Projuris Empresas é uma plataforma de gestão jurídica para controlar processos, prazos, requisições e indicadores, em conformidade com o art. 193 do CPC (Lei 13.105/2015) e a Lei 11.419/2006. Na prática, centraliza rotinas digitais e reduz riscos operacionais em escritórios com alto volume.
O Pedersoli Rocha Advogados Associados (PRAA) usou essa estrutura para sustentar uma fase de expansão. Em menos de dois anos, o escritório aumentou em 300% o volume de processos atendidos e passou a atuar em todos os estados do Brasil.
Embora a Projuris também ofereça o Projuris ADV, voltado a escritórios de advocacia, grandes bancas podem ter dinâmica semelhante à de departamentos jurídicos corporativos. Nessas operações, o Projuris Empresas costuma atender melhor demandas de governança, volumetria e gestão por indicadores.
Neste case, o sócio Daniel Lobão relata como a tecnologia apoiou a virada operacional do PRAA. A experiência mostra que crescimento sustentável em advocacia depende de método, dados confiáveis, registro de atividades e controle de prazos, especialmente quando a equipe atua em múltiplos tribunais e jurisdições.
Quem é o Pedersoli Rocha Advogados Associados?
O Pedersoli Rocha Advogados Associados é um escritório sediado em Belo Horizonte, Minas Gerais, com atuação nacional e carteira de demandas judiciais e consultivas em diferentes áreas. O case demonstra como a gestão jurídica digital pode apoiar bancas que crescem sem multiplicar proporcionalmente custos administrativos.
O PRAA conta com pelo menos cinco sócios, advogados associados e uma equipe operacional que reúne cerca de 30 profissionais. A banca atua em Direito Civil, Direito do Trabalho, Saúde Suplementar, Proteção de Dados e outras áreas que exigem controle rigoroso de prazos, documentos, audiências, contratos e solicitações de clientes.
Antes da evolução tecnológica, o escritório já lidava com aproximadamente 1.820 processos judiciais. Após a adoção do sistema e a reorganização dos fluxos, a operação chegou à casa de 8 mil processos ativos, com atendimento em todas as unidades federativas. Esse salto exigiu padronização de tarefas e maior previsibilidade gerencial.
Esse tipo de expansão também tem reflexos jurídicos concretos. O CPC (Lei 13.105/2015) estabelece regras de contagem de prazos em dias úteis no art. 219, disciplina citações e intimações no art. 231 e admite atos processuais eletrônicos nos arts. 193 a 199. Sem controle centralizado, a operação aumenta a exposição a perdas de prazo.
O que mudou com o Projuris Empresas no PRAA?
Com o Projuris Empresas, o PRAA passou a concentrar informações processuais, publicações, distribuições, requisições, time sheet e indicadores em uma rotina integrada. A mudança permitiu acompanhar produtividade, SLAs, dados por cliente e evolução de demandas com menos dependência de planilhas paralelas e controles manuais.
Daniel Cioglia Lobão, sócio do PRAA, atua há mais de 20 anos no mercado jurídico, com especialidade em Direito Civil e interesse direto por tecnologia aplicada à advocacia. Ele liderou a busca por uma solução que acompanhasse o ritmo de crescimento do escritório.
O escritório adotou o Projuris Empresas em substituição a outro software. Segundo o relato, a solução anterior já atendia parte da operação, mas não oferecia as funcionalidades necessárias para gestão de processos, área consultiva, relatórios gerenciais e controle de demandas por cliente com a profundidade exigida pela nova fase.
Hoje, o PRAA usa módulos como Distribuições, Publicações, Processos, Time Sheet, Requisições e a solução de Business Intelligence da Projuris, o Legal Intelligence. Essa composição permite que dados operacionais sustentem decisões sobre equipe, clientes, prazos e rentabilidade.
Qual era o principal desafio antes da implementação?
O principal desafio do escritório envolvia gestão de publicações, distribuições e cumprimento de prazos de forma confiável. Em uma operação nacional, cada tribunal pode publicar atos em canais e formatos distintos. A Lei 11.419/2006 reforçou a relevância da comunicação eletrônica, mas a captura e conferência continuam exigindo método.
Naquele momento, o PRAA saía de uma consultoria e iniciava um ciclo de captação de novos clientes. O setor administrativo crescia para absorver tarefas repetitivas, como conferência de publicações, montagem de relatórios, controle de expediente externo e atualização de planilhas. A falta de automação impactava tempo, qualidade e visibilidade.
Outro ponto crítico aparecia nas demandas consultivas. Muitos clientes exigiam SLAs rígidos para respostas, pareceres, análise de documentos e validação de contratos. Quando o controle permanece manual, a equipe tem mais dificuldade para comprovar cumprimento de prazo, identificar gargalos e priorizar solicitações que trazem risco financeiro ou regulatório.
O escritório analisava diariamente centenas de contratos de prestação de serviços, compra e venda e operações imobiliárias. Sem mapeamento de volumetria, ficava difícil demonstrar o esforço real por cliente, negociar reajustes, medir margem de contribuição e comparar carga de trabalho entre áreas.
Por que o PRAA decidiu trocar de software jurídico?
O PRAA já utilizava um sistema de outra empresa, mas a conclusão da consultoria realizada em 2018 apontou a necessidade de substituir a ferramenta para melhorar a gestão processual, consultiva e gerencial. A decisão não partiu apenas de preferência tecnológica, mas de uma análise de processos internos e limitações operacionais.
Segundo Daniel, o escritório pesquisou outras três empresas e não encontrou solução que superasse ou igualasse o conjunto de funcionalidades oferecido pela Projuris. O antigo Projuris Enterprise, atual Projuris Empresas, atendia melhor uma banca que presta serviços jurídicos, mas funciona quase como unidade de negócios dentro dos clientes.
Essa característica torna a escolha relevante para governança. Um software jurídico não deve apenas registrar processos. Ele precisa organizar documentos, responsáveis, prazos, SLAs, indicadores, tempo gasto, demandas consultivas e relatórios. Também precisa apoiar a confidencialidade e segurança da informação, em linha com o art. 46 da LGPD (Lei 13.709/2018).
O Legal Intelligence também pesou na decisão. A solução permite acompanhar processos por cliente, prazos cumpridos, desempenho da equipe e dados de operação. Para uma banca em expansão, esse painel ajuda a transformar informação dispersa em evidência gerencial para reuniões internas, apresentações a clientes e decisões de alocação de pessoas.
Quais módulos tiveram maior impacto na rotina?
O módulo de Distribuições ajudou o PRAA a antecipar novas demandas por cliente. Com isso, a equipe pode avisar clientes antes da citação formal e iniciar a coleta de documentos, provas e informações. Na prática, essa antecedência fortalece defesas e reduz improvisos em prazos de contestação, como o previsto no art. 335 do CPC (Lei 13.105/2015).
O módulo de Publicações melhorou a captação de intimações em uma atuação distribuída por todos os estados. Esse ganho é relevante porque falhas de intimação ou leitura tardia podem gerar perda de prazo, preclusão e necessidade de medidas corretivas. A automação não elimina a revisão humana, mas reduz pontos cegos operacionais.
O módulo de Processos funciona como base da operação. Nele, a equipe controla audiências, prazos, relatórios, depósitos judiciais, time sheet e dados associados a cada caso. Essa centralização favorece auditorias internas, substituições entre responsáveis e acompanhamento de prazos legais, administrativos e contratuais sem depender da memória individual.
O módulo de Time Sheet ajudou o escritório a medir tempo gasto por cliente e por atividade. Essa informação permite avaliar margem de contribuição, identificar setores sobrecarregados e discutir reajustes com dados. Em contratos de honorários recorrentes, a ausência dessa medição pode mascarar operações deficitárias e dificultar precificação adequada.
O módulo de Requisições ganhou destaque no relato do PRAA. Com ele, a equipe criou SLAs internos, acompanhou pedidos consultivos e monitorou entregas. Essa estrutura permite demonstrar que o Jurídico cumpre prazos combinados e ajuda clientes regulados a manter histórico de atendimento, evidências de resposta e rastreabilidade das solicitações.
O PRAA também observou diferencial em funcionalidades ligadas às exigências do e-social. O eSocial decorre do Decreto 8.373/2014 e centraliza informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. Para departamentos e escritórios trabalhistas, dados organizados reduzem inconsistências e retrabalho.
Outro módulo citado no planejamento futuro foi o de NIP, útil para rotinas ligadas à saúde suplementar. Em carteiras com operadoras, notificações e prazos administrativos exigem rastreabilidade, histórico de providências e integração com documentos e responsáveis.
Quais resultados o PRAA alcançou com a gestão jurídica digital?
O PRAA relatou crescimento superior a 300% no número de processos judiciais atendidos em menos de dois anos, além da expansão para todos os estados do Brasil. O resultado combina tecnologia, reorganização de fluxos e uso de indicadores para sustentar a operação sem perder controle de prazos e produtividade.
O escritório passou de uma atuação concentrada no Sudeste, Centro-Oeste e alguns estados para presença nacional. Esse avanço exige mais do que captação de clientes. A banca precisa padronizar prazos, publicações, documentos, agendas, responsáveis e relatórios para manter qualidade em diferentes tribunais, sistemas eletrônicos e práticas locais.
O case também mostra impacto comercial indireto. O PRAA passou a apresentar o Projuris como diferencial de mercado em conversas com clientes. Para empresas que contratam serviços jurídicos recorrentes, relatórios, dashboards, histórico de cumprimento de SLA e dados de produtividade aumentam a confiança na governança da operação.
Do ponto de vista gerencial, a equipe passou a identificar quem concentra mais demandas, quais prazos foram cumpridos, quais clientes demandam mais tempo e quais setores precisam de apoio. Esse controle ajuda a prevenir sobrecarga, redistribuir tarefas e sustentar qualidade técnica mesmo com crescimento acelerado.
Quando um escritório deve avaliar o Projuris Empresas?
Um escritório deve avaliar o Projuris Empresas quando lida com alto volume de processos, clientes corporativos, SLAs, relatórios recorrentes, contratos, demandas consultivas e necessidade de indicadores. Nesses casos, a operação se aproxima de um departamento jurídico e precisa de gestão integrada, não apenas cadastro processual.
Mais de 4 mil escritórios usam o Projuris ADV, software jurídico especializado nesse segmento. Quem busca uma solução para rotina advocatícia pode testar o Projuris ADV gratuitamente. Já operações maiores, com alta volumetria e estrutura corporativa, podem analisar o Projuris Empresas.
Na prática, a escolha depende de diagnóstico operacional. O primeiro passo é mapear tipos de demanda, prazos críticos, origem das publicações, volume mensal de contratos, regras de SLA, indicadores exigidos por clientes e integrações necessárias. Depois, a equipe deve definir responsáveis, fluxos e critérios de acompanhamento.
Também convém documentar o procedimento de implantação. Um roteiro seguro inclui saneamento de bases, migração de dados, parametrização de prazos, criação de modelos de relatórios, treinamento de usuários, validação por amostragem e revisão periódica. Essa governança reduz erro de cadastro e aumenta adesão da equipe.
Perguntas frequentes sobre Projuris Empresas
Projuris Empresas é uma plataforma de gestão jurídica voltada a operações com alto volume de processos, prazos, contratos, requisições e indicadores. Ela centraliza informações, automatiza rotinas e apoia escritórios ou departamentos jurídicos que precisam de governança, relatórios e controle de produtividade.
Projuris Empresas atende operações jurídicas mais complexas, com múltiplos clientes internos ou externos, SLAs, indicadores e alto volume de demandas. O Projuris ADV, por sua vez, atende escritórios que buscam gestão jurídica especializada para rotina advocatícia, controle processual e organização operacional.
Projuris Empresas ajuda no controle de prazos ao reunir publicações, responsáveis, tarefas, alertas, documentos e histórico em um único ambiente. Esse fluxo reduz dependência de planilhas e apoia a contagem prevista no art. 219 do CPC, que usa dias úteis nos prazos processuais.
Projuris Empresas serve para escritórios de advocacia com operação semelhante à de departamentos jurídicos, especialmente quando existe grande volumetria, atuação nacional, clientes corporativos e demandas consultivas. O case do PRAA mostra esse uso em uma banca que chegou a cerca de 8 mil processos.
Projuris Empresas é usado pelo PRAA com módulos de Distribuições, Publicações, Processos, Time Sheet, Requisições e Legal Intelligence. O escritório destaca Requisições para SLAs e controle consultivo, além de Time Sheet para medir tempo por cliente e apoiar decisões gerenciais.
Projuris Empresas apoiou o PRAA em um crescimento superior a 300% no volume de processos atendidos em menos de dois anos. O escritório também expandiu a atuação para todos os estados do Brasil e passou a usar indicadores para gestão de equipe e clientes.
O que a história do PRAA ensina sobre gestão jurídica?
A história do PRAA mostra que tecnologia jurídica gera mais valor quando acompanha diagnóstico, processos claros e indicadores. O Projuris Empresas não substitui a estratégia do escritório, mas oferece estrutura para transformar dados em decisões, reduzir riscos de prazo e sustentar crescimento com mais previsibilidade.
Para bancas com atuação nacional, clientes exigentes e rotinas consultivas intensas, a gestão jurídica precisa unir segurança, rastreabilidade e visão financeira. O case demonstra que controlar publicações, processos, SLAs, contratos e produtividade no mesmo ecossistema pode apoiar expansão sem perda de governança operacional.
