Tiago Fachini: marketing jurídico, conteúdo e tecnologia

Conheça Tiago Fachini e veja como o marketing jurídico pode unir conteúdo, tecnologia, OAB e geração ética de negócios.

user Tiago Fachini calendar--v1 9 de outubro de 2018 connection-sync 11 de agosto de 2026

Marketing jurídico é a publicidade profissional informativa da advocacia, limitada pela discrição, sobriedade e vedação à captação indevida, nos termos do art. 33 da Lei 8.906/1994 e do art. 39 do Código de Ética e Disciplina da OAB de 2015. Tiago Fachini aplica essa lógica ao conteúdo, à tecnologia e à gestão de negócios jurídicos.

Quem é Tiago Fachini no marketing jurídico?

Tiago Fachini é profissional de comunicação e marketing com atuação voltada ao mercado jurídico, à educação e à tecnologia. Sua trajetória conecta produção de conteúdo, canais digitais, inbound marketing, mídia paga e geração de demanda para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos, sempre dentro dos limites éticos aplicáveis à publicidade profissional.

Palestrante, professor, podcaster, colunista do blog ProJuris e pesquisador de tecnologia aplicada ao setor jurídico, Tiago Fachini atua na interseção entre comunicação digital e prática jurídica. Sua experiência reúne mais de uma década de marketing digital e uma fase consolidada dedicada ao marketing da área jurídica.

Essa especialização exige domínio técnico e cautela regulatória. Diferentemente de mercados em que a comunicação comercial permite ofertas agressivas, o ambiente jurídico impõe deveres próprios. O art. 34, IV, da Lei 8.906/1994 considera infração disciplinar angariar ou captar causas, com ou sem intervenção de terceiros. Por isso, conteúdo, anúncios e automações precisam informar sem prometer resultado.

Tiago Fachini é graduado em comunicação, pós-graduado em gestão de marketing estratégico e geração de negócios pela Univille e possui MBA em marketing pela Sustentare. Essa base acadêmica sustenta sua atuação em planejamento, posicionamento, aquisição de audiência e análise de dados em canais digitais.

Também possui certificações em Google Adwords, nomenclatura historicamente usada para a atual plataforma Google Ads, e Google Analytics. A combinação entre métricas, conteúdo educativo e gestão de funil permite avaliar origem de contatos, temas mais buscados, engajamento e eficiência de campanhas sem transformar a advocacia em atividade mercantil.

Como o marketing jurídico deve respeitar as regras da OAB?

O marketing jurídico deve informar, educar e fortalecer reputação profissional sem mercantilizar a advocacia. A regra central está no art. 39 do Código de Ética e Disciplina da OAB de 2015, complementado pelo Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB, que trata da publicidade na advocacia e do uso de tecnologia.

O art. 33 da Lei 8.906/1994 obriga advogados a cumprir o Código de Ética e Disciplina. Na prática, essa norma conecta a atividade de comunicação a deveres disciplinares. Um post, anúncio, vídeo, podcast ou página institucional pode gerar questionamento ético se sugerir promessa de êxito, captação indevida ou comparação depreciativa com outros profissionais.

O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB atualizou a leitura da publicidade profissional para ambientes digitais. A norma admite marketing jurídico de conteúdo, presença em redes sociais, impulsionamento de publicações e uso de ferramentas tecnológicas, desde que a mensagem preserve caráter informativo, não ofereça consulta gratuita como isca e não prometa resultado judicial.

Quais práticas costumam ser permitidas no marketing jurídico?

Práticas informativas costumam ter menor risco quando apresentam temas jurídicos de forma técnica, sem induzir contratação imediata. Exemplos incluem artigos explicativos sobre prazos processuais, vídeos sobre alterações legislativas, newsletters para clientes, podcasts educativos, páginas institucionais com áreas de atuação e materiais que orientem empresas sobre rotinas de compliance.

Também pode haver impulsionamento de conteúdo, desde que o anúncio não use linguagem sensacionalista. Um escritório pode divulgar um artigo sobre adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018, mas não deve publicar chamada que prometa indenização, ganho certo, eliminação de risco fiscal ou resultado garantido em processo trabalhista.

Quais condutas aumentam o risco ético?

Condutas de risco incluem promessa de vitória, divulgação de honorários promocionais, consulta gratuita usada como chamariz, compra de leads jurídicos sem base legítima, abordagem direta de vítimas de eventos recentes e comunicação que explore medo, urgência artificial ou vulnerabilidade do público. Essas práticas podem caracterizar captação de clientela ou mercantilização.

As consequências variam conforme o caso concreto. A OAB pode instaurar procedimento ético-disciplinar, avaliar provas, ouvir o profissional e aplicar sanções previstas no Estatuto da Advocacia. O art. 35 da Lei 8.906/1994 prevê censura, suspensão, exclusão e multa. A dosimetria depende da gravidade, reincidência e circunstâncias do fato.

Não há súmula vinculante específica sobre marketing jurídico que substitua a análise dos tribunais de ética da OAB. Por isso, escritórios e departamentos jurídicos devem documentar critérios de aprovação, revisar peças antes da publicação e manter registros de campanhas. A prevenção reduz risco disciplinar e facilita resposta a questionamentos de clientes, comissões internas ou seccionais.

Como conteúdo, podcast e tecnologia apoiam escritórios jurídicos?

Conteúdo jurídico bem planejado ajuda escritórios e departamentos jurídicos a explicar problemas complexos, educar clientes e organizar a jornada de contratação sem abordagem invasiva. Quando combinado com tecnologia, dados e governança editorial, o conteúdo torna a comunicação mais previsível, mensurável e alinhada às restrições da OAB.

A experiência de Tiago Fachini em planejamento digital, inbound marketing, growth hacking e mídia digital permite traduzir conceitos de marketing para o vocabulário jurídico. Em vez de tratar leads como contatos genéricos, a estratégia precisa reconhecer sigilo, conflito de interesses, limitações publicitárias, proteção de dados pessoais e responsabilidade técnica sobre informações publicadas.

Experiência comprovada na gestão de equipe e rotinas de marketing e inbound sales também exige processos internos. Uma pauta sobre recuperação de crédito empresarial, por exemplo, deve passar por validação jurídica, revisão de linguagem, checagem legislativa e análise de risco reputacional. Depois da publicação, a equipe pode medir tráfego orgânico, taxa de leitura, inscrições e solicitações de contato.

Quinzenalmente, Tiago Fachini publica o JurisCast, podcast jurídico de apoio à comunidade de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. O formato em áudio facilita debates sobre gestão, tecnologia, processos internos e tendências do setor, sem depender apenas de textos longos ou eventos presenciais.

Podcasts jurídicos também exigem cuidado editorial. A conversa deve evitar análise superficial de casos sensíveis, exposição indevida de clientes, aconselhamento individualizado sem contexto e uso de decisões isoladas como promessa de resultado. Um bom roteiro define tema, objetivo, fontes normativas, convidados, disclaimers e limites da discussão.

Como planejar marketing jurídico com segurança em 2025?

Um plano seguro de marketing jurídico combina diagnóstico, estratégia editorial, governança de aprovação, proteção de dados e mensuração. Até 2025, as referências normativas centrais permanecem o Código de Ética e Disciplina da OAB de 2015, o Provimento 205/2021 da OAB e a LGPD, Lei 13.709/2018.

  1. Diagnosticar público e área de atuação: identifique setores atendidos, dores jurídicas recorrentes, dúvidas de clientes e temas com relevância prática. Um escritório empresarial pode mapear contratos, societário, trabalhista, tributário e proteção de dados antes de criar calendário editorial.
  2. Definir objetivos permitidos: reputação, educação, autoridade técnica e relacionamento são objetivos compatíveis. Prometer ganho, estimular litígio ou oferecer solução imediata para qualquer pessoa em massa cria risco ético e pode contrariar o art. 34, IV, da Lei 8.906/1994.
  3. Construir calendário editorial: organize artigos, vídeos, newsletters, webinars e podcasts por temas. Cada conteúdo deve ter fonte legal, data de atualização, responsável técnico e revisão. Quando houver alteração normativa, substitua expressões vagas por referência precisa à lei, ao artigo e ao ano.
  4. Revisar proteção de dados: formulários, landing pages e newsletters precisam observar a LGPD. O art. 6º da Lei 13.709/2018 estabelece princípios como finalidade, adequação, necessidade, transparência e segurança. O art. 7º trata das bases legais para tratamento de dados pessoais.
  5. Controlar anúncios e automações: campanhas pagas devem preservar linguagem informativa. Automação de e-mail exige consentimento ou outra base legal aplicável, opção de descadastro e registro de preferência. A equipe deve evitar mensagens insistentes, segmentações sensíveis e abordagens que pareçam assédio comercial.
  6. Medir sem distorcer a prática jurídica: acompanhe tráfego, origem dos contatos, temas com maior engajamento e conversões qualificadas. Métricas ajudam a melhorar conteúdo, mas não autorizam promessa de resultado, exposição de casos protegidos por sigilo ou divulgação de números que induzam captação indevida.

A LGPD recebeu reforços institucionais relevantes: a Lei 13.853/2019 estruturou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, e a Emenda Constitucional 115/2022 incluiu a proteção de dados pessoais entre direitos fundamentais. Para marketing jurídico, isso significa tratar dados de prospects, clientes e participantes de eventos com base jurídica, transparência e segurança.

Onde encontrar Tiago Fachini nas redes sociais?

Os canais digitais de Tiago Fachini concentram conteúdos sobre marketing, tecnologia, gestão e mercado jurídico. Para quem atua em escritórios, departamentos jurídicos ou legal operations, essas redes podem servir como fonte de atualização profissional, contato com debates do setor e acesso a formatos variados de aprendizagem.

Antes de replicar formatos vistos em redes sociais, advogados devem adaptar linguagem, promessa e chamadas à realidade ética da profissão. O que funciona para empresas de tecnologia, cursos livres ou consultorias comerciais pode gerar risco quando aplicado à advocacia sem revisão jurídica.

Perguntas frequentes sobre marketing jurídico

As dúvidas mais comuns sobre marketing jurídico envolvem limites da OAB, anúncios pagos, redes sociais, proteção de dados e produção de conteúdo. As respostas abaixo organizam esses pontos com foco prático para advogados, gestores jurídicos e equipes que precisam comunicar serviços jurídicos sem violar regras profissionais.

O que é marketing jurídico?

Marketing jurídico é a estratégia de comunicação informativa usada por profissionais e organizações jurídicas para educar o público, fortalecer reputação e apresentar áreas de atuação. Ele deve observar o art. 33 da Lei 8.906/1994, o Código de Ética da OAB de 2015 e o Provimento 205/2021.

Advogado pode fazer anúncio pago na internet?

Marketing jurídico pode incluir anúncio pago quando a mensagem tiver caráter informativo, sem promessa de resultado, captação indevida ou mercantilização. O Provimento 205/2021 da OAB admite o uso de ferramentas digitais, mas exige sobriedade, identificação profissional e respeito às restrições do Código de Ética.

O que a OAB proíbe na publicidade jurídica?

Marketing jurídico não deve usar promessa de êxito, oferta de consulta gratuita como isca, divulgação de honorários promocionais, comparação depreciativa ou abordagem direta para captar causas. O art. 34, IV, da Lei 8.906/1994 trata a captação de clientela como infração disciplinar.

Como produzir conteúdo jurídico sem dar consultoria individual?

Marketing jurídico seguro apresenta informações gerais, explica leis, descreve procedimentos e indica cuidados sem analisar situação individual sem contrato ou contexto completo. O conteúdo pode orientar sobre prazos, documentos e riscos, mas deve evitar conclusão personalizada ou garantia de solução para o leitor.

A LGPD se aplica ao marketing de escritórios de advocacia?

Marketing jurídico envolve tratamento de dados quando usa formulários, newsletters, eventos, CRM ou automação. A LGPD, Lei 13.709/2018, exige finalidade, necessidade, transparência e base legal. Escritórios devem registrar consentimentos quando aplicável, oferecer descadastro e proteger dados de clientes e potenciais clientes.

Por que Tiago Fachini é associado ao marketing jurídico?

Marketing jurídico aparece na trajetória de Tiago Fachini por sua atuação em conteúdo, podcast, planejamento digital, tecnologia e geração de negócios para o setor jurídico. Sua presença no blog ProJuris e no JurisCast conecta comunicação especializada, gestão e debates práticos para escritórios e departamentos jurídicos.

O que profissionais jurídicos podem aprender com Tiago Fachini?

A trajetória de Tiago Fachini mostra que marketing jurídico eficiente depende menos de atalhos comerciais e mais de método, conhecimento regulatório, consistência editorial e leitura do mercado. Escritórios que estruturam conteúdo com fontes legais, revisão técnica e métricas adequadas comunicam melhor sem abandonar a responsabilidade profissional.

Para advogados, gestores jurídicos e empresas, a principal lição é tratar comunicação como processo. Planejamento, tecnologia, dados, conteúdo e ética precisam atuar juntos. Quando o marketing jurídico respeita a Lei 8.906/1994, o Código de Ética da OAB, o Provimento 205/2021 e a LGPD, ele fortalece confiança e reduz riscos disciplinares.

Tiago Fachini - Especialista em marketing jurídico

Mais de 300 mil ouvidas no JurisCast. Mais de 1.200 artigos publicados no blog Jurídico de Resultados. Especialista em Marketing Jurídico. Palestrante, professor e um apaixonado por um mundo jurídico cada vez mais inteligente e eficiente. Siga @tiagofachini no Youtube, Instagram e Linkedin.

Use as estrelas para avaliar

Média / 5.

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.