Projuris Acordos é uma plataforma de negociação e gestão de acordos que apoia a transação judicial e extrajudicial, nos termos do art. 840 do Código Civil (Lei 10.406/2002). Na prática, ela centraliza contatos, propostas, minutas, assinaturas e etapas de homologação para reduzir litigiosidade e organizar decisões jurídicas.
No ano-calendário de 2023, a plataforma ajudou na mediação de conflitos que superaram R$1 bilhão negociado e contribuiu para pelo menos 120 mil acordos fechados. A tecnologia também apoiou clientes na economia estimada de R$473 milhões em custos ligados à manutenção de disputas.
Este guia responde às principais dúvidas sobre funcionamento, segurança, inteligência artificial, integrações, público indicado e critérios jurídicos para uso da plataforma. Você também pode acessar a página principal do Projuris Acordos ou solicitar um teste grátis de 30 dias.
O que é o Projuris Acordos?
O Projuris Acordos é um software para acordos e reclamações que estrutura a negociação de conflitos antes ou depois da judicialização. A ferramenta automatiza busca de contatos, comunicação, registro de propostas, formalização documental e encaminhamentos posteriores, preservando histórico útil para auditoria, governança e tomada de decisão jurídica.
A plataforma atende conflitos consumeristas, carteiras judiciais cíveis, cobranças, negociações administrativas e demandas repetitivas. Como a transação pode prevenir ou encerrar litígios, conforme os arts. 840 e 841 do Código Civil (Lei 10.406/2002), a ferramenta ajuda o jurídico a agir antes que o custo processual aumente.
O sistema permite negociar casos judicializados e também propor acordos sem processo associado. Em cenários com alta volumetria, a automação reduz tarefas manuais, como localizar dados, iniciar contato, acompanhar respostas, verificar alçadas, gerar minuta e encaminhar assinatura.
Além do fluxo assistido por pessoas, a empresa pode contratar um workspace autônomo com uso de inteligência artificial em etapas configuráveis. Com isso, o time jurídico mantém controle sobre limites de negociação e, ao mesmo tempo, ganha escala operacional.
Como funciona o Projuris Acordos?
O Projuris Acordos funciona a partir da importação de casos, enriquecimento de dados, disparo de comunicações, negociação multicanal, controle de propostas e formalização do termo. O fluxo pode começar com planilha, integração com sistema jurídico ou captura automática de reclamações em canais administrativos e consumeristas.
Para iniciar, a empresa envia sua carteira de processos ou conflitos por uma planilha padrão fornecida pelo time Projuris. Quando usa um sistema de gestão jurídica, como o Projuris Empresas, a integração pode automatizar a importação e reduzir retrabalho entre bases.
Em casos consumeristas extrajudiciais, a plataforma monitora fontes de reclamação e cadastra os casos no software. O fluxo pode incluir Procon, Sindec, Consumidor.gov, Reclame Aqui, agências reguladoras como Anatel, ANS e Aneel, além da integração com o SAC da empresa.
Esse modelo permite iniciar a negociação antes da judicialização. O controle acontece no Projuris Acordos, mas a resposta pode seguir para o sistema de origem em que o consumidor registrou a reclamação. Se o relato entrou pelo Reclame Aqui, por exemplo, a comunicação permanece centralizada no chat e a resposta segue ao canal correto.
Após a entrada dos casos, a plataforma busca contatos das partes envolvidas, identifica canais mais promissores e automatiza o primeiro convite para acordo. Conforme as respostas chegam por e-mail, telefone, WhatsApp, SMS ou outro canal, os negociadores visualizam tudo em um único painel.
Quando a proposta recebe aceite, o sistema usa modelos de minutas cadastrados para formalizar o acordo. O fluxo pode incluir assinatura digital e, quando houver processo, peticionamento para homologação judicial, hipótese que dialoga com o art. 515, II, do CPC (Lei 13.105/2015), sobre decisão homologatória como título executivo judicial.
Quem está por trás do Projuris Acordos?
O Projuris Acordos integra o ecossistema Projuris, do Grupo Softplan, e nasceu da evolução da Justto, startup especializada em Online Dispute Resolution. A solução combina experiência em tecnologia jurídica, negociação digital, automação de rotinas e integração com sistemas usados por departamentos jurídicos, escritórios e órgãos públicos.
O software pertence ao Grupo Softplan, uma das maiores empresas de software da América Latina. A solução surgiu na Justto, uma das primeiras empresas brasileiras especializadas em Online Dispute Resolution, adquirida pela Softplan no início de 2023.
Hoje, o Projuris Acordos integra um hub de soluções que inclui Projuris Empresas, Projuris ADV, Projuris Contratos e Projuris Jurimetria.
Quem pode usar o Projuris Acordos?
Empresas, escritórios de advocacia e procuradorias podem usar o Projuris Acordos quando precisam negociar alto volume de conflitos, organizar alçadas, reduzir passivo, tratar reclamações e formalizar acordos. Cada perfil aproveita a plataforma de modo diferente, conforme volume, natureza da carteira e governança interna.
Como empresas usam o Projuris Acordos?
Empresas usam a plataforma para reduzir judicialização, negociar demandas consumeristas e tratar carteiras massificadas com controle de alçadas. O portal pode receber identidade visual da organização, links e QR Codes para divulgação em peças processuais, canais institucionais, comunicações de atendimento e estratégias de autocomposição.
Quando a área jurídica trabalha com SAC, ouvidoria e atendimento ao consumidor, a centralização evita respostas desencontradas. A empresa preserva histórico de tratativas, registra propostas recusadas, calcula economia potencial e reduz risco de decisões isoladas fora da política aprovada.
Como escritórios usam o Projuris Acordos?
Escritórios podem oferecer serviços de mediação online e negociação estratégica aos seus clientes. Em vez de atuar apenas no contencioso, o escritório assume carteiras de litígios, cria esteiras de negociação, mede economia gerada e amplia sua relevância na gestão do risco jurídico.
Muitos escritórios precificam o trabalho por acordo bem-sucedido, por mediação realizada ou por carteira tratada. Esse modelo pode criar receita recorrente, desde que o contrato de honorários respeite as regras éticas aplicáveis à advocacia e descreva entregas, responsabilidades e critérios de remuneração.
Como procuradorias usam o Projuris Acordos?
Procuradorias e órgãos públicos podem usar a plataforma para facilitar contato com contribuintes, organizar cobranças e reduzir inadimplência. A ferramenta apoia a localização de telefones, e-mails e WhatsApp, além de comunicações em massa com rastreabilidade e padronização.
Quando a administração pública adota autocomposição, precisa observar legalidade, motivação, competência e transparência. A Lei 13.140/2015 disciplina a mediação e também trata da autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública, especialmente nos arts. 32 a 40.
Quanto custa o Projuris Acordos?
O custo do Projuris Acordos varia conforme o volume de conflitos negociados, integrações, automações contratadas e configuração do workspace. A franquia mensal informada pela solução parte de R$287,50, e a análise adequada compara o investimento com custos processuais, provisões, equipe e tempo de ciclo.
A plataforma pode ser testada por 30 dias. Para avaliar o fluxo real da sua carteira, acesse o teste gratuito do Projuris Acordos aqui.
Também é possível comparar o custo da plataforma com o custo de manter processos judiciais em andamento. A Projuris disponibiliza o calculador de ROI dos acordos, ferramenta gratuita para análise de retorno sobre investimento em casos civis e de consumidor.
Projuris Acordos é seguro?
O Projuris Acordos usa mecanismos de segurança para proteger integridade, confidencialidade e rastreabilidade dos dados tratados na plataforma. Como a negociação envolve informações pessoais, documentos e valores, a operação deve observar a LGPD, Lei 13.709/2018, especialmente princípios, bases legais, segurança e prevenção.
A plataforma atende grandes empresas e foi usada em estratégias de acordo de marcas como Tap Airlines, iFood, Natura, Arteris e Leroy Merlin. Além da infraestrutura tecnológica, a segurança depende da configuração de perfis, permissões, logs, política de acesso e governança interna do contratante.
No tratamento de dados pessoais, a empresa deve mapear finalidade, base legal, retenção, compartilhamentos e medidas técnicas. A LGPD, nos arts. 6º, 7º e 46 da Lei 13.709/2018, exige princípios de finalidade, adequação, necessidade e segurança, pontos relevantes para qualquer operação de negociação digital.
Como o Projuris Acordos encontra contatos para negociação?
A plataforma localiza contatos por meio de dados processuais, bases próprias, enriquecimento cadastral e bureaus de informação. Esse processo aumenta a chance de contato efetivo com a parte, mas deve respeitar finalidade legítima, minimização de dados e segurança previstos na LGPD.
A plataforma ODR consulta diferentes fontes para identificar canais com maior chance de resposta. Em processos judicializados, o sistema verifica os dados associados à parte na capa do processo. Depois, consulta o data lake da Projuris, com mais de 700 mil contatos ativos.
Se essas bases não indicarem contatos úteis, o sistema aciona bureaus de informação especializados e reconhecidos no mercado. O Projuris Acordos trabalha com cinco bureaus para ampliar a possibilidade de localização de e-mails, telefones e WhatsApp atualizados.
Com as checagens, a ODR aponta diferentes canais de contato e usa algoritmo específico para indicar quais tendem a ser mais assertivos. O objetivo é direcionar esforço dos negociadores para canais com maior probabilidade de retorno, sem dispersar a equipe em tentativas pouco produtivas.
Como funciona a inteligência artificial do Projuris Acordos?
A inteligência artificial do Projuris Acordos pode atuar desde a importação dos casos até a minuta final, conforme configuração contratada. Ela categoriza demandas, aplica alçadas, sugere contatos, conduz mensagens, solicita aumento de limite e prepara documentos para revisão humana quando o fluxo exigir validação.
No workspace autônomo, a IA recebe os casos importados, categoriza automaticamente as disputas, aplica alçadas e limites pré-configurados e enriquece dados das partes para facilitar contato. A empresa decide quais etapas a IA executa sozinha e quais permanecem com negociador humano.
A IA envia a mensagem inicial propondo acordo por e-mail, WhatsApp ou SMS. A proposta inicial segue o menor valor permitido e progride conforme a contraproposta da parte, respeitando a lógica de 60%, 75%, 85% e 100% da alçada máxima configurada.
Se a negociação não avançar dentro do limite, a inteligência artificial identifica a necessidade de proposta superior e solicita aumento de alçada ao gestor. O gestor aprova ou recusa. Quando aprova, a IA comunica o novo limite. Quando recusa, a IA envia a última oferta possível.
Após aceite, a assistente IA solicita informações e dados bancários, preenche a minuta, adiciona cláusulas padrão e revisa inconsistências. Em seguida, envia o documento ao negociador para revisão e assinatura. Depois, o fluxo segue para assinatura das demais partes e formalização.
Posso usar o Projuris Acordos sem uma política de acordos definida?
Sim. O Projuris Acordos pode apoiar empresas e escritórios que ainda não possuem política de acordos madura, desde que a operação comece com limites claros, responsáveis definidos e revisão periódica. A plataforma ajuda a transformar dados de negociação em parâmetros objetivos para alçadas futuras.
Mesmo sem uma política de acordos formalizada, o software pode sugerir ações recomendadas a partir das interações realizadas. O histórico também pode indicar ajustes em alçadas, tipos de disputa, valores de proposta e critérios de prioridade.
A Projuris possui integração com empresas especializadas em consultoria para definição de políticas de acordo. Além disso, a equipe tem experiência no apoio à gestão de grandes carteiras de conflitos e pode compartilhar orientações operacionais para evolução dos procedimentos adotados.
Do ponto de vista jurídico, uma política mínima deve prever quem negocia, quem aprova exceções, quais documentos comprovam poderes, quais faixas de valor existem, quando pedir homologação e como arquivar evidências. Esses pontos reduzem inconsistências e fortalecem a governança.
O Projuris Acordos integra com outros softwares?
Sim. O Projuris Acordos pode integrar com sistemas jurídicos e ferramentas complementares para conectar negociação, gestão processual, documentos e peticionamento. As integrações evitam duplicidade de cadastros e permitem que o jurídico acompanhe o acordo dentro do contexto completo do caso.
Um exemplo é a integração com o Projuris Empresas, software para departamentos jurídicos. Com ela, a área jurídica pode associar negociações em andamento aos processos armazenados e geridos no sistema principal.
Outro exemplo é a integração com o Projuris Peticiona, software de peticionamento eletrônico. Após o aceite do termo, a equipe pode peticionar a homologação do acordo judicial em poucos cliques, conforme a necessidade do caso concreto.
Para conhecer integrações disponíveis, requisitos técnicos e possibilidades de implantação, entre em contato na página comercial.
Perguntas frequentes sobre Projuris Acordos
Projuris Acordos é uma plataforma para negociar, registrar e formalizar acordos judiciais e extrajudiciais. Ela centraliza contatos, propostas, histórico, minutas, assinaturas e etapas posteriores, ajudando empresas, escritórios e procuradorias a organizar a autocomposição com rastreabilidade e controle de alçadas.
Projuris Acordos serve para acordos extrajudiciais e também para negociações de processos já judicializados. A empresa pode iniciar tratativas em reclamações de consumo, SAC, Procon, Consumidor.gov e outros canais, antes que a disputa gere um novo processo judicial.
Projuris Acordos usa inteligência artificial em fluxos configuráveis, como categorização de casos, aplicação de alçadas, disparo de mensagens, solicitação de aumento de limite e geração de minutas. A empresa pode manter revisão humana nas etapas sensíveis e definir limites previamente.
Projuris Acordos tem preço variável conforme volume de conflitos, integrações e recursos contratados. A franquia mensal informada parte de R$287,50, e a análise econômica deve comparar esse investimento com custos processuais, provisões, horas de equipe e tempo médio de resolução.
Projuris Acordos adota mecanismos de segurança para proteger dados, documentos e histórico de negociação. A operação deve seguir a LGPD, Lei 13.709/2018, com atenção a finalidade, necessidade, controle de acesso, retenção, registros de tratamento e medidas técnicas de proteção.
Projuris Acordos não substitui a análise jurídica estratégica. A plataforma automatiza rotinas, organiza dados e conduz fluxos repetitivos, mas advogados e gestores definem política, alçadas, riscos, exceções, validade dos documentos e necessidade de homologação judicial em cada caso.
Qual é o resumo sobre o Projuris Acordos?
O Projuris Acordos é uma solução para quem busca alternativa organizada à judicialização, com negociação multicanal, automação, IA, controle de alçadas, minutas e integrações. A plataforma apoia empresas, escritórios e procuradorias que precisam transformar carteiras de conflitos em fluxos mensuráveis de acordo.
Para aprofundar a visão técnica e operacional, conheça os bastidores do Projuris Acordos. A adoção deve considerar política de acordos, LGPD, governança de dados, poderes de representação e critérios de homologação judicial quando houver processo em andamento.