Que executivos você quer ter ao seu lado: tarefeiros ou executores?

ProJuris Colunistas, Empreendedorismo, Gestão, Sérgio Cochela 0 Comments

Sérgio Cochela é CEO da ProJuris Software Jurídico e escreve ao Universidade ProJuris bimestralmente.

Hoje, umas das habilidades mais procuradas nos executivos no mundo corporativo é a capacidade de execução. Um executivo que tem alta capacidade de execução tem grande possibilidade de conseguir um bom emprego e, se já está empregado, de conseguir crescer na empresa.

Mas o que é ter alta execução? Qual a diferença entre um executivo com alta execução e um executivo com alta capacidade de executar tarefas?

Em primeiro lugar, alta execução significa ter a habilidade de planejar, definir, entender e implementar uma estratégia. É ter a visão sistêmica do seu trabalho, seja da sua área, processos ou da sua empresa. Quanto mais alto o nível hierárquico, mais esta habilidade tem que ser dominada.

O CEO tem que ser mestre nesse assunto. Não adianta ser bom na implementação da estratégia, se a estratégia está errada.

Também não adianta nada ter uma excelente estratégia se a implementação é fraca.

Já o tarefeiro, tem muita dificuldade em ter esta estratégia clara. Ele foca na atividade e não no resultado.

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O tarefeiro começa pelo fazer e não pelo planejar, investe pouco tempo neste capítulo da gestão.

Hoje vivemos muito o momento do “Desenvolve, testa e aprende”, mas mesmo neste modelo é necessário planejar para que o desperdício seja o menor possível.

Outro aspecto que destaca o bom executor é o alinhamento do time à estratégia, até porque uma boa implementação é executada por meio das pessoas, então, executor é aquele que dá propósito à estratégia, alinha o time, cobra pela execução, facilita o caminho a ser trilhado, entra nos momentos difíceis para contribuir com a solução e, principalmente, dá autonomia ao time e faz ele crescer.  

O tarefeiro, por sua vez, assume para si a execução das tarefas. Com isso, ele se destaca como o solucionador de problemas, assumindo todos os riscos.

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O resultado disso é um time na zona de conforto que não cresce e que não vê propósito no que faz.

Esse é o líder super-herói, aquele que se sente insubstituível. Sem ele saber, já foi mapeado pelo time, trabalha duro, muito duro, já o time… Mas isso o realiza.

Mas afinal, se queremos ao nosso lado executivos focados na estratégia, o que é estratégia?

Se procurarmos na literatura, vamos encontrar várias definições. De todas, a que mais gosto é:

Estratégia é você ter uma visão clara de onde quer chegar

Isto é, decidir hoje o que vai ser amanhã, e definir de uma forma estruturada o caminho a ser trilhado para chegar nesta visão. Mas, com uma condição, esse caminho tem que ser muito claro e factível para que os outros se engajem nessa estratégia.

Agora, voltando à provocação inicial, eu te pergunto: que tipo de executivos você quer ter ao seu lado? Se é um executor, procure pessoas com esse perfil, conheça a história delas, converse com as pessoas do time que respondem a ela, questione sobre direção, veja se tem metas claras, se o time conhece suas metas, se estão engajadas, se há propósito no trabalho, se a empresa e/ou área/processo tem uma visão e está claro para o executivo como chegar lá.

Certa vez uma pessoa chegou em um prédio e entrou no elevador, então o ascensorista perguntou:

– Qual andar você vai?

E ele respondeu:

– Tanto faz, já estou no prédio errado mesmo.

Boa reflexão.


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