à sua disposição, embora nem sempre são utilizadas adequadamente (e merece um ponto de reflexão neste sentido). Por outro lado, temos empresas de pequeno e médio porte, onde geralmente todas as áreas são administradas pelo próprio dono do negócio, causando assim determinada carência desse aprendizado.

Independente do tamanho do negócio, as empresas precisam de indicadores – e seus departamentos também. Um dos mais importantes são os do ponto de vista financeiro, que releva objetivamente  a situação da empresa: EBITDA, CAC, Margem de Contribuição, LTV, Ticket Médio, Margem Operacional, Payback, etc. Mas mesmo sendo financeiros, é importante que outros setores tenham conhecimento deles para ter uma visão mais holística da empresa. Vamos então aprender! Destaco três que são de extrema importância:

Fluxo de Caixa

Esta é uma ferramenta muito importante que deve ter acompanhamento diário, semanal, mensal, semestral e anual. É com ela que os gestores devem gerir as previsões de pagamentos, recebimentos, investimentos e ineficiências de caixa, para que posteriormente possa medir, previr e visualizar os controles de movimentações financeiras de cada período.

Com essa métrica fundamental e enraizada na gestão da empresa, o resultado é identificar futuras sobras, faltas e gerações operacionais nos negócios, permitindo o exercício eficaz de acelerar ou segurar os investimentos da operação em novas oportunidades. Com estes aspectos, mostra-se que o fluxo de caixa é ferramenta indispensável no processo decisório da empresa.

Controle de Inadimplência

Este é um tema que está sempre em evidência, e, atrelado ao Fluxo de Caixa, pode trazer sérios problemas e riscos na operação. Dependendo do caso, faculta até em fechamento do negócio.

Mas é importante ressaltar que a inadimplência não começa quando o título/boleto não foi pago no vencimento. O controle efetivo de uma inadimplência ocorre já na venda, com todos os acordos entre as partes sendo bem entendidos e descritos, desde a “data” do fechamento do negócio, assinatura do contrato, pedido de compra, faturamento, entrega do produto ou serviço e uma cobrança preventiva ao vencimento futuro.

Não se pode tomar a ação apenas depois do título não ter sido pago no vencimento, podendo ser tarde demais. Tudo isso é um conjunto de ações que vai dar sucesso ao processo de cobrança.

Controle Orçamentário

É com base nesta ferramenta que a empresa projeta suas Receitas, Custos, Despesas, Lucros e Investimentos. O orçamento pode ser feito em ciclo anual, desde que revisitado mensalmente. Embora todas informações estejam lançadas, o mais importante deve ser o acompanhamento do comparativo projetado com o realizado, apontando assim as divergências e os pontos a serem corrigidos. Com essa dinâmica constante, conseguimos ter o rumo futuro de uma operação saudável.

Além de uma correta e efetiva utilização dos indicadores, devemos sempre procurar ferramentas que as controle de forma automatizadas, para que consigamos escalar o controle à medida que os negócios cresçam.

 

Adael Santos é CFO da ProJuris. Escreve à Universidade ProJuris bimestralmente. 

 

 

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