Como utilizar as mídias sociais a favor do seu escritório de advocacia

As mídias sociais são excelentes espaços para compartilhar conhecimento e suscitar discussões. Desta forma, não só é positiva como imprescindível a participação do advogado nas redes, se atualizando dos temas que movimentam a sociedade. Alguns, inclusive, criam páginas para o seu negócio.

Em alguns momentos, no entanto, o advogado pode se perguntar até onde sua participação nas redes deve chegar sem ferir a ética que a profissão exige, já que a atuação nestes canais pode ser considerada marketing. Vamos nos aprofundar um pouco sobre o assunto neste texto, mas antes, é importante esclarecermos algumas dúvidas sobre a relação do direito com o marketing de um ponto de vista geral. Recomendamos, portanto, o download do ebook: marketing jurídico, o que pode e o que não pode?

Porquê atuar nas mídias sociais

É importante o advogado entender a verdadeira utilidade dos canais sociais para o seu negócio, para a saúde de sua atuação e da atuação de sua empresa. O Povimento 94/2000 e o Código de Ética deixam bem claro que qualquer serviço relacionado a propaganda e publicidade deve ser feito “com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra finalidade”. Leia:

Povimento 94/2000: “Dispõe sobre a publicidade, a propaganda e a informação da advocacia.” Art. 1º. É permitida a publicidade informativa do advogado e da sociedade de advogados, contanto que se limite a levar ao conhecimento do público em geral, ou da clientela, em particular, dados objetivos e verdadeiros a respeito dos serviços de advocacia que se propõe a prestar, observadas as normas do Código de Ética e Disciplina e as deste Provimento.

CED (Código de Ética e Disciplina). Capítulo IV – “Da Publicidade”. Art. 28. O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade.

(Você pode encontrar as orientações concretas extraídas dos atos normativos mencionados – CED e Povimento 94/2000 – no  ebook sobre marketing digital).

 

Ou seja: compartilhar conteúdos com fins meramente comerciais que mais parecem spam do que um conteúdo realmente relevante às pessoas que seguem sua empresa (que podem ser, inclusive, seus clientes ou colegas de profissão), além de não ser uma atitude ética, faz com que você perca o potencial que o espaço social oferece.

Dito isso, o próximo passo é pensar: que tipo de publicação posso fazer que será efetivamente útil para engajar as pessoas que me acompanham e acompanham o meu negócio nas redes sociais? Nós temos algumas dicas:

  • Desmistificar: o universo jurídico é muito amplo, e diariamente se expande. Para alguém que irá entrar com uma ação ou está se defendendo de uma, talvez seja complexo entender alguns procedimentos da dinâmica advocatícia. Logo, é um excelente tipo de conhecimento para passar adiante às pessoas nas redes sociais. Explicar significados, elucidar etapas de tramitação e desburocratizar a comunicação pode ser muito útil e eficaz.
  • Promover discussões: uma prática muito comum nas redes sociais é a curadoria, onde as empresas utilizam conteúdos produzidos por outros sites, como veículos de comunicação, para publicar em sua página, por serem informações que se relacionam com o seu negócio. Notícias sobre leis que atinjam diretamente determinado tipo de público ou novidades sobre o CPC (Código de Processo Civil) podem ser exemplos de bons conteúdos, assim como textos que auxiliem o relacionamento entre você e seu cliente, por exemplo: “Dez motivos pelos quais você precisa de um advogado”, “10 termos no dia-a-dia do direito que seus clientes precisam conhecer’ (sempre lembrar de citar a fonte!).
  • Fazer links para conteúdos mais densos: talvez o seu site já possua um blog, onde você e sua equipe recorrentemente geram conteúdo. As mídias sociais podem funcionar como uma espécie de “ponte”, levando os usuários que estão conectados à sua página para o seu site, onde você pode oferecer, na matéria linkada, outros conteúdos relacionados ao tema que levou o usuário até o blog, enriquecendo assim sua experiência de leitura.
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Frases inspiradoras, explicação de termos jurídicos, perguntar a opinião do seu público sobre determinada aprovação de lei, leva-los ao seu site. As opções são muitas. A rede social é um espaço perfeito para seu negócio se relacionar com as pessoas, buscar engajamento. Trazendo as pessoas para a conversa, você pode tornar a gestão de sua rede social algo sustentável. Os comentários e dúvidas dos usuários podem dar ideias para novos conteúdos, posts para blogs e até insights para o seu negócio.

Mas lembre-se: nunca preste consulta via redes sociais, além de não estar coerente com o que o Código de Ética prevê, faz com que o advogado não construa a relação com a profundidade adequada com o seu cliente, além de não ser o espaço adequado para mensurar os honorários. Para este tipo de contato, peça à pessoa para seguir o procedimento comum de um cliente, ligando para seu escritório ou formalizando um e-mail. A parte disso, converse, se relacione e seja referência no assunto que você domina.

Conheça cada canal e o que ele pode oferecer

Na primeira parte, sugerimos algumas ações de sua atuação dentro das mídias sociais. Mas não podemos esquecer que existem diferentes tipos de canais, e que todos não necessariamente serão interessantes para você ou seu negócio estarem inseridos. O Facebook hoje é a rede social com o maior número de usuários ativos no Brasil, mas não recomendamos que seu desempenho esteja focado nele se o tipo de público que você busca seja diferente do público do canal.

Digamos que o objetivo do seu negócio esteja voltado a processos de natureza empresarial. Neste caso, o seu público alvo estará presente no LinkedIN, maior rede social profissional do mundo. É ali onde você encontrará o perfil dos decisores das empresas que você busca atingir. Logo, faz sentido você direcionar os seus esforços de produção de conteúdo e de participação para este rede social. Caso o seu escritório tenha foco em processos trabalhistas e cível, que envolve pessoas físicas, o espaço mais compatível com a sua linguagem seja mesmo o Facebook ou o Twitter. Preparamos um gráfico para explicar de forma mais clara a proposta de cada rede social. Assim você pode identificar onde seu escritório se localiza, dentro dos itens que listamos nos “prós” e “contras”:

redes

Por último, mas não menos importante: aja com ética!

O advogado é um difusor de ética e seu praticamente fervoroso. Não só nas mídias sociais, mas em qualquer ambiente (digital ou não) no qual ele está inserido profissionalmente. Por isso, diante de novas circunstâncias e possibilidades para seu negócio, não hesite em perguntar a quem já tem experiência na área e é especialista no assunto. Assim você poderá aprender da forma adequada (e mais ética possível) a tomar alguma decisão.

E nós estamos aqui pra isso! Temos o prazer em ajudar você quando o assunto é software jurídico e organização do seu dia-a-dia dentro e fora do escritório. Somos apaixonados por gestão jurídica e produzimos muitos conteúdos sobre esse assunto. Que tal começar compartilhando-o algum deles em sua rede social? Temos dois para recomendar: um guia de como a redação de seus e-mail influencia na venda de seus serviços?, e  uma matéria com 4 dicas que ninguém ensina, mas você precisa saber como advogado. São conteúdos bem bacanas para você compartilhar agora mesmo com profissionais da sua área.

 

Comentários 1

  1. já sabia que usar Facebook de maneira correta é um grande ponto para o crescimento do escritório. e vejo que interagir com o publico e melhor, eu admito que nao interajo muito com os fã da pagina.agora vejo que que essas outras redes tem um potencial enorme , sempre bom aprender. Agora vou diversificar e está presente em outros canais como no LinkedIn talvez.

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